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Thursday, December 05, 2013

Stélvio: do Milan ao Luxemburgo passaram apenas seis anos

Formado nas camadas jovens do Sporting de Braga, Stélvio Cruz estreou-se na equipa principal do clube minhoto com apenas 18 anos (época 2007/2008) e impressionou pela sua estampa física e poder de impulsão, para além de elevado sentido táctico que lhe permitia jogar a central ou a trinco com a mesma eficácia. Stélvio vivia então um sonho, pois para além de ter sido convocado para a selecção sub-21 de Portugal, ainda foi alvo de observadores do Milan e Juventus que terão seguido de perto a sua evolução. Na altura, o filho de Filipe Cruz, ex-andebolista internacional por Portugal, chegou até a ser comparado com o ex-internacional francês Patrick Vieira.

O jovem foi conquistando o seu espaço e utilizado com regularidade, até que na época 2009/2010 e, de forma algo surpreendente, o recém-chegado Domingos entendeu que Stélvio deveria rodar uma época por empréstimo na União de Leiria e a partir daí a carreira do promissor atleta entrou em declínio. Foi depois emprestado aos angolanos do 1º de Agosto e do Recreativo do Libolo, tendo pelo meio “roído a corda” a um empréstimo ao Sporting da Covilhã. Em 2010 respondeu positivamente ao apelo de Manuel José e representou Angola, país onde nasceu, na CAN, tendo sido titular nos três jogos.

Em 2012, já desvinculado do Sporting de Braga, representou o Recreativo da Caála e na época passada voltou à Europa, tendo assinado pelos cipriotas do Alki Larnaca, onde até fez uma campanha positiva, sendo titular na maioria dos jogos. Mais uma vez de forma surpreendente assinou no início desta temporada pelos amadores do F91 Dudelange, actual segundo classificado do campeonato do Luxemburgo. Que futuro estará reservado para Stélvio?

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Tuesday, September 27, 2011

Vítor Pontes despedido da sua casa

A 9 de setembro Vítor Pontes foi apresentado como novo treinador do União de Leiria, substituindo Pedro Caixinha que foi despedido por causa do «azar». Na sua apresentação, o antigo adjunto de José Mourinho mostrou-se esperançado na realização de um bom trabalho: «Espero naturalmente ter o mesmo sucesso que tive anteriormente. Foi aqui que comecei como jogador, foi aqui que comecei como treinador, o Leiria para mim é a minha casa. Quem tem 22 anos ao serviço de um clube como eu tenho na União de Leiria - sendo profissional já tive de representar outros emblemas -mas nunca o neguei, nunca o escondi, é e será sempre a minha casa...», afirmou. Menos de 20 dias depois, e após duas derrotas, Pontes recebeu “guia de marcha”, cedendo o seu lugar ao veterano Manuel Cajuda. É caso para dizer que quem assim é tratado «em casa» mais vale mesmo ir para fora...

Monday, November 03, 2008

O 200º post homenageia outro grande campeão!


O 100º post deste blog foi dedicado a um grande campeão: Joaquim Agostinho, o melhor ciclista português de todos os tempos. Agora que chego ao 200º entendi homenagear outro grande campeão, não tanto pelos títulos conquistados ao longo da sua extensa carreira, mas pela sua história de vida.
João Manuel Loureiro dos Santos, a quem o seu antigo treinador José Mourinho tratava por “campeão”, notabilizou-se na União de Leiria, terminando, de forma prematura, a carreira no Moreirense. A maldita esclerose múltipla fê-lo pendurar as botas, tendo morrido aos 37 anos em Maio de 2005 no Hospital Nossa Senhora da Oliveira (Guimarães), onde tinha sido internado com pneumonia. A menos de dois meses da doença o ter levado desta vida tive o prazer de conhecer este autêntico vencedor que andou “perdido” por campeonatos inferiores durante demasiado tempo e a sua grande vontade e força de lutar contra a adversidade tocou-me na altura e ainda hoje não a esqueci. Jogou pela última vez a 11 de Setembro, frente ao “seu” Benfica, no Estádio da Luz. A esclerose múltipla impediu-o de fazer qualquer coisa sozinho, já que a doença lhe retirou a independência de movimentos. No entanto, perante esta contrariedade que o afectou de forma repentina e alterou radicalmente o seu quotidiano, o antigo futebolista demonstrava uma impressionante e contagiante força de vontade em lutar contra a doença que lhe foi diagnosticada em Janeiro de 2005.
Na agradável conversa que mantive com o João, entre as muitas boas recordações que guardou do futebol, destacou o momento em que José Mourinho disse ao grupo de trabalho do União de Leiria, e a si pessoalmente, «que se fosse mais novo» seria o primeiro a ir com ele para o Porto. «Disse-me que era pena um jogador como eu nunca ter ido para um grande e mesmo à selecção». Realizou mais de 250 jogos nas 10 épocas em que esteve no escalão principal do futebol nacional, tendo marcado quatro golos. Mantinha uma elevada regularidade nas diferentes posições do campo. Estreou-se na Iª Divisão ao serviço do Académico de Viseu, na temporada 1988/89. Depois de quatro anos em Viseu, jogou na Académica de Coimbra (três épocas), antes de chegar à União de Leiria, onde permaneceu nove épocas. Esteve na melhor classificação da equipa, disputou uma final da Taça de Portugal e as competições europeias. Por último, jogou no Moreirense. Realizou mais de 250 jogos nas 10 épocas em que esteve no escalão principal do futebol nacional, tendo marcado quatro golos.

Na votação sobre quem será o melhor marcador da Liga Portuguesa, Cardozo e Liedson arrecadaram ambos 10 votos. Os segundos mais votados foram Hulk, Nuno Gomes e Suazo todos com cinco votos. Curiosamente, o melhor marcador da época passada, Lisandro, apenas mereceu a preferência de 3 dos 47 leitores que participaram. Com dois votos ficaram Meyong, Nenê e Wesley. Por sua vez, Hélder Postiga, Marcelinho e William tiveram um, enquanto que Yannick Djaló ficou em branco. Entretanto está aberta nova votação sobre a possibilidade de Liedson vir a representar a selecção portuguesa. Votem!

Tuesday, November 07, 2006

Uma homenagem ao “campeão”

Quero aqui prestar homenagem a um grande jogador e a um grande homem que, felizmente, tive o prazer de ainda conhecer. Nessa altura, a menos de dois meses da doença o ter levado desta vida, este autêntico campeão que andou “perdido” por campeonatos inferiores durante demasiado tempo demonstrava uma força enorme de lutar contra a adversidade. Por toda a entrega que sempre revelou em campo o meu obrigado e um forte abraço onde quer que esteja.
João Manuel, que interrompera a carreira devido à esclerose múltipla, morreu em Maio de 2005 no Hospital Nossa Senhora da Oliveira (Guimarães), onde tinha sido internado com pneumonia. João Manuel Loureiro dos Santos, que contava 37 anos e era natural de Moimenta da Beira, estava a morar em casa de um irmão na cidade da Mêda.
O ex-jogador, a quem o seu antigo treinador José Mourinho tratava por “campeão”, notabilizou-se na União de Leiria, terminando, de forma prematura, a carreira no Moreirense. Actuou pela última vez a 11 de Setembro, frente ao “seu” Benfica, no Estádio da Luz. Aos 37 anos, a esclerose múltipla forçou João Manuel a abandonar o futebol, impedindo-o de fazer qualquer coisa sozinho, já que a doença lhe retirou a independência de movimentos. No entanto, perante esta contrariedade que o afectou de forma repentina e alterou radicalmente o seu quotidiano, o antigo futebolista demonstrava uma impressionante e contagiante força de vontade em lutar contra a doença que lhe foi diagnosticada em Janeiro de 2005.
Na agradável conversa que mantive com o João, entre as muitas boas recordações que guardou do futebol, destacou o momento em que José Mourinho disse ao grupo de trabalho do União de Leiria, e a si pessoalmente, «que se fosse mais novo» seria o primeiro a ir com ele para o Porto. «Disse-me que era pena um jogador como eu nunca ter ido para um grande e mesmo à selecção», uma meta que só não se concretizou devido a uma inoportuna lesão que o afastou da equipa de esperanças. João Manuel realizou mais de 250 jogos nas 10 épocas em que esteve no escalão principal do futebol nacional, tendo marcado quatro golos. O segredo para manter uma elevada regularidade nas diferentes posições do campo que desempenhava consoante as necessidades da equipa passava por «respeitar muito aquilo que eu gostava de fazer e era treinar e jogar bem».
João Manuel Loureiro dos Santos nasceu a 31 de Agosto de 1967 em Moimenta da Beira, distrito de Viseu. Desde cedo que a paixão pelo futebol o acompanhou, tendo começado aos 16 anos a jogar no clube da sua terra natal. «Não tive formação. Cresci muito rápido. Só havia juniores e eu joguei um ano nos juniores e outro nos seniores», recorda. O primeiro salto aconteceu aos 17 anos com a transferência para o Viseu e Benfica (IIIª Divisão). As boas exibições despertaram o interesse do Académico de Viseu, para onde se transferiu na temporada de 1988/89, realizando a sua estreia na Iª Divisão. Depois de quatro anos em Viseu, foi jogar na Académica de Coimbra (três épocas), antes de chegar à União de Leiria, onde permaneceu nove épocas. Esteve na melhor classificação da equipa, disputou uma final da Taça de Portugal e as competições europeias. Por último, jogou no Moreirense. João Manuel realizou mais de 250 jogos nas 10 épocas em que esteve no escalão principal do futebol nacional, tendo marcado quatro golos.