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Friday, January 24, 2014

A “armada” africana do Sporting da Covilhã

O Sporting da Covilhã tem neste momento nas suas fileiras sete jogadores africanos e, desde o início da época, o técnico Francisco Chaló já trabalhou com uma dezena de atletas oriundos daquele continente. O “peso” dos futebolistas africanos no rendimento de uma das “equipas-sensação” da IIª Liga é evidente, tanto que o clube reforçou a “armada” no mercado de inverno e precaveu a eventual saída de algumas das suas “pérolas negras”.

A Guiné-Bissau, com três atletas (Forbes, Báta e Agostinho Soares), é o país mais representado, seguindo-se a Costa do Marfim, com Gui e o regressado Amian, e o Uganda, com Alex Kakuba e Kizito. O contingente africano poderia ser ainda maior, pois já este mês o também ugandês Apollo Razak foi dispensado para o Águias do Moradal, enquanto o cabo-verdiano Nené pediu para sair em novembro por ser pouco utilizado e, ainda na pré-época, o gabonês Oto’o, emprestado pelo Sporting de Braga, acabou por regressar ao clube de procedência. Desde cedo que Báta, vindo do Alcanenense da então IIIª Divisão Nacional, começou a dar nas vistas e Forbes, o seu companheiro na frente de ataque contratado aos açorianos do Operário, é um dos melhores marcadores na competição. No meio campo ofensivo, o costa-marfinense Gui, no clube há quatro épocas, pode finalmente mostrar de forma consistente o seu talento.

Na defesa, o ugandês Alex Kakuba, que chegou a meio da temporada transata também da IIIª Divisão (Esperança de Lagos), é indiscutível na lateral esquerda. Já Afonso Soares, também conhecido por Nconco, Amian e Kizito só se juntaram ao plantel mais tarde. O primeiro é um ponta-de-lança guineense que foi inscrito em dezembro após um período à experiência. Amian é um “velho conhecido”, pois chegou ao clube na mesma altura de Gui, mas na temporada transata esteve emprestado ao Anadia e na primeira metade da presente época tentou sem sucesso uma experiência nos franceses do Évian. Quanto ao jovem ugandês Kizito, foi o último a chegar, vindo do Leixões, e já marcou contra o Paços de Ferreira no seu segundo jogo pelos “leões da serra”. É no ataque que a influência dos atletas africanos mais se faz notar na excelente performance do Covilhã. O clube tem 27 golos marcados, dos quais 19 são da autoria do tridente formado por Forbes (11), Báta (seis) e Gui (2).

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Thursday, October 17, 2013

Miúdo de 13 anos disputa Mundial de sub-17

Não é de agora que a veracidade das idades dos atletas nascidos em África provoca desconfiança que se adensa aquando da realização dos diversos campeonatos continentais ou mundiais. O Mundial de sub-17 que hoje começa nos Emirados Árabes Unidos não é excepção e a Costa do Marfim convocou três atletas nascidos em 1999, quando a esmagadora maioria das restantes selecções chamou jogadores nascidos em 1996 e 1997. O caso mais gritante é o de Braciano Ta Bi, médio costa-marfinense, que com apenas 13 anos é o mais novo de todos os convocados das 24 selecções presentes e que, caso seja utilizado, poderá defrontar adversários com mais quatro anos. O jogador do Athletic FC Adjame está registado como tendo nascido a 5 de dezembro de 1999, pelo que só daqui a perto de dois meses completará 14 anos.

O seleccionador Ibrahima Kamara já afirmou que deposita grandes esperanças em Braciano Ta Bi para o futuro e que o convocou para que o jovem possa aprender. Também nascidos em 1999, embora já tenham completado 14 anos, foram convocados o defesa Souleymane Diaby e o médio Dogbole Niangbo, ambos do USC Bassam, e que, de acordo com os seus registos, nasceram com apenas dois dias de diferença, tendo festejado os 14 já neste mês de Outubro. A Nigéria é outro dos países da África “negra” que garantiu a qualificação e também chamou dois “benjamins”: o médio Habib Makanjuola, dos ingleses do Chelsea, e o guarda-redes Abdulazeez Abubakar (Nath Boys Academy) que, de acordo com o site da FIFA, mede apenas 1,60 metros...

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Friday, March 15, 2013

Vouho: de “cepo” no Covilhã a goleador no Chipre

Há alguns anos que o campeonato cipriota é um dos que mais “importa” futebolistas portugueses ou que jogaram em clubes nacionais. Deste modo, não é de espantar que entre os 10 melhores marcadores da principal liga do Chipre haja cinco atletas com ligações a Portugal (o melhor marcador é o brasileiro Juliano Spadacio, médio brasileiro que jogou no Nacional da Madeira durante três épocas). O quinto melhor marcador é o costa-marfinense Patrick Vouho (à direita na foto) que soma 10 golos em 20 jogos e na última época apontou nove. O avançado de 25 anos é uma das figuras do AEL Limassol, orientado por Jorge Costa.

Quem, como eu, o viu jogar diversas vezes ao serviço do Sporting da Covilhã não pode deixar de ficar espantado com a veia goleadora do avançado que um dia a Académica de Coimbra foi buscar ao Sabé, do seu país natal. No Covilhã, em 23 jogos para o campeonato e três para a Taça da Liga na época 2010/2011 nem um golo marcou para amostra. Na Académica fez um golo na época anterior. Em 2008/2009 marcou três pelo Santa Clara. A sua época mais produtiva em Portugal foi mesmo a primeira, quando emprestado ao Portimonense, marcou cinco golos na Liga de Honra. Agora, parece que os ares do Chipre lhe fizeram bem e até já nas competições europeias marca golos.

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Thursday, November 24, 2011

Sissoko, o "diamante" da Briosa

Comecei a ver o Académica-Fc Porto disputado no último sábado sensivelmente a meio da primeira parte da partida e uma das primeiras jogadas que me captou a atenção foi um lance em que um dos atletas da equipa da casa surgiu a "correr que nem um desalmado" a pressionar a defesa dos campeões nacionais a toda a largura do campo. Dessa jogada não resultou perigo mas fez-me ficar com esse jogador - por sinal dos poucos da Briosa que nunca tinha visto jogar- debaixo de olho. Seguiram-se vários lances de ataque da formação de Coimbra e a bola chegava quase sempre aos pés deste extremo veloz, habilidoso e desequilibrador. Fez a assistência para o primeiro golo da equipa de Pedro Emanuel e não deu descanso aos pobres defensores portistas. Pensei que, a jogar sempre com este nível e intensidade, dificilmente ficará muito tempo na Académica. Não devo enganar-me, já que, com apenas 19 anos, Ibrahim Sissoko parece ter "meia Europa" atrás de si, com o Marselha a surgir à cabeça do rol de interessados. O esquerdino chegou a Coimbra no início da época 2009/2010, então com 16 anos, para alinhar na equipa de juniores, após ter feito a sua formação desportiva na Cissé Institut FC - academia de futebol na sua Costa do Marfim. Apesar de ainda não ter macado qualquer golo, Sissoko parece ter condições para ter um futuro bem promissor à sua frente, assim lhe sejam dadas oportunidades para poder continuar a evoluir.