Wednesday, April 22, 2015

Viveu o sonho do Chelsea mas desceu à realidade dos Distritais

Ricardo Fernandes chegou a Londres movido pelo sonho de brilhar na Premier League. Partilhou o balneário com Didier Drogba, Frank Lampard e John Terry. Contudo, os sonhos nem sempre se concretizam e hoje o médio ofensivo tenta brilhar ao serviço do Penelense, da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Coimbra, bem longe dos holofotes dos principais relvados ingleses.

Estávamos em 2005, ano do primeiro "reinado" de José Mourinho em Inglaterra, quando representantes do Chelsea vieram a Portugal para recrutar três jovens promissores da Academia do Sporting. Eram eles Ricardo Fernandes, Fábio Ferreira e Adrien Silva. Curiosamente, o único dos três que "roeu a corda" ao mais que provável campeão inglês foi o que, até ao momento, teve maior sucesso. Adrien Silva é hoje titular indiscutível da formação leonina e internacional pela seleção A. Os outros dois, na altura com 16 anos, não dispuseram de muitas oportunidades na transição para seniores no clube londrino e foram obrigados a rumar a outras paragens. Fábio Ferreira joga na Austrália há cinco anos, tendo já conhecido três clubes. Quanto a Ricardo Fernandes foi o que menos sucesso e sorte teve. Afetado por uma grave lesão, uma rotura quase total dos ligamentos no joelho direito, quando jogava na equipa de reservas do clube londrino, treinada por Brendan Rodgers, atual técnico do Liverpool, o então promissor médio também não beneficiou da troca de José Mourinho por Luiz Felipe Scolari no comando técnico do clube londrino. O brasileiro não deu aval à renovação com Ricardo e Fábio, e foi aí que o sonho se começou a desvanecer.

Desde que terminou a ligação ao Chelsea, Ricardo Fernandes tem jogado nos escalões secundários portugueses. O médio já passou por Marinhense, Sporting de Pombal e Naval 1º de Maio. No início da presente época, chegou ao Penelense para manter a forma e tentar ajudar o clube a subir aos Nacionais, um objetivo que já não pode ser alcançado. O médio elogia a postura de Drogba e de Cristiano Ronaldo, mas de Fábio Paim, de quem é amigo, prefere nem falar. Segundo o site da Federação Portuguesa de Futebol, Ricardo João Veludo Oliveira Fernandes representou Portugal por 22 vezes, três nos sub-16, 14 nos sub-17 e cinco nos sub-18.

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Friday, April 17, 2015

Craques que tiveram o azar de nascer no país errado

Qualquer profissional de futebol ambiciona disputar as grandes competições, tanto a nível de clubes como de seleções. Contudo, por muito talentoso que um jogador possa ser, isso não lhe garante a participação num Mundial ou Europeu, por exemplo. Não são raros os casos de autênticos craques que nunca tiveram a oportunidade de disputar um grande campeonato em representação da sua seleção. Tudo porque tiveram a "infelicidade" de terem nascido no local errado, em países normalmente sem grande expressão futebolística e em que os seus companheiros de equipa normalmente estão muitos furos abaixo do seu nível.

 Na atualidade há, desde logo, um caso que salta à vista. Aos 25 anos, Gareth Bale, um dos jogadores mais caros do mundo, ainda sonha com a participação num Mundial ou Europeu. Porém, o companheiro de Cristiano Ronaldo no Real Madrid parece finalmente estar bem encaminhado para o conseguir, pois o seu País de Gales partilha surpreendentemente a liderança do grupo B de qualificação para o Europeu de 2016 com a Bélgica. Para a excelente campanha muito contribui também Aaron Ramsey, médio do Arsenal. A mesma sorte já não terão os seus compatriotas Ryan Giggs ou Craig Bellamy, que ainda assim representaram a Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Também David Alaba, um dos melhores laterais esquerdos da atualidade, ainda anseia pelo regresso da sua Áustria a uma grande competição. Para já, a seleção do jovem do Bayern de Munique está muito bem lançada para poder marcar presença no Euro-2016, pois lidera o grupo G de qualificação. Igualmente na Alemanha, mas no Borussia Dortmund, encontram-se outros dois grandes jogadores que dificilmente alguma vez chegarão a um Mundial. Um é o arménio Henrikh Mkhitaryan, principal estrela de uma seleção que continua a evoluir, mas ainda sem se conseguir imiscuir entre as grandes equipas. O outro é Pierre-Emerick Aubameyang que, apesar de ter nascido em França, optou por representar o Gabão, atualmente treinado pelo português Jorge Costa, que ainda sonha com a sua estreia num Campeonato do Mundo.

Também de África, e oriundo de outro país sem grande expressão no futebol internacional, é o queniano Victor Wanyama, peça importante no Southampton de Ronald Koeman, após ter sido campeão escocês no Celtic. Aos 36 anos, Eidur Gudjohnsen, que conta no currículo com passagens por Chelsea, Barcelona ou Mónaco, ainda é chamado à seleção da Islândia e continua a sonhar com a participação num Europeu. Para já, a seleção nórdica ocupa o segundo lugar do Grupo A, com mais cinco pontos que a Holanda. Há, por isso, razões para continuar a sonhar.

Também no passado houve grandes jogadores que nunca disputaram grandes competições de clubes por representarem seleções sem grande expressão. Um dos casos mais mediáticos é o do liberiano George Weah, melhor jogador do mundo em 1995, e que espalhou magia nos relvados ao serviço do Milan, PSG, Chelsea ou Mónaco. O norte-irlandês George Best, o finlandês Jari Litmanen, o ganês Abedi Pelé - o Gana só se estreou em Mundiais em 2006 - ou o galês Ian Rush são outros casos de craques que nunca competiram num Mundial.

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Wednesday, April 15, 2015

Depois de Malta, Fábio Paim vai jogar na Lituânia

Fábio Paim é um dos reforços do desconhecido FK Neveziz, da Lituânia, atual líder da 1 Lyga, a segunda divisão daquele país de Leste. Para trás fica mais uma experiência mal sucedida em Malta, onde o talentoso extremo formado no Sporting não conseguiu melhor que alinhar apenas em três jogos pelo Mosta FC, todos eles saído do banco de suplentes e nos quais viu três cartões amarelos. O novo clube do atleta, que em tempos foi apontado como uma das principais promessas do futebol nacional, aposta forte na subida de escalão e, para já, soma três vitórias nos três jogos já disputados. Fábio Paim vai envergar a camisola número sete, como é possível verificar no site do clube lituano, onde surge bem sorridente nas fotos aí disponibilizadas.

A sua página de Facebook também não esconde que já está no país de Edgaras Jankauskas, antigo jogador de Benfica e FC Porto. O talentoso mas errático jogador que um dia viu Cristiano Ronaldo admitir que seria melhor do que ele está transformado num autêntico "globetrotter" do futebol mundial e vai colecionando experiências mal sucedidas, todas elas bem distantes do estrelato que nas camadas jovens se previa que viesse a alcançar.

Apontado desde cedo como uma das "coqueluches" da formação leonina, muitos não compreendiam a razão de Paulo Bento não conceder uma oportunidade ao jovem craque para realizar, pelo menos, uma pré-época, com o plantel principal dos leões. Contudo, o tempo acabou por dar razão ao ex-selecionador nacional, pois aos 27 anos o jogador nunca conseguiu impor-se no futebol profissional. Ainda com idade de júnior, Fábio Paim teve a primeira experiência no futebol sénior no Olivais Moscavide, na Segunda Liga, onde surpreendentemente não se conseguiu impor. Esteve depois perto de ser emprestado aos belgas do Roeselare, mas acabou por rodar no Trofense e Paços de Ferreira, sempre sem conseguir a "explosão" que muitos esperavam.

Em 2008/2009, chegou a Stamford Bridge para representar a equipa de reservas do Chelsea, embora com a ambição de poder vingar para convencer José Mourinho a pedir a sua contratação. Voltou a não dar certo. Desde aí que vem alternando de clube e de país. Da China à Grécia, passando por Angola e pelos escalões secundários portugueses, Fábio Paim já procurou a sorte em vários continentes e divisões. Sempre sem sucesso. Resta esperar para ver o que vai acontecer agora na Lituânia.

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Friday, April 10, 2015

Um campeão europeu a jogar nos Distritais

Aos 16 anos, Tiago Costa era titular indiscutível dos juvenis do FC Porto e sagrava-se campeão europeu de sub-17 ao lado de atuais craques do futebol internacional como João Moutinho, Miguel Veloso, Vieirinha ou Paulo Machado. Hoje, 12 anos depois, representa o Merelinense, do Pro-Nacional da Associação de Futebol de Braga, e tem a mágoa de nunca ter tido uma oportunidade no principal escalão do futebol nacional.

No campeonato europeu disputado em Viseu, o defesa central estava tapado no onze titular por Miguel Veloso e Paulo Ricardo, formado no Vitória de Guimarães e que também nunca chegou à Primeira Liga. Tiago Costa foi apenas utilizado no jogo com a Hungria, tendo atuado os 90 minutos, numa partida em que Portugal já tinha assegurado a qualificação para a fase seguinte. O então jovem nascido em Vila Nova de Gaia foi ainda convocado para o Mundial do mesmo escalão disputado na Finlândia. Foi titular na partida com os Camarões e fez um auto-golo nesse jogo que terminou com um vibrante empate a cinco bolas, naquela que foi a última ocasião em que envergou a camisola das quinas. De acordo com o site da Federação Portuguesa de Futebol, Tiago Miguel Fernandes Costa representou Portugal por 24 vezes, 10 nos sub-16 e 14 nos sub-17. A ligação ao FC Porto não terminou da forma desejada. Uma rotura de ligamentos cruzados num joelho fê-lo não renovar com o emblema azul e branco, ainda com idade de júnior.

Esteve perto de assinar com a Naval 1º de Maio, mas acabou no Valenciano, onde não permaneceu muito tempo. Seguiu-se o Moreirense, então nos escalões secundários, o Vilaverdense, onde se viu a braços com mais uma lesão grave no joelho, e o Esmoriz. Mais recentemente esteve no Amares e no Santa Maria, onde permaneceu três temporadas antes de assinar, no início da presente temporada, pelo Merelinense Futebol Clube, atual sexto classificado da Pro-Nacional da Associação de Futebol de Braga. Em 2013, o defesa deu uma entrevista onde ainda acalentava esperanças de chegar à principal divisão do futebol nacional, culpando as lesões por ainda não o ter conseguido. Mas como o futebol não é tudo na vida, não descurou os estudos e aposta numa carreira na área do Direito quando pendurar as chuteiras. Para além de Tiago Costa, há outros três campeões europeus de Viseu que nunca chegaram à Primeira Liga. Márcio Sousa, principal "estrela" dessa equipa e que marcou os dois golos na final, está no Tondela, atualmente em posição de subida ao escalão principal. Paulo Ricardo, titular indiscutível no centro da defesa, está no Vianense, do Campeonato Nacional de Seniores, e Pedro Freitas, suplente de Mário Felgueiras na altura do Europeu, representa os açorianos do Santa Clara, na Segunda Liga.

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Tuesday, April 07, 2015

Nove irmãos que jogam por países diferentes

No futebol não são raros os casos de irmãos que jogam em clubes diferentes. O mesmo não sucede quando se fala de seleções. À partida, quem partilha o mesmo sangue deveria defender o mesmo país, mas nem sempre assim sucede. Os "manos" Boateng, Pobga, Matic e Alcântara são disso um bom exemplo.

O caso mais mediático é o dos irmãos Boateng. Jérôme, defesa do Bayern de Munique, joga pela Alemanha, enquanto que Kevin-Prince, médio do Schalke 04, pelo Gana. Filhos de pai ganês e de mães alemãs, os dois meio-irmãos nasceram ambos na Alemanha, nos arredores de Berlim e poderiam representar o mesmo país, tanto que Kevin representou as seleções jovens germânicas até aos sub-21. Contudo, em 2010, nunca tendo sido chamado para defender a "Mannschaft", o médio ofensivo de 28 anos acabou por aceitar o convite do país do seu pai para representar o Gana no Mundial da África do Sul. Curiosamente, o sorteio ditou que Gana e Alemanha ficassem no mesmo grupo, daí que os Boateng tenham protagonizado o primeiro caso de dois irmãos a defrontarem-se num Campeonato do Mundo. Na altura, levou a melhor o mano mais novo, hoje com 26 anos, que venceu por 1-0. O destino é mesmo tramado e em 2014 os dois irmãos voltaram a calhar no mesmo grupo. Dessa vez, registou-se um empate a duas bolas.

O segundo caso aqui apresentado é o de dois irmãos que já jogaram em Portugal. Um com muito mais sucesso do que o outro. Nemanja Matic destacou-se pelo Benfica e é hoje uma das principais figuras do Chelsea de José Mourinho. O possante trinco esquerdino, de 26 anos, é internacional pela Sérvia e ainda recentemente marcou um grande golo a Portugal num jogo de qualificação para o Euro 2016. Já o seu irmão mais novo, Uros, teve uma passagem muito mais efémera pelo futebol nacional. Não passou do Benfica B e atualmente representa os holandeses do NAC Breda. Apesar de já ter jogado pelos sub-19 da Sérvia, país onde nasceu, o médio ofensivo de 24 anos já declarou o seu amor à Macedónia, terra-natal da sua avó paterna. Ainda não se estreou, mas já integrou a última convocatória.

Os três Pogba são outro caso de irmãos que defendem países diferentes. O mais conhecido é, indiscutivelmente, o mais novo dos três. Paul Pogba é, aos 22 anos, um dos médios mais disputados da atualidade. É titular indiscutível da Juventus e da seleção francesa. Nascido em França, representou as seleções jovens gaulesas e não foi devidamente valorizado no Manchester United. Menos conhecidos são os seus dois irmãos. Os gémeos Florentin e Mathias, nascidos na Guiné Conakri há 24 anos. Florentin é defesa central do Saint-Étienne e internacional pelo país onde nasceu, apesar de ter crescido em França. O mesmo se passa com Mathias, ponta-de-lança que representa atualmente o Crawley Town, do terceiro escalão inglês, após ter começado a época nos italianos do Pescara.
O brasileiro Mazinho foi campeão do mundo em 1994 e nessa altura estaria longe de imaginar que um dia poderia ver dois filhos a jogar por países diferentes. É o que mais tarde ou mais cedo deverá acontecer. Thiago Alcântara, de 23 anos, até nasceu em Itália, na altura em que o pai jogou no país, mas foi em Espanha que cresceu e desde muito novo representou o Barcelona, até há duas épocas se transferir para o Bayern de Munique. Um ano mais novo, Rafinha também foi formado no Barcelona, onde vem sendo utilizado regularmente por Luis Enrique, técnico que trabalhou consigo no Celta de Vigo na época anterior, onde esteve emprestado. Apesar de ter dupla nacionalidade já afirmou que optou pelo Brasil e, depois de já ter representado os dois países nas seleções jovens, anseia por uma chamada de Dunga para representar a equipa principal canarinha.

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Monday, March 30, 2015

Distrital da Guarda é o campeonato mais equilibrado do país

Dificilmente haverá um campeonato com mais emoção do que o Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol da Guarda. Quando faltam disputar apenas três jornadas para o final da prova, há três equipas que partilham a liderança da competição. Todas com os mesmos 52 pontos. Apontado como um "outsider" no início do campeonato, o Vilanovenses esteve isolado no comando durante muitas jornadas, chegou a ter sete pontos de vantagem, mas perdeu fulgor nas últimas rondas e arrisca-se a "morrer na praia".

A equipa de Vila Nova de Tazem não ganhou nas últimas três jornadas e no domingo não conseguiu melhor que um empate a zero em casa do "lanterna vermelha" Guarda Unida Desportiva. Quem aproveitou para se "colar" ao ainda líder foram os dois grandes candidatos no início da época: Manteigas, despromovido do Campeonato Nacional de Seniores, e o Sporting do Sabugal, que apostou numa nova equipa técnica e se reforçou com alguns dos melhores jogadores da prova. Olhando para o calendário, perspetiva-se um "escaldante" Sporting do Sabugal-Vilanovenses na penúltima jornada. Até lá, na antepenúltima ronda, agendada para 12 de abril, o Vilanovenses recebe o Ginásio Figueirense, 10.º classificado, enquanto que os seus adversários diretos jogam fora de portas. O Manteigas desloca-se a Vila Cortês do Mondego, no concelho da Guarda, enquanto que o Sporting do Sabugal tem uma viagem teoricamente mais complicada ao reduto do Sporting da Mêda, que ocupa a quinta posição. Na penúltima jornada, o Manteigas recebe o Soito, atual quarto classificado, e, em caso de vitória, sabe que ganhará pontos a, pelo menos um, dos seus rivais.

Ao contrário do que sucedeu nas últimas temporadas, em que o campeão distrital foi conhecido muito cedo, só na derradeira jornada, agendada para 3 de maio, é que se vai saber quem sucederá ao Desportivo de Gouveia na lista de detentores do título. Partindo do pressuposto de que as três equipas chegarão àquela data em condições de lutar pelo primeiro lugar, vai ser um dia de emoções bastantes fortes para os aguerridos adeptos das três equipas. Mais uma vez, o Vilanovenses joga perante o seu público frente ao Figueirense, enquanto que o Manteigas enfrenta uma deslocação, que se antevê complicada, a Aguiar da Beira. Já o Sabugal visita o "vizinho" Vilar Formoso, que nesta altura ainda não tem a manutenção assegurada. O equilíbrio entre as três equipas não podia ser maior e, nesta fase, têm todas 16 vitórias, quatro empates e três derrotas. O Manteigas detém o melhor ataque com 63 golos marcados e o Sabugal a melhor defesa com 14 tentos encaixados, enquanto que o melhor "goal-average" também pertence à equipa da Serra da Estrela. Olhando para os confrontos diretos, se fizermos um "mini-campeonato", Manteigas e Vilanovenses somam seis pontos e o Sabugal três, mas ainda pode fazer os mesmos seis, em caso de triunfo na receção ao Vilanovenses…

Nos jogos entre si, o Manteigas ganhou em casa pela margem mínima ao Sabugal, que devolveu a derrota pelo mesmo resultado e perdeu em casa com o Vilanovenses por 2-1, conseguindo "vingar-se" há duas jornadas ao ganhar por 3-2 quando estava a perder por 2-0 ao intervalo. Portanto, está tudo em aberto e qualquer uma das três ainda pode sonhar com a conquista do título de campeão distrital.

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Friday, March 27, 2015

Se Portugal defrontasse a Jugoslávia em vez da Sérvia seria assim

Samir Handanovic, Branislav Ivanovic, Vedran Corluka, Nemanja Matic, Darijo Srna, Ivan Rakitic, Miralem Pjanic, Luka Modric, Mario Mandzukic, Edin Dzeko e Stevan Jovetic. Este seria provavelmente o onze que Portugal defrontaria no próximo domingo, caso a "guerra dos Balcãs" não tivesse existido na década de 90 do século passado e a Jugoslávia não tivesse sido desintegrada. Apelidada de "Brasil da Europa", devido ao virtuosismo e técnica dos seus atletas, a Jugoslávia sagrou-se campeã mundial de sub-20 em 1987. Treinada por Mirko Jozic, antigo técnico do Sporting, essa seleção tinha como grande estrela Robert Prosinecki, considerado "bola de ouro" da competição, mas incluía outros craques como Davor Suker, segundo melhor marcador da prova, Predrag Mijatovic, Zvonimir Boban ou Robert Jarni, que passaram por grandes clubes europeus. Mais velhos e que representaram a Jugoslávia no Itália 90, Dragan Stojkovic, Srecko Katanec, Alen Boksic e Dejan Savicevic davam ainda mais classe a esta seleção. Em 1991, o Estrela Vermelha de Belgrado ganhou a Taça dos Campeões Europeus com uma formação composta maioritariamente por jogadores jugoslavos, numa demonstração clara da "força" futebolística daquela zona. Contudo, a "guerra dos Balcãs" não demorou muito a rebentar e, razões políticas à parte, foi uma pena que esta equipa fortíssima tivesse sido desmembrada, dando origem a seis novas repúblicas: Eslovénia, Sérvia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Macedónia.

Este era um cenário hipotético que, à partida, colocaria muito maiores dificuldades à seleção nacional portuguesa comandada por Cristiano Ronaldo que sabe que, em caso de vitória no próximo domingo, ficará com o caminho livre para assegurar a presença no Europeu de 2016. Já a formação balcânica vai surgir no Estádio da Luz a fazer tudo para tentar garantir um triunfo que lhes possa manter acesa a esperança de se conseguirem intrometer na luta pelo apuramento. Uma tarefa que parece muito complicada após a derrota aplicada na secretaria após os tumultos verificados na receção à Albânia e um desaire caseiro com a Dinamarca. Matic e Ivanovic são por hoje as principais referências da Sérvia, cuja convocatória inclui, para além do trinco do Chelsea, outros três atletas que já alinharam em Portugal. São eles: o guarda-redes Vladimir Stojkovic, atualmente nos israelitas do Maccabi Haifa e que teve uma passagem conturbada pelo Sporting; o extremo Lazar Markovic, hoje no Liverpool após ter deixado o Benfica no final da época passada; e Filip Djuricic, que evolui no Southampton FC, emprestado pelos "encarnados".

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Friday, March 20, 2015

Equipa dos Distritais entrou em campo com 10 jogadores… (e suplentes no banco)

O futebol distrital é pródigo em situações insólitas e em Amares, no distrito de Braga, presenciou-se mais um caso digno de registo no último domingo. Em jogo referente à 26ª jornada da Pro-Nacional da Associação de Futebol de Braga, o FC Amares recebeu o Desportivo de Ronfe, que iniciou a partida apenas com 10 elementos, embora se tenha apresentado com vários suplentes. Tudo porque houve uma troca de cartões de dois atletas com o apelido Martins. Como os diretores só trouxeram o cartão do Martins júnior, o Martins sénior, escalado como titular, não pôde entrar em campo até que o seu cartão chegasse de Ronfe, no concelho de Guimarães, cerca de dois minutos depois do apito inicial do árbitro. Esta é uma situação perfeitamente legal, já que no limite, qualquer equipa se pode apresentar para jogar apenas com sete elementos, mas não deixa de ser caricata. Porém, o esforço dos diretores acabou por ser inglório, uma vez que o FC Amares acabou por vencer por 3-2 com um golo apontado nos descontos após ter estado a ganhar por 2-0. Cunha Antunes, presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Braga, já considerou que se trata de uma situação insólita mas que está prevista nos regulamentos e desde que o ou os atletas estejam previamente inscritos na ficha de jogo, e o árbitro esteja avisado, não há problema.

De referir que esta tem sido uma época bastante atribulada no Ronfe, já que em fevereiro, quando se encontrava em excelente posição para atacar a subida ao Campeonato Nacional de Seniores, o Ronfe ficou sem treinador e 13 atletas que saíram em protesto contra a posição da direção do clube de prescindir dos serviços de três jogadores por motivos financeiros. Para contrariar esta autêntica sangria, a direção teve de ir procurar reforços a outras paragens e curiosamente o Martins que esteve no cerne desta questão foi um dos atletas que foi contratado, no caso ao Ninense, depois de na época anterior se ter sagrado campeão distrital pelo Santa Eulália e de já ter representado o Ronfe há várias temporadas.

Na época anterior passou-se uma situação ainda mais caricata em Pinhel, em jogo da 1ª Divisão Distrital da Guarda, quando os dirigentes do Paços da Serra se esqueceram dos cartões dos seus jogadores e o jogo não se realizou. Um erro que custou bem caro à equipa do concelho de Gouveia que acabou por descer de divisão. No mesmo campeonato, mas na temporada 2005/2006, os Alverquenses entraram em campo também com 10 jogadores numa partida em Aguiar da Beira mas nesse caso porque não tinham mesmo mais atletas para fazer figurar na ficha de jogo.

Artigo colocado originalmente em http://pt.blastingnews.com/desporto/2015/03/equipa-dos-distritais-entrou-em-campo-com-10-jogadores-e-suplentes-no-banco-00313857.html

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Monday, March 16, 2015

Sporting da Covilhã tem razões para sonhar com subida à Primeira Liga

Apesar de ter um dos orçamentos mais baixos da Segunda Liga Portuguesa, o Sporting da Covilhã vai abordar o último terço do exigente campeonato com legítimas aspirações de se intrometer na luta pela subida ao escalão principal do futebol nacional. A equipa treinada pelo competente Francisco Chaló, o único técnico que já trabalhou em todas as divisões do futebol português, partilha atualmente o quarto posto da Segunda Liga com as equipas secundárias de Sporting e Benfica a apenas cinco pontos do Tondela, onde foi empatar a semana passada, e a seis do Desportivo de Chaves, que ocupam os lugares de subida.

O Sporting da Covilhã tem feito do Estádio José Santos Pinto, onde o clube viveu alguns dos melhores momentos da sua história, uma autêntica fortaleza, mostrando que os seus associados estavam certos quando votaram favoravelmente a possibilidade de voltarem a jogar na zona mais alta da cidade em detrimento do Complexo Desportivo. O notável desempenho da formação serrana surge alicerçado numa estratégia que tem vindo a dar os seus frutos ao longo dos tempos e que passa por se reforçar com atletas vindos de escalões inferiores e de estrangeiros desconhecidos que encontram no clube da Serra da Estrela uma porta de entrada nos campeonatos profissionais. A par de uma solidez defensiva assinalável, onde se destaca a solidez do veterano Taborda na baliza, outros dos segredos da equipa são os seus extremos bastantes talentosos como são os casos de Traquina, vindo do Sertanense, ou de Bilel Aouacheria, de apenas 20 anos. O jovem francês vindo da equipa B do Saint-Étienne (na foto) cumpriu um período de experiência na pré-época e tem vindo a demonstrar valor para outros voos como atestam os seus nove golos, quatro dos quais apontados nos últimos três jogos. Outros jogadores em foco têm sido o ugandês Kizito, com 10 golos, ou o ponta-de-lança brasileiro Erivelto, melhor marcador da equipa com 13 golos. Outra situação digna de realce tem sido a maior paciência demonstrada pelo presidente José Mendes quando a equipa atravessa momentos menos positivos. No clube há mais de uma década, o dirigente nunca manteve um técnico durante tanto tempo como tem sucedido com Francisco Chaló, o seu 15º treinador.

Com uma situação financeira estável e controlada, o clube faz do rigor orçamental uma das suas bandeiras e tem conseguido atrair alguns atletas que hoje brilham em equipas do futebol nacional e até internacional. Só na última década passaram pelo clube jogadores como João Real (Académica), Rui Miguel (Rapid de Bucareste), Nuno Coelho (Arouca), Tarantini (Rio Ave) Bura (Penafiel), Jorge Monteiro (AEK Larnaca), Steven Vitória (Philadelphia Union), Fábio Ervões (Boavista), Pizzi (Benfica), Josué (Bursaspor), Ivo Pinto (Dinamo Zagreb), Jason Davidson (West Bromwich Albion), Abdoulaye Ba (Rayo Vallecano), Gegé (Marítimo), Gui (Vitória de Guimarães), Fofana (Omonia Nicósia), Dani Coelho (Penafiel), Aníbal Capela (Académica), Idris (Boavista), Alireza Haghighi (Penafiel) e Alex Kakuba (Estoril). Um lote que, caso continuasse no clube, chegaria certamente para o clube fazer campanhas tranquilas na Primeira Liga e até, quem sabe, sonhar com as competições europeias.

Foto: Filipe Pinto/Foto Académica

Artigo colocado originalmente em http://pt.blastingnews.com/desporto/2015/03/sporting-da-covilha-tem-razoes-para-sonhar-com-subida-a-primeira-liga-00307855.html

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Friday, March 13, 2015

Velho amigo do Benfica é rei dos marcadores em França

Alexandre Lacazette marcou apenas dois golos em jogos oficiais na época 2010/2011. Muito pouco para um avançado mas um desses tentos foi muito apreciado em Portugal, pois permitiu ao Benfica apurar-se para a Liga Europa, competição em que viria a atingir as meias-finais até ser eliminado pelo Sporting de Braga. Porém, caso não fosse o golo apontado pelo então jovem de 19 anos na receção do Lyon ao Hapoel Telavive, o Benfica teria sido eliminado prematuramente das competições europeias. Foi ao minuto 88 que o avançado proveniente das camadas jovens do clube gaulês restabeleceu a igualdade com a formação israelita, o que lhe granjeou grande popularidade entre os adeptos benfiquistas. Na altura, muitos fizeram questão de agradecer ao avançado francês a continuidade do Benfica na Europa do futebol na sua página de facebook.

Desde aí muita coisa mudou, a começar pelo visual do jogador que passou a usar cabelo mais curto. Também a sua importância no seio do plantel foi subindo de época para época e hoje é a figura principal do clube que lidera a Ligue 1 e sonha voltar a conquistar um campeonato que lhe foge desde a temporada 2007/2008. Começou a surgir com frequência entre a equipa titular em 2012/2013 e na época passada já esteve em destaque ao chegar à marca de 15 golos no campeonato. Até explodir verdadeiramente esta época. Os seus 23 golos dão-lhe a liderança isoladíssima da lista de melhores marcadores da Ligue 1 com mais sete que Gignac e 11 que Zlatan Ibrahimovic. A melhoria na performance e na veia goleadora de Lacazette está relacionada com a mudança do seu posicionamento, passando de extremo para uma posição mais central no ataque, onde se destaca pelo poderio físico, grande poder de finalização e capacidade técnica.

Internacional pelas seleções jovens francesas, o jogador nascido em Lyon já disputou cinco partidas pela seleção principal mas ainda não se estreou a marcar pela equipa treinada por Didier Deschamps. A excelente temporada que Lacazette está a protagonizar está naturalmente a despertar a cobiça de outros emblemas, especialmente ingleses, e muito dificilmente continuará no Lyon. Fala-se em Manchester City, Arsenal e Tottenham mas não será fácil aos interessados convencerem o presidente do Olympique que já fez saber que o ponta-de-lança não tem preço e que é melhor que Gareth Bale… Alexandre Lacazette atravessa um momento de forma verdadeiramente espetacular. Marcou por duas vezes em seis jogos, fez um hat-trick e tem praticamente uma média de um golo por jogo, tendo marcado por seis vezes de penálti. Já bateu inclusive as melhores marcas de Bafetimbi Gomis e Karim Benzema, com quem poderá vir a formar uma dupla temível na seleção gaulesa. 

Artigo colocado originalmente em http://pt.blastingnews.com/desporto/2015/03/velho-amigo-do-benfica-e-rei-dos-marcadores-em-franca-00304741.html

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Friday, February 27, 2015

A “penaltidependência” do Vitória de Guimarães

André André arrisca-se a ser um dos melhores marcadores da liga portuguesa. À passagem da 22ª jornada, o médio de 25 anos soma 11 golos, pulverizando todos os números das épocas anteriores, sendo que apenas três desses tentos não resultaram de pontapés da marca de grande penalidade. O Vitória de Guimarães é, de longe, a equipa que mais marcou de pénalti na presente edição da liga portuguesa. De resto, a equipa treinada por Rui Vitória soma 35 golos marcados, dos quais nove foram de pénalti (praticamente um quarto dos golos). Bernard iniciou a época como marcador dos castigos máximos mas depois de falhar um na visita ao Marítimo passou a ser André André a assumir essa responsabilidade e com excelentes resultados. Desperdiçou um na receção ao Belenenses, mas manteve a confiança do técnico e voltou a marcar na última jornada em Paços de Ferreira. A dependência dos vimaranenses dos castigos máximos é evidente e nos últimos seis jogos beneficiaram de cinco pénaltis e, mesmo assim, estão há cinco partidas sem ganhar.
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Thursday, February 19, 2015

Dupla Bonito & Feio bem lançada para regressar aos Nacionais

Um é Feio, o outro Bonito. Um é avançado, o outro defesa. Têm nomes antagónicos e ocupam posições bem diferentes dentro do campo mas estas duas referências do Vasco da Gama da Vidigueira parece que não sabem viver um sem o outro. Esta não é a primeira vez que este espaço dá protagonismo a esta dupla. A primeira vez foi em outubro de 2012 e desde aí muita coisa mudou. Zé Feio entretanto representou outros clubes alentejanos - Aljustrelense e Sporting de Viana -, regressando esta época ao clube que lidera isolado o Distrital de Beja. Já Diogo Bonito manteve-se fiel ao clube da terra de onde é natural e até já ostenta o estatuto de capitão. Para além do bom futebol que pratica, o CF Vasco da Gama é conhecido por juntar uma verdadeira "parada" de atletas com nomes singulares. Ao Feio e ao Bonito juntam-se, por exemplo, o Ivan Ferro, o Nelson Prego, o Ruben Borracha ou o Pedro Calhau.

Foto: Facebook do CF Vasco da Gama

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Thursday, February 12, 2015

Os maiores “flops” da última década em Portugal

Muitos têm sido os casos de futebolistas que chegam a Portugal rotulados de craques ou de grandes promessas que nunca chegam a mostrar os atributos que levaram às suas contratações. Muitos deles contratados por verbas bem avultadas, das quais os clubes nunca obtiveram o respectivo e desejado retorno. Decidi elaborar uma lista (por ordem cronológica) daqueles que considero os maiores 15 “flops” contratados pelos três grandes do futebol nacional durante a última década.

Diego Souza chegou ao Benfica em 2006/2007, após ter dado nas vistas no Brasileirão ao serviço do Fluminense. O médio brasileiro parece ser um daqueles casos de atletas que não se dão bem a jogar fora da sua pátria. Nunca se conseguiu impor no clube “encarnado” e mais recentemente não teve melhor sorte nos ucranianos do Metalist Kharkiv . Não obstante este facto já representou alguns dos melhores clubes brasileiros como Fluminense, Flamengo, Grêmio de Porto Alegre, Palmeiras, Vasco da Gama ou Cruzeiro. Aos 29 anos está no Sport Recife, por empréstimo do Metalist Kharkiv.

Um ano depois, foi a vez de chegar Kikin Fonseca, avançado mexicano que tinha marcado a Portugal no Mundial da Alemanha. Não durou mais que seis meses a “aventura” do ponta-de- lança que só marcou um golo em jogos do campeonato pelo Benfica. Muito pouco para quem custou dois milhões de euros. Não teve outra experiência europeia e o último clube onde jogou foi o Santos de Guapilés, da Costa Rica.

Nesta lista de craques que poderiam ter tido carreiras brilhantes o senhor que se segue é Freddy Adu, que chegou ao Benfica na temporada 2007/08 pelo preço de 1,4 milhões. Rotulado de grande esperança do futebol mundial, o jovem norte-americano, nascido no Gana, tornou-se aos 14 anos no mais novo profissional a actuar num clube da Major League Soccer norte-americana e chegou a ser apelidado de “novo Pelé”. Participou em três Campeonatos do Mundo sub-20 e em janeiro de 2006 tornou-se o mais novo internacional de sempre (16 anos e 234 dias) da equipa nacional norte-americana. Ainda dispôs de bastantes oportunidades no clube encarnado e marcou vários golos. Prestações que não chegaram para convencer, tendo sido posteriormente emprestado a Mónaco, Belenenses e Aris de Salonica. Quebrada a ligação contratual com o Benfica, a “aura” de “eterna promessa” desapareceu e tem acumulado diversas experiências mal sucedidas. Apenas com 25 anos está sem clube após ter passado pelos sérvios do FK Jagodina.

Uma época depois chegou Javier Balboa, que ainda continua a jogar em Portugal, mas nunca justificou os quatro milhões que o Benfica pagou ao Real Madrid para o contratar. Depois de sucessivos empréstimos a clubes secundários de Espanha foi parar ao Beira-Mar. Aos 29 anos, o extremo internacional pela Guiné-Equatorial representa o Estoril.
Um dos piores negócios da história do Sporting foi feito na temporada 2009/2010 quando o clube leonino pagou 6,5 milhões de euros ao Atlético de Madrid por Florent Sinama-Pongolle, avançado francês que, em tempos, chegou a ser apontado como uma das promessas do Liverpool. Marcou apenas um golo em Alvalade, de onde saiu a custo xero, e tem acumulado experiências frustrantes. Assinou há pouco tempo pelos suíços do Lausanne, da IIª Divisão helvética.

No mesmo ano, mas para o outro lado da segunda Circular, chegou Keirrison, emprestado pelo Barcelona que pagou 15 milhões de euros por ele ao Palmeiras. Não deixou saudades na Luz e menos ainda em Camp Nou, onde nunca chegou a jogar. Aos 26 anos, está no Coritiba, onde se deu a conhecer, mas longe do fulgor outrora demonstrado.

Uma época mais tarde chegou o argentino Marco Torsiglieri, por quem o Sporting pagou 3,4 milhões aos leões ao Veléz Sarsfield, num montante bastante levado para um central. O argentino não conseguiu convencer em Alvalade e acabou por ser emprestado e posteriormente vendido (abaixo do preço de custo) ao Metalist Kharkiv. Aos 27 anos, está emprestado ao Boca Juniors.

O FC Porto é o clube que nos últimos anos menos razões de queixa tem em relação a “flops”, com excepção de Ádrian López que apenas esta época chegou ao “Dragão”. Juan Manuel Iturbe, contratado na época 2011/12, rotulado de “novo Messi”, será o caso mais flagrante de um atleta que não confirmou todas as qualidades que lhe eram apontadas. Não se pode dizer que o clube perdeu dinheiro com o talentoso argentino mas , de certo, que os responsáveis portistas esperariam muito mais do extremo que hoje, aos 21 anos, representa a AS Roma, após ter dado nas vistas no Hellas Verona.
Em 2011/2012, o Sporting cometeu mais uma loucura, para grande contentamento do Atlético de Madrid, ao pagar 8,85 milhões de euros por Elias. O internacional brasileiro começou por se assumir como peça importante do meio-campo leonino mas com o passar do tempo foi perdendo protagonismo e transformou-se num elemento dispensável e conflituoso. Após um demorado “braço-de-ferro”, acabou transferido para o Corinthians, por quatro milhões de euros.

Na mesma época, e também vindo de Espanha chegou Jeffrén Suárez. O Sporting pagou ao Barcelona pelo talentoso e promissor extremo 3,750 milhões de euros. Contudo, o jogador, afectado por inúmeras lesões, nunca confirmou as elevadas expectativas e acabou por sair a custo zero, assinando pelo Valladolid. Ainda na mesma época, chegou a Alvalade outro “craque” que não deixou saudades. Valeri Bojinov, que custou 2,6 milhões de euros, marcou apenas dois golos na Liga, e, após ser emprestado a Lecce, Hellas Verona e Vicenza, acabou por ver o clube rescindir, alegando abandono do trabalho. Aos 28 anos, está no Ternana, da serie B italiana.

Na mesma época, chegou ao Benfica um campeão europeu e mundial que toda a gente pensava que iria ser titular indiscutível. Toda a gente menos Jorge Jesus que nunca “foi à bola” com Capdevilla. Vindo do Villareal, o lateral esquerdo foi relegado para suplente de Emerson e no final da temporada acabou por sair para o Espanhol de Barcelona. Aos 37 anos, assinou recentemento pelos belgas do Lierse, após uma breve passagem pelo futebol indiano.

Em 2012/2013 chegou a Alvalade Khalid Boulahrouz, que trazia no currículo uma passagem pelo Chelsea e o facto de ser internacional pela Holanda. Foi titular na maior parte da época mas o seu desempenho nunca convenceu. O Sporting e o futebolista holandês chegaram assim a acordo para a rescisão de contrato, acabando o defesa-central por abandonar Alvalade apenas um ano depois de ter assinado pelo clube português. Hoje com 33 anos, joga no Feyenoord.

Na época transacta foi a vez de Miralem Sulejmani chegar ao Benfica. Rotulado de craque, o extremo sérvio veio a custo zero do Ajax que quatro anos antes pagou 16 milhões pelo seu passe ao Heerenveen. Aos 26 anos, e assolado por algumas lesões, o esquerdino tarda em mostrar todo o potencial que já lhe foi encontrado.

Um caso semelhante é o do seu compatriota Filip Djuricic, médio que custou seis milhões de euros que chegou na mesma altura. Foi pouco utilizado, raramente titular, e na primeira metade da presente época foi emprestado aos alemães do Mainz onde também não se impôs. Agora, foi emprestado ao Southampton até ao final da temporada, onde se espera que possa voltar a mostrar todo o seu talento, ajudado por Ronald Koeman, que o conhece bem da Holanda.

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Tuesday, February 10, 2015

Tsubasa de pólvora seca

Qual o adepto de futebol nascido nas décadas de 80 ou de 90 que nunca ouviu falar de Tsubasa e do seu remate praticamente indefensável? Muito poucos certamente. Tsubasa era a personagem principal de uma série japonesa de desenhos animados, conhecidos em Portugal como "Campeões: Oliver e Benji", que captaram a atenção de milhões de fãs espalhados um pouco pelo mundo inteiro. A história contava a ascensão no mundo do futebol do prodígio Oliver Tsubasa e da sua luta para fazer do Japão a melhor equipa do Mundo. "Campeões: Oliver e Benji" surgiu pela primeira vez em 1981 em versão manga (uma espécie de banda desenhada) e o seu sucesso foi tanto que rapidamente ganhou um lugar na televisão. O seu criador, Yoichi Takahashi decidiu desenhá-la após ter visto o Mundial de 1978 que o fez apaixonar-se pelo futebol. A versão televisiva foi vendida para mais de 100 países, incluindo a maioria da Ásia e o manga é lido nos países que lideram o futebol na Europa. A série influenciou o desporto no Japão e, por causa de Tsubasa, o futebol passou a ser mais popular nas escolas do que o basebol, nos anos 1980.
Por isso não é de estranhar que alguns pais mais fanáticos pela série tenham dado o nome de Tsubasa aos seus filhos, na esperança de, um dia, os verem a seguir as pisadas do “verdadeiro” Tsubasa. Contudo, até hoje, ainda está para nascer algum Tsubasa capaz de se aproximar minimamente do estatuto que o desenho animado granjeou. Tsubasa Yokotake será, de entre os diversos Tsubasas futebolistas, aquele que mais sucesso tem tido, apesar de actualmente representar um clube da terceira divisão nipónica. Natural de Hiroshima, este Tsubasa foi formado no principal clube da cidade, o Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês em 2012 e 2013. Não se conseguiu impor no clube e acabou por ser emprestado ao secundário Gainare Tottorii. Anda assim, chegou a jogar na Liga dos Campeões Asiáticos (como se pode ver nas fotos que ilustram este post). Aos 24 anos, ainda aspirará a mais altos voos, mas certamente que nunca chegará perto do patamar que o seu homónimo e ídolo de infância atingiu.

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Monday, February 02, 2015

Adrián López eleito “rei dos flops”!

Comprado pelo FC Porto ao Atlético de Madrid por 11 milhões de euros (e apenas 60 por cento), Adrián López foi, sem surpresa, eleito o maior flop dos reforços que chegaram esta época ao campeonato português. O avançado espanhol chegou a Portugal rotulado de craque, e com o peso acrescido de ser a contratação mais cara do clube portista na presente época, e ainda não conseguiu mostrar os dotes de goleador que vinha mostrando no campeão espanhol. Actualmente lesionado, o avançado de 27 anos ainda só marcou um golo em jogos oficiais pelo FC Porto e raramente mereceu a preferência do compatriota Julen Lopetegui para assumir a titularidade.

Adrián López foi o escolhido de 79 dos 113 leitores que participaram na votação. Em segundo lugar ficou o sportinguista Simeon Slavchev, com 11 votos, e o benfiquista Bryan Cristante (10). Fora do “top 3” ficaram o alemão Lukas Raeder (7), do Vitória de Setúbal, a “arma secreta” leonina Junya Tanaka e o lateral benfiquista Loris Benito, ambos com três. Entretanto, está aberta nova votação sobre o melhor reforço de inverno. Votem!

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Wednesday, January 28, 2015

Haruna Babangida na mesma equipa de Fábio Paim

O Mosta FC parece estar apostado em reforçar-se com “eternas promessas” do futebol que nunca chegaram a singrar ao mais alto nível. Depois de em agosto do ano passado ter contratado Fábio Paim, o clube de Malta anunciou recentemente a contratação do nigeriano Haruna Babangida, outrora grande esperança da “cantera” do Barcelona, que estava sem clube desde que no final da época 2012/2013 deixou os austríacos do Kapfenberger SV. Podem recordar mais pormenores do extremo de 32 anos neste post que em tempos lhe dediquei.

Para além da eventual visibilidade que este tipo de contratações lhe poderá trazer, de certo que os responsáveis pelo clube que actualmente ocupa o sexto lugar, o último que dá acesso à disputa do play-off de campeão, esperam que o rendimento de Babangida seja bem superior ao do jogador português formado no Sporting. De acordo com o site oficial da BOV Premier League, Fábio Paim apenas alinhou em três jogos – todos como suplente - nos quais conseguiu... ver três cartões amarelos. De resto, não é liquído que o jogador de 26 anos, que tem tentado várias experiências sem sucesso em campeonatos mais ou menos exóticos, ainda continue integrado no plantel do clube da paradisíaca ilha mediterrânica.

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Friday, January 23, 2015

Gladstone: da Juventus a dispensado do “lanterna vermelha” da Liga Portuguesa

Há 10 anos atrás, Gladstone era apontado como uma das grandes esperanças do futebol brasileiro. Formado no Cruzeiro, o defesa central chegou à principal equipa do clube de Belo Horizonte, onde foi campeão e ganhou a Taça do Brasil, e deu nas vistas no Mundial sub-20 de 2005, tendo despertado a cobiça da Juventus, então, tal como hoje, campeã italiana. Foi então emprestado à Vecchia Signora. Porém, não passou de um erro de casting, tendo jogado apenas três minutos num jogo da Taça de Itália. Obviamente que o clube de Turimo não exerceu o direito de compra e em janeiro o possante “zagueirão” acabou por ir parar ao Verona, na altura a disputar a serie B. Mais uma vez, Gladstone não se conseguiu impor e regressou ao Cruzeiro, onde permaneceu duas épocas até ser contratado pelo Sporting. Em Alvalade não esteve mais que uma época e não deixou saudades aos adeptos leoninos. Nas poucas vezes em que jogou mostrou ter rins mais duros que as pedras da calçada e os erros foram mais que muitos, embora ainda tenha sido chamado por Dunga para a seleção principal.

Deste modo, o regresso ao Brasil acabou por ser mais que natural com sucessivos empréstimos a Palmeiras, Náutico e Portuguesa. Em 2009/2010, conseguiu “enganar” mais um clube europeu, tendo estado três anos nos romenos do Vaslui. Regressou ao Brasil e a clubes de escalões inferiores como Duque de Caxias, ABC, CRB e Cabofriense. No verão passado chegou novamente a Portugal para ser apresentado como um dos principais reforços do Gil Vicente. Contudo, mais uma vez, Gladstone não convenceu – alinhou apenas em sete jogos - e recebeu “guia de marcha” do clube de Barcelos que, há muito, ocupa a última posição da Liga portuguesa. Como muitas vezes sucede no futebol, jovens atletas nunca chegam a confirmar as boas indicações que dão nos escalões de formação. Veja-se o que o comentador Luís Freitas Lobo escreveu em 2007 sobre o central: “ Quando, em 2005, surgiu, no comando da defesa da selecção brasileira no Mundial Sub-20, Gladstone ganhou um lugar no onze ideal do torneio devido à sua personalidade, muitas vezes invulgar para um garoto tão jovem, capacidade de marcação e poder no jogo aéreo. Para além da pujança física, Gladstone revelou classe e qualidade técnica, claro, foi isso que a Juventus também viu para o contratar de imediato”. Ora, classe e qualidade técnica foi algo que nunca se descortinou em Gladstone enquanto jogou em Portugal…

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Tuesday, January 20, 2015

Curiosidades sobre a CAN 2015

Mais uma vez, o Campeonato Africano das Nações está a decorrer numa altura em que a maioria dos principais campeonatos europeus se encontra em pleno andamento. A Ligue 1 francesa volta a ser a competição mais afectada pela chamada de internacionais dos mais variados países que participam na prova que está a decorrer na Guiné Equatorial. São mais de 50 os atletas de clubes do principal campeonato francês que foram convocados para defenderem as cores dos respectivos países. Os clubes que mais africanos cederam às suas selecções são, desde logo, o líder Lyon, em conjunto com Metz e Bordéus, que viram cinco jogadores seus serem convocados. Ao todo, entre as diferentes divisões, há 72 jogadores que estão a disputar a CAN que representam clubes franceses.

Outras curiosidades: O clube com mais atletas (oito) na competição é o TP Mazembe da República Democrática do Congo, que coloca oito jogadores na CAN, seguido do AC Léopards, do Congo, que viu convocados seis jogadores.

Jogador mais velho: o excêntrico Robert Muteba Kidiaba, da República Democrática do Congo, com 38 anos (1976-02-01). (Na foto em destaque).
Jogador mais novo: Patrick Ngoma (na foto em cima e ao centro), da Zâmbia, avançado dos Red Arrows que conta apenas 17 anos (1997-05-21) e é tido como uma das grandes esperanças do futebol do país, cujo melhor jogador de todos os tempos continua a ser Kalusha Bwalya.

Na África do Sul apenas cinco dos 23 convocados jogam no estrangeiro.

Em Cabo Verde e Senegal não há nenhum convocado a jogar nos respectivos campeonatos locais.

Há 14 jogadores de sete países que representam clubes portugueses:

Cabo Verde: Babanco (Estoril-Praia), Sérgio Semedo (Olhanense), Heldon (Sporting), Kevin Sousa (Nacional), Gegé (Marítimo) e Ivan Cruz (Gil Vicente). 

Argélia: Brahimi (FC Porto) e Slimani (Sporting).

Camarões: Aboubakar (FC Porto) e Edgar Salli (Académica). 

Guiné Equatorial: Javier Balboa (Estoril-Praia).

Gabão: Junior Oto’o (Sporting de Braga B).

Guiné-Conakri: Boubacar Fofana (Nacional). 

República Democrática do Congo: Oualembo (Académica).

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Wednesday, December 24, 2014

(Mais) antigos internacionais portugueses que jogam actualmente nos Distritais

Em virtude do post sobre antigos internacionais portugueses que jogam actualmente nos Distritais ter gerado uma grande curiosidade, decidi trazer-vos aqui mais uns quantos atletas na mesma situação. Muitas crianças crescem com o sonho de virem a ser futebolistas profissionais. Uma parte muito reduzida consegue alcançá-lo, outras nunca lá chegam perto e outras “perdem-se” pelo caminho... Muitos são os jovens que conseguem integrar os escalões de formações de grandes equipas do futebol nacional, que chegam a representar a selecção nacional, mas que pelos mais diversos motivos não conseguiram vir a singrar no futebol como inicialmente se pensava. Deixo-vos aqui mais 12 atletas que representaram Portugal nas suas camadas jovens, foram companheiros de equipa de algumas das “estrelas” do futebol nacional e que actualmente representam clubes que jogam em campeonatos distritais espalhados pelo país. Alguns pela sua idade ainda acalentam conseguir uma carreira profissional.

João Figueiredo é guarda-redes do Recreativo de Águeda, clube que lidera a 1ª Divisão da AF Aveiro. Tem apenas 22 anos, foi internacional sub-16, sub-17, sub-18 e sub-19, na altura em que jogava nos escalões de formação do Sporting, clube que defrontou a época passada pelo Alba na Taça de Portugal. 

Mais novo ainda é Jorge Azevedo, de 20 anos. É lateral direito no Barrosas, da Divisão de Honra da AF Porto. Fez formação no FC Porto e foi internacional sub-18.

Já Tiago Pedrosa foi internacional sub-18. É defesa central, tem 25 anos e fez parte da formação no Sporting. Joga no clube da sua terra, o Vilafranquense, que milita na Pro-nacional da AF Lisboa.

Alexandre Sá é defesa esquerdo do Grijó, da Pro-nacional da AF Porto. Fez formação no Boavista. Tem 25 anos. Foi internacional sub-16, sub-17 e sub-18.

Um dos mais conhecidos desta lista é o central Santamaria, hoje com 32 anos. Joga no Lourinhanense, que milita na Pro-nacional da AF Lisboa. Foi dos mais novos de sempre a jogar nos seniores do Sporting, clube onde fez a sua formação, mas nunca se conseguis impor em Alvalade. Foi internacional sub-15, sub-16, sub-17, sub-18, sub-20 e sub-21.

Também defesa é Raul Babo, jogador do Antime, da Divisão de Honra da AF Braga. Tem 25 anos. Fez formação no Boavista e foi internacional sub-17.

João Carmo é médio do Almada, da 1ª Divisão da AF Setúbal. Tem 24 anos, foi internacional sub-17 e fez parte da formação no Benfica.

Igualmente médio, Gelson Santos representa a Associação Desportiva e Cultural da Encarnação e Olivais, da 1ª Divisão da AF Lisboa. Tem 23 anos. Fez formação no CAC da Pontinha e foi internacional sub-17.

Bruno Simões é médio da Associação Académica de Coimbra - Secção de Futebol, que disputa a Divisão de Honra da AF Coimbra. Fez formação no Sporting e foi internacional sub-16 e sub-17.

No mesmo campeonato joga Ricardo Fernandes, médio do Penelense que jogou nas camadas jovens de Sporting e Chelsea. É internacional sub-16, sub-17 e sub-18.

Vivaldo Fernandes é avançado, tem 25 anos. Foi internacional sub-17. Representa o Vilafranquense, que milita na Pro-nacional da AF Lisboa e fez parte da formação no Sporting.

Peter Caraballo é o melhor marcador do Alcochetense, da 1ª Divisão da AF Setúbal. Tem 22 anos, foi internacional sub-16 e sub-18 e foi formado no Sporting.

 PS: Na foto surgem João Figueiredo, Santamaria e Jorge Azevedo.

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Friday, December 05, 2014

Talisca considerado o melhor reforço

Sem margem para quaisquer dúvidas, Anderson Talisca foi considerado o melhor reforço da Liga Portuguesa pela esmagadora maioria dos leitores que participaram na última votação levada a cabo neste blogue, recolhendo 74 dos 166 votos totalizados.

Curiosamente, a distinção chega numa fase de menor fulgor do jovem médio/avançado brasileiro por quem o Benfica pagou quatro milhões de euros ao Esporte Clube Bahia. Talisca “pegou de estaca” no onze de Jorge Jesus e assumiu-se como goleador. De praticamente desconhecido no seu país a convocado para a principal seleção do Brasil, o jogador viveu uma ascensão meteórica, parecendo ter um futuro promissor à sua frente.

Nos restantes lugares do pódio ficou o sportinguista Nani (31) e o portista Brahimi (25). Com menos expressão, as posições seguintes foram ocupadas por: Jonas (12), Martins Indi e Cristian Tello (ambos com 8), o estorilista Kuca (5) e o paçense Bruno Moreira (3). Entretanto, está aberta nova votação sobre o maior “flop” que chegou esta época ao campeonato nacional. Votem!

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Sunday, November 30, 2014

Antigos internacionais portugueses jogam actualmente nos Distritais

Muitas crianças crescem com o sonho de virem a ser futebolistas profissionais. Uma parte muito reduzida consegue alcançá-lo, outras nunca lá chegam perto e outras “perdem-se” pelo caminho... Muitos são os jovens que conseguem integrar os escalões de formações de grandes equipas do futebol nacional, que chegam a representar a selecção nacional, mas que pelos mais diversos motivos não conseguiram vir a singrar no futebol como inicialmente se pensava. Deixo-vos aqui 13 atletas que representaram Portugal nas suas camadas jovens, foram companheiros de equipa de algumas das “estrelas” do futebol nacional e que actualmente representam clubes que jogam em campeonatos distritais espalhados pelo país.

Paulo Norinho é guarda-redes do Zebreirense, que milita na 2ª Divisão da AF Porto. Tem 30 anos, foi internacional sub-15 e sub-16 na altura em que jogava nos escalões de formação do FC Porto.
Luís Portela é lateral direito no Alcochetense, da 1ª Divisão da AF Setúbal. Tem 26 anos, foi internacional sub-18, sub-19, sub-20 e sub-21. Foi formado no Vitória de Setúbal e participou no europeu de sub-19 em 2007.

Hugo Matos é defesa do Serzedelo, que disputa a Pro-nacional da AF Braga. Tem 30 anos, foi internacional sub-15, sub-16, sub-18 e sub-19. Passou pela formação do FC Porto.

Também defesa é o madeirense Zé Pedro, antigo internacional sub-16 e sub-17, que representa o Bairro da Argentina, da Divisão de Honra da AF Madeira. Tem 28 anos e jogou nas camadas jovens do Sporting de Braga.

Outro defesa é Eduardo Simões, hoje com 32 anos, e que fez quase toda a formação no Benfica, onde nunca passou da equipa B. Foi internacional sub-15, sub-16, sub-17, sub-18 e sub-20. Joga no Alta de Lisboa, da Divisão Honra da AF Lisboa.

O algarvio Luís Afonso é um dos destaques do meio-campo do Culatrense, da 1ª Divisão da AF Algarve. Tem 31 anos, foi internacional sub-15, sub-16, sub-17, sub-19 e sub-20. Passou pela formação do FC Porto.

Luís Carlos também é médio, mas do Barrosas, da Divisão de Honra da AF Porto. Fez formação no Vitória de Guimarães, onde foi campeão nacional de iniciados, e foi internacional sub-15 e sub-16. Hoje tem 32 anos.

Também médio é Cristiano Gomes, de 27 anos, que representa o Coutada, da Pro-nacional da AF Lisboa. Passou pelas camadas jovens do Benfica e foi internacional sub-16, sub-17 e sub-18.

Toninho é outro dos médios desta equipa. Tem 31 anos, joga no Perafita, da Pro-nacional da AF Porto, passou pelas camadas jovens do FC Porto e foi internacional sub-16, sub-17, sub-19, sub-20 e sub-21.
Um nome que dispensa apresentações é o de Cândido Costa. Hoje com 33 anos, representa a AD Ovarense. É, indiscutivelmente, o jogador com mais internacionalizações desta “equipa” e o único que experimentou a sensação de jogar ao mais alto nível. Foi internacional sub-15, sub-16, sub-17, sub-18, sub-20 e sub-21.

Zé Miguel tem 30 anos, é avançado do GD Louro, da Divisão de Honra da AF Braga e foi internacional sub-15 e sub-16. Jogou na formação do FC Porto.

Nuno Veludo tem 28 anos e joga no Tojal, At. Tojal, da Pro-nacional da AF Lisboa. Foi internacional sub-16 e sub-17. Jogou na formação do Benfica.

Por último, Bruno Gonçalves foi formado no Vitória de Setúbal. Tem 29 anos e joga no Comércio e Indústria, da 1ª Divisão da AF Setúbal. Foi internacional sub-18, sub-19 e sub-20.

PS: Na foto em cima surgem Cândido Costa, Luís Afonso e Luís Portela.

Na do meio aparece Paulo Norinho e na de baixo Hugo Matos.

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Wednesday, November 26, 2014

Soriano é “intruso” entre craques

Há um nome que salta à vista quando se olha para a lista dos 40 nomeados para a equipa do ano 2014 da UEFA e não, não estou a falar de Cristiano Ronaldo ou de Beto, os dois únicos futebolistas portugueses que integram o rol de candidatos. Estou a falar do espanhol Jonathan Soriano que a, par do ex-benfiquista Ezequiel Garay (actualmente no Zenit), é o único que não joga nas principais ligas europeias – Espanha, Inglaterra, Alemanha ou Itália. O ponta-de-lança dos austríacos do Red Bull Salzburg é mesmo a maior surpresa da extensa lista que está a votos no site da UEFA. O avançado que, quando saiu do Barcelona, onde nunca conseguiu passar da equipa B, terá estado nas cogitações do Benfica, terminou a edição de 2013/14 da Bundesliga austríaca com 31 golos, a que juntou ainda 17 assistências, sagrando-se o melhor marcador e sendo eleito o jogador do ano. Foi também o melhor marcador da Liga Europa, marcando por oito vezes, apesar da eliminação da sua equipa nos oitavos-de-final. O avançado de 29 anos começou a presente época da melhor maneira, ao marcar cinco vezes na vitória do Salzburgo por 8-0 sobre o SV Grödig.

Na época passada, marcou 48 golos em 43 jogos e nesta já leva 28 em 26 partidas, mostrando ser um autêntico “bombardeiro”. Natural de Barcelona, Jonathan Soriano iniciou a carreira no clube “menor” da cidade, o Espanhol, de onde transitou mais tarde para o “todo poderoso” FC Barcelona, mas foi preciso ir para a Áustria para mostrar todo o potencial que fazem dele um dos mais temíveis “matadores” do futebol europeu. É certo que a liga austríaca está longe de ser das mais competitivas, mas o que é certo é que o avançado também tem demonstrado a sua veia goleadora nas competições europeias e já começa a sentir que o “exílio” na Áustria começa a ser prolongado demais e que merece outros voos.
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Monday, November 24, 2014

Procura-se guarda-redes de “olhos em bico” para a Bundesliga

Basta um olhar mais atento para os protagonistas da principal liga alemã de futebol para se constatar o peso que os jogadores oriundos da Ásia, e mais concretamente do Japão e da Coreia do Sul, vêm assumindo em muitas equipas. Na presente época, das 18 formações que disputam a Bundesliga apenas sete não têm qualquer futebolista oriundo daqueles dois países. Entre as restantes, encontramos 13 japoneses e seis sul-coreanos. À excepção de guarda-redes, todas as posições estão devidamente representadas, daí sugerir que algum clube alemão contrate o titular da baliza japonesa, que se encontra na Europa há várias épocas. Aos 31 anos, Eiji Kawashima (foto em destaque) é titular indiscutível do Standard de Liége, clube que representa pela terceira temporada consecutiva, após ter estado dois anos nos também belgas do Lierse.
Mainz 05 e Borussia Dortmund são as duas equipas “mais orientais” da Bundesliga, pois contam no seu plantel com três futebolistas oriundos daquela zona do globo. No Mainz 05, os sul-coreanos Park Joo-Ho e Koo Ja-Cheol têm como companheiros de equipa o japonês Shinji Okazaki (foto em cima), uma das estrelas e um dos melhores marcadores da presente temporada com seis golos. O ponta de lança de 28 anos cumpre a sua segunda época no Mainz 05 e o seu primeiro clube na Europa foi o Estugarda. No Borussia Dortmund, a “estrela” Shinji Kagawa tem como companheiros o compatriota Mitsuru Maruoka e o sul-coreano Ji Dong-Won.
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Friday, November 14, 2014

Índia junta parada de estrelas “na reforma”

Há muito que a Índia anseia por fazer com que o futebol se torne um desporto popular num país que é o segundo país mais populoso do mundo, o sétimo maior em área geográfica e onde o críquete é que dita leis e tem maior número de praticantes e de seguidores. A estratégia para conseguir dar ao futebol um maior destaque foi a de, à semelhança do que sucedeu em tempos com os Estados Unidos e o Japão, contratar “craques” de renome mundial para jogarem no país, de modo a suscitar interesse à sua volta. É neste contexto que surgiu a Indian Super League 2014, uma “mini-liga” composta apenas por apenas oito equipas recheada de “estrelas” que já tiveram grande destaque a nível mundial mas que hoje em dia estão no ocaso da carreira ou que, noutros casos, se encontram já inativos há algum tempo.
A competição tem a duração apenas de dois meses e divide-se em duas fases. A primeira arrancou a 15 de outubro e termina a 10 de dezembro. Terminada a fase regular, os quatro primeiros classificados disputarão as meias-finais, onde se definirão os finalistas que vão discutir o título de vencedor da primeira edição da ISL. Outra curiosidade é que nunca há mais de um jogo por dia e há partidas todos os dias para manter o público entretido. Notório também é que não há uma equipa que se destaque das demais e está tudo ainda muito “embrulhado” na tabela quando já se disputaram sete/oito jornadas. Outra curiosidade é que alguns dos melhores jogadores da Índia não estão a disputar a ILS, como é o caso do ex-sportinguista Sunil Chhetri, um dos melhores marcadores da última edição da I-League, onde se sagrou campeão ao serviço do Bengaluru, por quem atualmente se encontra a disputar a Durand cup, uma competição local, enquanto a inovadora prova não termina. A regra para a composição dos plantéis das equipas, que tentam cobrir a maioria das regiões do país, são bastante curiosas. Cada uma tem de ter 14 jogadores indianos (quatro deles naturais da cidade onde jogam), sete estrangeiros e um jogador “estrela”.
Luis García, hoje com 36 anos e que chegou a ser campeão europeu pelo Liverpool, tendo ainda representado Barcelona e Atlético de Madrid – é o jogador “estrela” do Atlético de Koltaka, treinado pelo também espanhol Antonio López Habas. É o líder da competição, em igualdade pontual com o Chennaiyin, onde a “estrela da companhia” é o brasileiro Elano que, aos 33 anos, é dos jogadores em melhor forma, sendo o melhor marcador da competição com oito golos. É treinado pelo irascível Marco Materazzi, que acumula as funções de jogador/treinador, numa formação que conta ainda com o francês Mikaël Silvestre e o camaronês Eric Djemba-Djemba que chegou ao Manchester United na mesma época de Cristiano Ronaldo, mas o percurso dos dois atletas foi bastante diferente...
No Northeast United, a estrela é o ex-benfiquista Joan Capdevila, numa equipa treinada pelo neozelandês Ricki Herbert e onde jogam ainda os ex-sportinguistas Miguel Garcia, que assume as funções de capitão, e Koke. Quanto ao Pune City, tem como “estrela” David Trezeguet, é treinado pelo italiano Franco Colomba e tem uma cara bem conhecida dos portugueses, o ex-benfiquista Katsouranis. Outro jogador com ligações ao futebol português é o ex-leiriense Saïdou Panandétiguiri. Integra ainda o clube o inglês Jermaine Pennant, em tempos jogador do Arsenal e do Liverpool, mas que nos últimos tempos tem sido mais falado pela “exibição” da sua mulher.
No FC Goa, o jogador “estrela” é Robert Pires, sendo treinado por Zico e tem como companheiros de equipa os portugueses Edgar Marcelino (formado no Sporting), Bruno Pinheiro (formado no Boavista) e Miguel Herlein (formado no Benfica). Tem ainda o lateral esquerdo brasileiro André Santos e o central Gregóry, bem conhecido dos portugueses e que iniciou a época no Atlético. Com 44 anos, o inglês David James é a “estrela” dos Kerala Blasters, acumulando as funções de treinador/jogador.
O sueco Fredrik Ljungberg é a “estrela” do Mumbay City, treinado pelo inglês Peter Reid, que trabalha ainda com os portugueses: André Preto (formado no Vitória de Guimarães) e Tiago Ribeiro (formado no Benfica e que surge na foto em cima) e com o francês Nicolas Anelka, que não terá gostado de não ser a estrela da companhia. Depois de jogar na Austrália, Alessandro Del Piero aceitou o “desafio” de ser a estrela do Delhi Dynamos, treinado pelo holandês Harm van Veldhoven e onde joga o português Henrique Dinis, ex-Vitória de Guimarães B, e o belga Kristof van Hout, guarda-redes mais alto em atividade no mundo, com 2,08 metros de altura. É o atual “lanterna vermelha” da prova.

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Tuesday, October 28, 2014

Pícha nasceu no mesmo país de Kona

Definitivamente, os países de Leste são uma “delícia” para quem gosta de nomes curiosos ligados ao futebol. Não me vou alongar muito sobre Tomas Kona, uma das coqueluches deste blog, que continua no FK Senica, da sua Eslováquia, onde tem como companheiro de equipa Juraj Piroska.

Este post é dedicado a alguém nascido do outro lado da antiga Checoslováquia, desmembrada em 1992. Jakub Pícha é um médio checo de 23 anos que alinha no modesto FK Ústí nad Labem, atual penúltimo classificado da Segunda Liga da República Checa. Recorde-se que Kona chegou a alinhar em vários clubes checos, pelo que seria muito provável que pudesse jogar contra Picha… Os dois atletas até costumam pisar a mesma zona do terreno, daí que por vezes Picha pudesse penetrar em Kona… Antes de chegar ao FK Ústí nad Labem, onde se encontra a cumprir a sua segunda época, Picha representou o SK Roudnice nad Labem, também dos escalões secundários, e fez a formação no mais conhecido Teplice.

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Tuesday, October 07, 2014

Futebol Clube do Puerto?

Andrés Fernández, José Campaña, Iván Marcano, Diego Reyes, José Ángel, Óliver Torres, Juan Quintero, Héctor Herrera, Cristian Tello, Adrián López e Jackson Martínez. Num caso extremo, Julen Lopetegui, técnico do Futebol Clube do Porto que tem optado por uma discutível rotatividade de jogadores, pode fazer alinhar este onze - formado unicamente por atletas provenientes de países cuja língua-mãe é o espanhol -, em certos jogos dos “dragões”. Ao todo, são sete espanhóis, dois mexicanos e dois colombianos. Ficam ainda de fora o chileno Igor Lichnovsky (reforço da equipa B), bem como o brasileiro Casemiro e o argelino Yacine Brahimi, ambos oriundos de clubes espanhóis. Será que esta “espanholodependência” vai ter efeitos negativos ou vai acabar por se esbater num mundo cada vez mais globalizado?

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Thursday, September 25, 2014

O “outro” CR7

Cristiano Ronaldo só há um, mas há um avançado brasileiro acostumado a fazer furor nas divisões secundárias do país com a sigla “CR7”. Flávio Caça-Rato representa atualmente o Santa Cruz, que milita na série B, e não vive o melhor dos momentos no clube, tendo sido agredido por alguns adeptos recentemente após uma troca de palavras mais quentes. Adeptos que certamente já esqueceram que o excêntrico atleta marcou o golo decisivo que garantiu a promoção da série C para a série B.

Formado no Sport Recife, onde chegou a conquistar uma Copa do Brasil no início da carreira, o ponta-de-lança de 28 anos está no Santa Cruz há quatro épocas e antes representou clubes de menor dimensão como o Cabense, Timbaúba, América-RN, SEV Hortolândia e Salgueiro. Pelo meio, na época 2008/2009, viveu a sua única e remota experiência no futebol europeu ao serviço dos desconhecidos croatas do NK Omis. Flávio Caça-Rato aprecia bastante as mudanças de visual e é conhecido pelo seu cabelo oxigenado com corte “à moicano”.

Atualmente já não enverga a camisola 7, curiosamente devido à fama que esta lhe granjeou, mas continua a ser apelidado de CR7 pelos adeptos do Santa Cruz. Em março deste ano, no jogo com o Náutico, causou estranheza o facto de Caça-Rato não surgir com o número 7 mas sim com a 21. A explicação só foi dada no final do encontro. De acordo com a assessoria de imprensa do Santa Cruz, o clube ficou sem a camisola 7 para esse jogo simplesmente pelo fato de o próprio avançado distribuir muito o seu uniforme como presente pelos adeptos e pelos jogadores de clubes rivais... Será esta a melhor estratégia de marketing?...

Hoje em dia, sem fazer parte das primeiras escolhas do técnico do Santa Cruz, o avançado não enjeita a possibilidade de mudar de clube e vai-se aventurando no “mundo da música” com a participação em vários video-clips. De resto, o jogador é bastante popular e chegou a ver-lhe dedicado um samba a pedir a sua convocatória para o Mundial. Em tempos, numa entrevista, Flávio Augusto do Nascimento explicou de onde vem a sua curiosa alcunha: «Quando eu era pequeno, eu ficava na beira do campo correndo atrás de ratos, e o treinador brigou comigo perguntando se eu queria caçar rato ou jogar bola. Aí pegou e ficou até hoje», explicou.
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Wednesday, September 17, 2014

Craques não europeus que começaram “por baixo”

Oriundos de África ou da América do Sul algumas das “super-estrelas” que hoje pontificam em algumas das equipas mais poderosas da Europa começaram em clubes modestos quando chegaram ao “velho continente”. São exemplos de que o trabalho compensa e, com um pouco de sorte à mistura, o talento acaba por ser reconhecido. Pelo contrário, há casos de jogadores da América do Sul ou de África que são contratados por grandes clubes europeus, mas que nunca se conseguem afirmar e acabam por cair em clubes menores ou até das divisões secundárias. Mas este post é mesmo para falar de casos positivos e para isso elaborei um onze formado por atletas de alguns dos principais clubes europeus que começaram em clubes menores:

Na baliza figura o costa-riquenho Keylor Navas que quando, na época 2010/2011, chegou ao Albacete, da IIª Divisão espanhola, estaria longe de imaginar que quatro temporadas depois estaria a ser contratado pelo colosso Real Madrid.

A lateral direita entreguei-a ao argentino Pablo Zabaleta que se estreou na Europa ao serviço do Espanhol de Barcelona e hoje representa o campeão inglês Manchester City.

A zona central da defesa pertence a dois brasileiros, embora um, Pepe, cujo primeiro clube na Europa foi o Marítimo. Seguiu-se o FC Porto até ao “salto” para o Real Madrid. O seu parceiro na zona central da defesa é Dante, do Bayern de Munique, que começou nos franceses do Lille, passou pelos belgas do Charleroi e Standard de Liége, até chegar aos alemães do Borussia Mönchengladbach, num longo percurso antes de se afirmar no gigante germânico.
Para a esquerda elegi o ganês Kwadwo Asamoah, hoje em dia dos mais regulares da Juventus, e que se estreou em clubes europeus nos suíços do Bellinzona.

Igualmente africano, mas da Nigéria, Obi Mikel foi descoberto pelo Chelsea no modesto Lyn, da Noruega.

O percurso do costa-marfinense Yaya Touré, um dos melhores médios do mundo, também é bastante curioso. Iniciou-se na Europa pelos belgas do Beveren, tendo depois representado os ucranianos do Metalurh Donetsk, os gregos do Olympiacos e os franceses do Mónaco até chegar ao Barcelona e depois ao Manchester City.
Já foi há bastante tempo, mas Javier Mascherano, hoje uma das estrelas do Barcelona, estreou-se na Europa pelo West Ham.

O trio atacante personifica na perfeição o espírito deste post. Antes de se destacar ao serviço do Nápoles, a quem o PSG pagou uma “fortuna” na época anterior, o avançado uruguaio Edinson Cavani começou nos italianos do Palermo.

E o primeiro clube de Luis Suárez na Europa? Sabem qual foi? Ajax? Resposta errada. Foi mesmo o Groningen. Fecho com Diego Costa, hoje uma das figuras do Chelsea, mas que chegou a Portugal como um perfeito desconhecido para representar o Penafiel. Muitos outros casos haveria para falar mas optei por dar destaque a estes.
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