Wednesday, July 22, 2015

Maradona quer mandar no futebol mundial

Diego Armando Maradona vai ser candidato à presidência da FIFA. O anúncio foi feito pelo jornalista uruguaio Víctor Hugo Morales, a quem a antiga estrela do futebol mundial terá confessado que tem condições para disputar o lugar ocupado por Joseph Blatter desde 1998. Amigo do sempre controverso Maradona, Víctor Hugo Morales recorreu à sua conta do Twitter na passada segunda-feira para revelar que o argentino lhe contou que será candidato a presidente da FIFA e que o terá autorizado a fazer essa revelação. O mesmo jornalista adiantou ainda que algumas federações árabes já teriam manifestado o apoio à eventual candidatura de Maradona.

O anúncio foi feito num dia histórico, pois foi a 22 de junho de 1986 que teve lugar a famosa "mão de Deus", quando Maradona marcou com a mão no Mundial do México, antecipando-se ao inglês Peter Shilton. Há muito tempo que aquele que é considerado como um dos melhores futebolistas de todos os tempos é um crítico acérrimo do sistema vigente na FIFA, nomeadamente desde que a entidade que rege o futebol mundial era liderada pelo brasileiro João Havelange. Eleito pela primeira vez em 1998, Joseph Blatter renunciou ao cargo recentemente, apenas quatro dias após ter sido reeleito, não resistindo aos efeitos provocados por um mega escândalo de corrupção que levou sete dirigentes da entidade para a prisão. De resto, também o próprio dirigente suíço e o secretário-geral Jeróme Valcke estão a ser investigados pela justiça suíça e também pelo FBI, sob suspeita de corrupção. Após as detenções, Maradona, atualmente com 54 anos, mostrou-se agradado e considerou que bastava de "mentiras" e do espetáculo "preparado" para reeleger Blatter.

Vários têm sido os nomes apontados como putativos candidatos à presidência da FIFA. Desde o também antigo futebolista Zico ao jordano Ali bin Al Hussein, adversário de Blatter no último escrutínio, passando ainda por Musa Bility, presidente da Associação de Futebol da Libéria. Platini e Luís Figo são outros nomes ventilados. Ainda não há data oficial para a realização das novas eleições, mas o ato eleitoral deverá realizar-se entre dezembro deste ano e março de 2016.

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Tuesday, July 14, 2015

Sporting quer juntar Milagres a Jesus e Deus

Após ter garantido a contratação de Jorge Jesus para treinador da equipa principal e a continuidade de João de Deus à frente da equipa B, Bruno de Carvalho poderá ter agora um jogador com um nome bastante religioso debaixo de mira. Trata-se de Milagres Gonsalves, avançado indiano de 28 anos, que neste momento se encontra sem clube. O ponta-de-lança foi vice-campeão da primeira edição da Indian Super League disputada no final do ano passado ao serviço do Kerala Blasters e, após essa competição ter terminado em dezembro, assinou pelo Mumbai FC, que terminou a última edição do campeonato indiano na sétima posição. O pecúlio de Milagres nestes dois clubes não foi muito profícuo, pois não conseguiu mais do que um golo em cada um deles, mas este facto não retira confiança ao líder leonino.

O jogador passou grande parte da carreira no Salgaocar de Goa, região de onde é natural, e está entusiasmado com a possibilidade de rumar a Alvalade, onde o seu ídolo Cristiano Ronaldo foi formado, e até já conversou com o seu compatriota Sunil Chhetri que lhe deu as melhores das referências sobre o tempo que passou no Sporting.

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Monday, June 29, 2015

Fábio Paim deixa Lituânia para assinar por clube do Luxemburgo

Apesar de até estar a jogar com regularidade nos lituanos do FK Neveziz, Fábio Paim vai mais uma vez mudar de ares e ingressar em mais um clube de um campeonato secundário de um país sem grande tradição futebolística. O talentoso atleta formado no Sporting assinou um contrato de três anos com o Union 05 Kal Téiteng, equipa que terminou a última edição da Liga de Honra do Luxemburgo na oitava posição e que pretende lutar pela subida ao escalão principal.

Aos 27 anos, o extremo, a quem lhe reconheciam capacidades para ser um dos melhores do mundo à semelhança de Cristiano Ronaldo ou Diego Maradona, diz querer dar prioridade à família, tendo optado por um contrato duradouro capaz de lhe conferir alguma estabilidade. Por isso, garante ter rejeitado convites que lhe chegaram de outros países para representar clubes da primeira divisão. A nível desportivo, a "aventura" na Lituânia estava a correr bem, com o jogador a jogar com regularidade e a marcar vários golos. Todavia, mais uma polémica, relacionada com o caso de uma alegada violação de que veio a ser ilibado, acabou por prejudicar a sua imagem no país. A incursão no Luxemburgo é a "enésima" tentativa do jogador tentar relançar uma carreira que tinha muitas condições para ser brilhante.

Após se desvincular definitivamente do Sporting, Fábio Paim está cada vez mais transformado num autêntico "globetrotter" do futebol mundial. Já tentou, sem sucesso, experiências em Malta, China, Grécia, Angola, Inglaterra (Chelsea) e até nas divisões secundárias portuguesas. No Luxemburgo vai encontrar um clube presidido por um português, José Gonçalves, treinado por outro português, Manuel Correia, e ter vários lusos como companheiros de equipa. De acordo com o site da Federação Portuguesa de Futebol, Fábio Miguel Malheiro Paim representou Portugal por 42 vezes, duas nos sub-16, 16 nos sub-17, três nos sub-18, oito nos sub-19, 12 nos sub-20 e uma nos sub-21.

No Luxemburgo, Fábio Paim poderá encontrar outro jogador que em tempos foi apontado como grande promessa do futebol nacional: Stélvio Cruz. Um trinco possante e alto, formado no Sporting de Braga, que um dia terá motivado o interesse do AC Milan. Tem 26 anos e está no F91 Dudelange, que terminou a última época da principal divisão na terceira posição, há duas épocas.

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Thursday, June 25, 2015

Clube português ganhou tantos títulos como o Barcelona

Se esta época o Barcelona voltou a dominar o futebol europeu com a conquista de mais um "triplete", o Neves Futebol Clube pode orgulhar-se de ter alcançado um feito semelhante, embora à escala distrital. De facto, o clube treinado por José Rego, antigo internacional sub-21, juntou o campeonato distrital à Taça e ainda à Supertaça organizadas pela Associação de Futebol de Viana do Castelo. A nível nacional, o Benfica sagrou-se campeão nacional e conquistou a Taça da Liga e ainda a Supertaça, mas esta referente à época 2013/2014.

O título distrital da 1ª Divisão da AF Viana do Castelo foi disputado "ao milímetro" e o vencedor encontrado de uma forma emocionante, dramática e polémica. É que só aos 93 minutos de uma, já de si, rara finalíssima é que o campeão foi encontrado, pois Neves FC e Atlético dos Arcos terminaram a prova com os mesmos 71 pontos e nos dois confrontos entre si empataram a uma bola. Até nos golos sofridos conseguiram empatar, encaixando ambos 25 tentos. Só nos golos marcados é que o Neves FC marcou mais três que o clube de Arcos de Valdevez. Contudo, os regulamentos da AF Viana do Castelo estabelecem que os golos não contam como fator de desempate e, deste modo, houve a necessidade de se recorrer à finalíssima. Mais uma vez o equilíbrio imperou e as duas equipas chegaram aos 90 minutos empatadas a uma bola. Até que, já em período de compensação, o árbitro apontou para a marca de grande penalidade por alegada mão na bola de um defensor do Atlético dos Arcos. E foi da marca dos 11 metros que o brasileiro Dhida apontou o golo que garantiu a conquista do campeonato e despoletou muitos protestos entre os derrotados.

Assegurada a presença no Campeonato Nacional de Seniores, o clube do lugar com o mesmo nome "partilhado" pelas freguesias de Vila de Punhe, Mujães e Barroselas, pertencente ao concelho de Viana do Castelo, ainda tinha mais três finais para disputar. A "dobradinha" foi conquistada frente ao Vitorino de Piães graças a um golo solitário apontado pelo brasileiro Yan Suhet. Já o "triplete" foi alcançado perante o mesmo adversário, que terminou o campeonato na sétima posição, na final da Supertaça "Ramiro Marques", onde o Neves FC, apesar de ter estado a perder, goleou por 4-1, com dois golos de Queija, mais um de Yan Suhet e outro de Dhida. A época só não foi ainda mais perfeita porque o clube perdeu a final da Taça do Minho, competição disputada entre os campeões distritais de Braga e de Viana do Castelo. Na final, o Torcatense levou a melhor sobre o Neves FC pela margem mínima.

Acabou, assim, da melhor forma um "jejum" de uma década do Neves FC. Um dos grandes obreiros desta época histórica foi o jovem técnico José Rego. Aos 36 anos, e após ter sido campeão distrital de juniores na última época, o antigo médio do Vitória de Guimarães e internacional sub-21 por Portugal guindou o Neves FC a uma temporada inesquecível.

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Thursday, June 18, 2015

Jogador mais novo do Europeu de sub-21 é português

É grande a expetativa em torno da seleção portuguesa quanto ao seu desempenho no Europeu de sub-21, que está a ser disputado na República Checa. Após uma fase de qualificação perfeita com triunfos em todos os 10 jogos disputados, Portugal defronta hoje a Inglaterra na primeira jornada da fase final do campeonato que conta apenas com oito participantes. Curiosamente, no lote de 23 convocados da seleção das quinas constam o jogador mais novo, mas também um dos mais velhos, entre todos os 184 atletas presentes na prova.

Com apenas 18 anos, celebrados em março, o médio portista Rúben Neves é o "benjamim" da prova e, caso tivesse sido chamado ao Mundial de sub-20, onde Portugal caiu nos quartos-de-final, teria sido também o mais novo da seleção das quinas. Ao invés do trinco do FC Porto, Paulo Oliveira partilha o estatuto de jogador mais "idoso" do Euro sub-21 com o sueco Patrik Carlgren. Com 23 anos, o defesa central do Sporting nasceu a 8 de janeiro de 1992, precisamente no mesmo dia do jogador do AIK de Estocolmo. Outro facto curioso relacionado com a seleção portuguesa é que o Sporting é o clube com mais jogadores presentes na competição entre as oito seleções participantes. De facto, o clube de Alvalade tem sete atletas dos seus quadros a participar na prova. São eles o já citado Paulo Oliveira, mas também Tobias Figueiredo, William Carvalho, João Mário, Carlos Mané, Ricardo Esgaio e Iuri Medeiros, sendo que os dois últimos rodaram por empréstimo na segunda metade da época que está a terminar na Académica e Arouca, respetivamente. A seguir ao Sporting surgem três clubes com quatro convocados: Sparta de Praga, Kaiserlautern e o desconhecido Cuckaricki, da Sérvia.

Ainda no que concerne a curiosidades, a Itália é a única seleção que não convocou qualquer jogador já internacional pela seleção principal. Em oposição, a Suécia é, entre os finalistas, o país que mais internacionais pela seleção principal chamou, num total de 12 atletas.

Quanto à tarefa de Portugal para o jogo de hoje não se afigura fácil, uma vez que vai defrontar uma das melhores duplas de ataque da prova. A Saido Berahino (West Bromwich Albion), melhor marcador da qualificação, com 10 golos em 10 jogos, junta-se o temível Harry Kane (Tottenham), que marcou seis golos em oito jogos. Contudo, Portugal também tem os seus argumentos e a fase de qualificação provou que valor não lhe falta para fazer boa figura em território checo. Resta saber se lhe chega para garantir um título que lhe foge há muitos anos.

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Friday, May 29, 2015

Portugal é das seleções "mais velhas" do Mundial de sub-20

Com 20 dos 21 jogadores convocados nascidos em 1995, a seleção portuguesa é, de entre as 24 que vão disputar o Mundial de sub-20, uma das que tem uma média de idades mais elevada. O selecionador nacional Hélio Sousa, campeão do mundo neste escalão em 1989, optou por chamar um lote de convocados experientes que, espera-se, possam levar longe a seleção nacional que vai disputar o seu primeiro jogo na madrugada de domingo frente ao Senegal.

O "benjamim" do grupo que vai representar Portugal na Nova Zelândia é o benfiquista Gonçalo Guedes, o único dos convocados que nasceu em 1996. Curiosamente, o extremo ribatejano é uma das principais referências da seleção lusa, tendo já sido várias vezes chamado por Jorge Jesus aos trabalhos da primeira equipa dos campeões nacionais. Raphael Guzzo, médio do Desportivo de Chaves nascido no Brasil, é o mais velho do grupo, pois festejou o seu 20º aniversário a 6 de janeiro. De resto, 12 dos 21 jogadores já comemoraram 20 anos. Os outros 11 são Tiago Sá (Sporting de Braga), Guilherme Oliveira, Domingos Duarte, Gelson Martins e Mauro Riquicho (Sporting), Pedro Rebocho e Nuno Santos (Benfica), Rafa, Francisco Ramos e Tomás Podstawski (FC Porto) e Ivo Rodrigues (Vitória de Guimarães). Outro dado curioso da seleção nacional é que sete dos 21 jogadores da equipa portuguesa têm dupla nacionalidade. Assim, a Raphael Guzzo juntam-se Gelson Martins, Janio Bikel, Mauro Riquicho, Rony Lopes, Estrela e Tomás Podstawski.

As três seleções que apresentam uma média de idades mais alta são todas europeias. Para além de Portugal, figuram neste "top 3" a Alemanha, com dois "intrusos" nascidos em 1996 entre 19 convocados de 1995, e a Ucrânia, com três nascidos em 1996 entre 18 representantes de 1995. Em oposição, a Nigéria apresenta-se com uma das seleções mais jovens, onde apenas quatro dos convocados nasceram em 1995 contra cinco de 1997 e os restantes em 1996. Convocados igualmente para a competição da Nova Zelândia estão oito estrangeiros que representaram clubes portugueses na presente época.

São eles o brasileiro Danilo Silva, do Sporting de Braga, os ganeses Emmanuel Boateng, do Rio Ave, e Barnes Osei, emprestado ao União da Madeira pelo Paços de Ferreira, o alemão Hany Mukhtar, do Benfica, o nigeriano Chidera Ezeh e o mexicano Raul Gudiño, ambos dos juniores do FC Porto, o senegalês Khadime Ndiaye, dos juniores do Sporting, e o mexicano João Rodriguez, que alinhou no Vitória de Setúbal por empréstimo do Chelsea. O colombiano Daniel Londono e o hondurenho Bryan Rochez são os futebolistas mais velhos da competição, pois comemoraram 20 anos a 1 de janeiro deste ano. Com apenas 16 anos, o mais novo é o panamiano Adalberto Carrasquilla, nascido em 28 de novembro de 1998. O mais alto é o guarda-redes sérvio Vanja Milinkovic, de 2,02 metros, que tem "só" mais 42 centímetros que Swan Htet Aung, de Myanmar, obviamente o mais baixo.

O Mundial de sub-20 disputa-se entre 30 maio e 20 de junho. Portugal, que se sagrou campeão em 1989 e 1991, faz parte do grupo C, com Colômbia, Qatar e Senegal.

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Wednesday, May 27, 2015

Clube dos Distritais tem quatro internacionais portugueses no plantel

Luís Portela foi titular em duas das três partidas que Portugal disputou em 2007 no Europeu de sub-19. Formado no Vitória de Setúbal, o lateral direito integrou uma seleção cujas principais estrelas eram Fábio Paim e Daniel Carriço. O promissor defesa sonhava em ter uma carreira ao mais alto nível no futebol, mas, como muitas vezes sucede, a realidade acabou por ser muito diferente e tem feito uma carreira a nível sénior bem longe dos holofotes da fama.

Hoje, com 27 anos, representa o Alcochetense, atual terceiro classificado da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal, onde tem como companheiros de equipa Marco Véstia, Miguel Serôdio e Peter Caraballo, os dois últimos formados no Sporting, que também representaram Portugal nas camadas jovens.. Nascido em Setúbal, Luís Portela fez toda a formação no clube da sua cidade-natal e viveu o ponto mais alto da sua carreira quando foi titular na estreia de Portugal no Europeu de sub-19, disputado em julho de 2007, na Áustria. Nessa competição de má memória para as cores lusas, Luís Portela jogou os 90 minutos na derrota contra a Grécia graças a um golo do "panzer" Mitroglou. Apesar do desaire, o selecionador Edgar Borges manteve a confiança no jogador para o segundo encontro, que redundou num empate a uma bola com Espanha. Nesse encontro, Luís Portela foi substituído por João Gonçalves, da formação do Sporting, aos 79 minutos, e no terceiro e derradeiro jogo jogou apenas os últimos nove minutos no triunfo frente à seleção anfitriã por 2-0. Antes de "aterrar" em Alcochete, há três épocas, e sem nunca dispor de uma verdadeira oportunidade para mostrar o seu valor no emblema sadino, o lateral prosseguiu a carreira nos escalões secundários nacionais, representando clubes como Pinhalnovense, Penalva do Castelo ou Estrela de Vendas Novas. Pelo meio, em 2009/2010, ainda teve uma "aventura" em Espanha, onde representou o Cerro de Reyes, de Badajoz, da IIIª Divisão. Segundo o site da Federação Portuguesa de Futebol, Luís Carlos Fernandes Portela representou Portugal por 22 vezes, uma nos sub-18, 15 nos sub-19, três nos sub-20 e outras três nos sub-21.

 Finalista da Taça da AF Setúbal, agendada para 7 de junho no Estádio do Bonfim, frente ao Vasco da Gama de Sines, o Alcochetense pode orgulhar-se de ter ainda outros três internacionais a defender as suas cores. São eles Peter Caraballo, um dos melhores marcadores da equipa, que foi internacional sub-16 e sub-18. Formado no Sporting, o jovem ponta-de-lança, de apenas 22 anos, também nunca dispôs de uma oportunidade para mostrar o seu valor numa equipa de primeiro nível e acumula passagens por diversos clubes dos escalões secundários. Um ano mais velho, e chegado a Alcochete já com a época em andamento, Miguel Serôdio, filho do antigo jogador do Farense com o mesmo nome, também passou grande parte da formação no Sporting. Após sucessivos empréstimos a diversos clubes, o defesa central terminou a ligação ao clube de Alvalade e tem demorado a conseguir alcançar o sucesso que se lhe vaticinava nas camadas jovens. Iniciou a temporada no Eléctrico de Ponte de Sôr, do Campeonato Nacional de Seniores, mas acabou por ser um reforço de peso de última hora para o Alcochetense, treinado por Zé Pedro, antigo jogador de Belenenses, Vitória de Setúbal ou Boavista. Segundo o site da FPF, Miguel Serôdio representou Portugal por 27 vezes, sete nos sub-16, 15 nos sub-17, três nos sub-18 e duas nos sub-19. Igualmente avançado, Marco Véstia, formado no Barreirense, fecha este lote de quatro internacionais que representam o Alcochetense. Atualmente com 29 anos, o jogador representou Portugal no escalão de sub-17 por duas vezes. Chegou a atuar na Segunda Liga pelo Barreirense.

Será que estes serão mais quatro antigos internacionais que, à semelhança de Toninho e de Luís Afonso, campeões europeus de sub-16 também em 2007, nunca irão chegar ao principal escalão do futebol nacional?

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Tuesday, May 26, 2015

Passados 25 anos a Madeira volta a ter três equipas na Primeira Liga

Longe vão os tempos que nomes "icónicos" do futebol madeirense, como Lepi, Jovo, Beto ou Manú, encantavam nos relvados nacionais. A última presença do União da Madeira na principal divisão do futebol nacional remonta à temporada 1994/1995, e, ao contrário do que se tem escrito, é preciso recuar até à época 1990/91 para se encontrar um registo da Primeira Liga em que figurem as três principais equipas da Madeira.

É que o Nacional, que nos últimos anos tem lutado pelas competições europeias, naquela altura jogava para não descer e não evitou a despromoção no final daquela época. Ao contrário do Marítimo e União da Madeira, que asseguraram uma posição tranquila a meio da tabela. Foi na época 1994/95 que o União não evitou a descida e só duas décadas depois é que garantiu o regresso ao "convívio dos grandes". Na década de 90 do século passado, o União da Madeira era conhecido como o clube das camisolas azuis e amarelas em que os atletas portugueses eram uma raridade. Para além dos "míticos" Agrela e Sérgio Lavos, poucos eram os "intrusos" entre a autêntica legião de brasileiros e de ex-jugoslavos que defendiam as cores dos insulares. Hoje a realidade é outra e aos brasileiros, que continuam a ter um grande peso no plantel, e a um maior número de portugueses, juntam-se agora estrangeiros oriundos de outras paragens, como África. Já da ex-Jugoslávia não se encontra nenhum representante na equipa, que alcançou a subida com contornos dramáticos.

Agora sob o comando técnico de Vítor Oliveira, que alcançou a sua oitava subida ao principal escalão, o União da Madeira está de regresso a uma divisão que mudou muito em relação à sua última presença. A subida de mais uma equipa de um arquipélago com apenas cerca de 250 mil habitantes será certamente um motivo de orgulho para muitos madeirenses, mas, por outro lado, obriga o governo regional a uma maior ginástica na distribuição dos subsídios aos três clubes, que já tinha anunciado que iria cortar em 10 por cento os apoios públicos ao futebol profissional. Um decréscimo que representa perto de 600 mil euros no orçamento regional.

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Friday, May 15, 2015

Mais dois campeões europeus a jogar nos Distritais

Foi precisamente há 15 anos, a 14 de maio de 2000, que Portugal conquistou o seu quarto título de campeão europeu no escalão de sub-16. Ricardo Quaresma, autor dos dois golos na final contra a República Checa, era a "estrela" da equipa, que tinha ainda outros nomes que vieram a construir uma carreira no futebol internacional, como são os casos de Raúl Meireles ou Hugo Viana. Toninho e Luís Afonso começaram a partida no banco, mas foram lançados nos últimos minutos por António Violante, numa tentativa bem-sucedida dos jovens lusos assegurarem mais um título europeu.

Toninho entrou aos 72' para o lugar de João Paiva, que tem feito carreira no Chipre e Suíça, enquanto Luís Afonso substituiu Custódio aos 81'. Após se sagrarem campeões europeus pelo seu país, tudo se conjugava para que Toninho e Luís Afonso conseguissem singrar no futebol nacional. Contudo, como sucedeu, por exemplo, com Tiago Costa, campeão da Europa de sub-17 que atualmente representa o Merelinense, ou com Ricardo Fernandes, hoje no Penelense depois de ter representado o Chelsea, a transição do futebol jovem para o sénior não decorreu da forma mais desejada para os dois atletas que passaram pela formação do FC Porto. Toninho deu nas vistas no Caldas, onde os "dragões" o foram recrutar. Porém, apesar de ter sido internacional em vários escalões, nunca dispôs de uma oportunidade para mostrar o seu valor no plantel principal do clube portista. Construiu carreira em clubes das zonas do Porto e Aveiro, como Sanjoanense, Pampilhosa, Aliados de Lordelo, Cesarense, Grijó e Perafita FC, que representa há duas épocas.

Curiosamente, Toninho continua a equipar de azul e branco, uma vez que são estas as cores principais do emblema que atualmente ainda luta para se manter na Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto, depois de na última época não ter conseguido a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores. O algarvio Luís Afonso também não foi bem-sucedido no norte do país e, com o passar dos anos, foi regressando ao sul. Após terminar a ligação ao FC Porto, passou por Dragões Sandinenses, Tourizense, Sporting de Pombal, Imortal de Albufeira, Campinense, Farense, que chegou a capitanear, Louletano e Quarteirense. Até que há duas épocas chegou ao Culatrense, atual terceiro classificado da 1ª Divisão Distrital da Associação de Futebol do Algarve.

Estes dois jogadores nunca tiveram uma oportunidade no principal escalão do futebol nacional, tal como sucedeu com alguns dos seus colegas campeões europeus em Israel. São os casos de Pedro Miguel, suplente de Bruno Vale, que representa o Salgueiros 08, o capitão Carlos Marques, no Chipre há uma década, ou Nuno Batista, formado no Boavista, que até já deixou de jogar. O mesmo sucedeu com Valdir e Mário Carlos, embora estes tenham chegado a jogar na Primeira Liga.

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Foto: Facebook do Perafita FC

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Friday, May 08, 2015

A importância do perfume do Suriname no futebol holandês


Aos 24 anos, Georginio Wijnaldum é uma das estrelas emergentes do futebol holandês. O possante médio, que foi uma das principais figuras no campeão PSV, é mais um craque que engrossa a extensa lista de futebolistas internacionais pela Holanda com ligações ao Suriname, um pequeno país situado na América Central, que ocupa uma modesta 155ª posição no ranking da FIFA. Uma classificação que poderia ser bem diferente, caso os jogadores descendentes de pais surinameses optassem por representar o país de origem dos seus progenitores.

Foi a 25 de novembro de 1975 que o Suriname, antiga Guiana Holandesa, se tornou independente, e muitos dos seus habitantes optaram por emigrar para a Holanda. Como a globalização afeta, e de que maneira, o futebol, não é de estranhar que esta vaga de "novos holandeses" acabasse por ganhar espaço e relevo nas seleções do "país das tulipas". Duas das maiores estrelas holandesas com sangue do Suriname a correr-lhe nas veias foram, inquestionavelmente, Frank Rijkaard e Ruud Gullit, peças fundamentais na conquista do título europeu em 1988, e que se tornaram, juntamente com Marco Van Basten, num dos mais bem sucedidos e mediáticos tridentes do futebol internacional ao serviço do AC Milan. O seu virtuosismo técnico, arte, imaginação e força física vieram conferir um "perfume" e um "colorido" diferente ao futebol holandês. Basta olhar para uma fotografia da seleção que em 1974 se sagrou vice-campeã mundial para atestar que nem um atleta negro fazia parte do onze mais utilizado. Hoje, essa realidade seria impensável. A influência dos craques negros com origens no Suriname nos relvados holandeses foi mais notória a partir dos anos 80.

O grande símbolo desta salutar influência no futebol holandês foi Ruud Gullit, filho de pai natural do Suriname e de mãe holandesa. Estreou-se pela seleção holandesa, aos 20 anos, a 14 de abril de 1982. Desde aí que o filão nunca mais parou. Da mesma idade, Frank Rijkaard foi um dos senhores que se seguiu. Clarence Seedorf e Edgar Davids, dois dos mais bem sucedidos médios do futebol internacional das últimas décadas, nasceram mesmo em Paramaribo, capital do Suriname, assim como Aron Winter, um dos mais internacionais pela Holanda, Stanley Menzo ou Jimmy Floyd Hasselbaink, que brilhou nos relvados portugueses ao serviço do Campomaiorense e Boavista. Outros craques holandeses do passado com ligações ao Suriname foram, desde logo, Winston Bogarde e Patrick Kluivert, mas também Bryan Roy ou o antigo benfiquista Gaston Taument. Na atualidade, para além de Wijnaldum, também Eljero Elia, Luciano Narsingh, Nigel de Jong, Jeffrey Bruma, Kenneth Vermeer ou o "caso perdido" Royston Drenthe são outros internacionais holandeses com ligações ao Suriname.

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Tuesday, May 05, 2015

Tem 59 anos e foi titular em nove jogos esta época

Diz o ditado que “velhos são os trapos”. Fernando Melo personifica na perfeição este dito popular e é um raro caso de longevidade no futebol em Portugal. Aos 59 anos, o bancário de profissão, natural da Guarda, continua a jogar futebol federado e não garante que não vá chegar à “barreira” dos 60 ainda em atividade. Na presente época, representou o Mileu Guarda Sport Clube, clube da cidade mais alta do país que competiu na IIª Divisão Distrital da Associação de Futebol da Guarda.

Melo foi titular em nove dos 17 jogos que a equipa disputou na temporada que terminou no último domingo, entre campeonato, Taça de Honra e Taça de Promoção. Feitas as contas, o veteraníssimo guardião fez mais 90 minutos que o seu companheiro de posição, que tem idade para ser seu neto. O segredo para continuar a jogar passa por “gostar muito de futebol e ter uma vida mais ou menos regrada sem grandes excessos, para além de uma condição física que me permite ter o mesmo peso há muitos anos”, explicou, em exclusivo à Blasting News, o atleta que completou 59 anos no passado dia 17 de março.

Esta é uma espécie de “segunda vida” de Melo no futebol depois de um interregno em 2012/2013, após 40 épocas consecutivas de inscrições na Federação Portuguesa de Futebol. Na pré-época de 2013/2014, o também elemento mais velho da equipa do Núcleo das Velhas Guardas da Associação Cultural e Desportiva da Guarda/Associação Desportiva da Guarda deu nas vistas num amigável com o Mileu e recebeu o inesperado convite para regressar ao ativo. Após alguma hesitação, acabou por aceitar e esta época decidiu permanecer. Melo revela que outro dos fatores que “ano após ano me levam a adiar a decisão de abandonar” é a “amizade” que mantém com os diretores do Mileu e com o treinador Liberalino Almeida, seu companheiro de equipa na extinta Desportiva da Guarda.

Quando questionado se terá disputado o seu último jogo oficial no último domingo, em que o Mileu empatou a quatro bolas em Paços da Serra, o guarda-redes que se iniciou no futebol aos 14 anos confessa que ainda não decidiu: “Não sei se terá sido o meu último jogo. Vamos ver como estarei em agosto ou setembro e depois decido”, salienta o atleta que se mostra “orgulhoso” por “ainda poder dar alguma coisa ao futebol com esta idade”, mas ao mesmo tempo lamenta que haja “falta de guarda-redes” na zona da Guarda. Ao longo da sua extensa carreira, Melo representou a Desportiva da Guarda, Mangualde, Souropires, Guarda Desportiva, Estrela de Almeida e Mileu.

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Wednesday, April 22, 2015

Viveu o sonho do Chelsea mas desceu à realidade dos Distritais

Ricardo Fernandes chegou a Londres movido pelo sonho de brilhar na Premier League. Partilhou o balneário com Didier Drogba, Frank Lampard e John Terry. Contudo, os sonhos nem sempre se concretizam e hoje o médio ofensivo tenta brilhar ao serviço do Penelense, da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Coimbra, bem longe dos holofotes dos principais relvados ingleses.

Estávamos em 2005, ano do primeiro "reinado" de José Mourinho em Inglaterra, quando representantes do Chelsea vieram a Portugal para recrutar três jovens promissores da Academia do Sporting. Eram eles Ricardo Fernandes, Fábio Ferreira e Adrien Silva. Curiosamente, o único dos três que "roeu a corda" ao mais que provável campeão inglês foi o que, até ao momento, teve maior sucesso. Adrien Silva é hoje titular indiscutível da formação leonina e internacional pela seleção A. Os outros dois, na altura com 16 anos, não dispuseram de muitas oportunidades na transição para seniores no clube londrino e foram obrigados a rumar a outras paragens. Fábio Ferreira joga na Austrália há cinco anos, tendo já conhecido três clubes. Quanto a Ricardo Fernandes foi o que menos sucesso e sorte teve. Afetado por uma grave lesão, uma rotura quase total dos ligamentos no joelho direito, quando jogava na equipa de reservas do clube londrino, treinada por Brendan Rodgers, atual técnico do Liverpool, o então promissor médio também não beneficiou da troca de José Mourinho por Luiz Felipe Scolari no comando técnico do clube londrino. O brasileiro não deu aval à renovação com Ricardo e Fábio, e foi aí que o sonho se começou a desvanecer.

Desde que terminou a ligação ao Chelsea, Ricardo Fernandes tem jogado nos escalões secundários portugueses. O médio já passou por Marinhense, Sporting de Pombal e Naval 1º de Maio. No início da presente época, chegou ao Penelense para manter a forma e tentar ajudar o clube a subir aos Nacionais, um objetivo que já não pode ser alcançado. O médio elogia a postura de Drogba e de Cristiano Ronaldo, mas de Fábio Paim, de quem é amigo, prefere nem falar. Segundo o site da Federação Portuguesa de Futebol, Ricardo João Veludo Oliveira Fernandes representou Portugal por 22 vezes, três nos sub-16, 14 nos sub-17 e cinco nos sub-18.

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Friday, April 17, 2015

Craques que tiveram o azar de nascer no país errado

Qualquer profissional de futebol ambiciona disputar as grandes competições, tanto a nível de clubes como de seleções. Contudo, por muito talentoso que um jogador possa ser, isso não lhe garante a participação num Mundial ou Europeu, por exemplo. Não são raros os casos de autênticos craques que nunca tiveram a oportunidade de disputar um grande campeonato em representação da sua seleção. Tudo porque tiveram a "infelicidade" de terem nascido no local errado, em países normalmente sem grande expressão futebolística e em que os seus companheiros de equipa normalmente estão muitos furos abaixo do seu nível.

 Na atualidade há, desde logo, um caso que salta à vista. Aos 25 anos, Gareth Bale, um dos jogadores mais caros do mundo, ainda sonha com a participação num Mundial ou Europeu. Porém, o companheiro de Cristiano Ronaldo no Real Madrid parece finalmente estar bem encaminhado para o conseguir, pois o seu País de Gales partilha surpreendentemente a liderança do grupo B de qualificação para o Europeu de 2016 com a Bélgica. Para a excelente campanha muito contribui também Aaron Ramsey, médio do Arsenal. A mesma sorte já não terão os seus compatriotas Ryan Giggs ou Craig Bellamy, que ainda assim representaram a Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Também David Alaba, um dos melhores laterais esquerdos da atualidade, ainda anseia pelo regresso da sua Áustria a uma grande competição. Para já, a seleção do jovem do Bayern de Munique está muito bem lançada para poder marcar presença no Euro-2016, pois lidera o grupo G de qualificação. Igualmente na Alemanha, mas no Borussia Dortmund, encontram-se outros dois grandes jogadores que dificilmente alguma vez chegarão a um Mundial. Um é o arménio Henrikh Mkhitaryan, principal estrela de uma seleção que continua a evoluir, mas ainda sem se conseguir imiscuir entre as grandes equipas. O outro é Pierre-Emerick Aubameyang que, apesar de ter nascido em França, optou por representar o Gabão, atualmente treinado pelo português Jorge Costa, que ainda sonha com a sua estreia num Campeonato do Mundo.

Também de África, e oriundo de outro país sem grande expressão no futebol internacional, é o queniano Victor Wanyama, peça importante no Southampton de Ronald Koeman, após ter sido campeão escocês no Celtic. Aos 36 anos, Eidur Gudjohnsen, que conta no currículo com passagens por Chelsea, Barcelona ou Mónaco, ainda é chamado à seleção da Islândia e continua a sonhar com a participação num Europeu. Para já, a seleção nórdica ocupa o segundo lugar do Grupo A, com mais cinco pontos que a Holanda. Há, por isso, razões para continuar a sonhar.

Também no passado houve grandes jogadores que nunca disputaram grandes competições de clubes por representarem seleções sem grande expressão. Um dos casos mais mediáticos é o do liberiano George Weah, melhor jogador do mundo em 1995, e que espalhou magia nos relvados ao serviço do Milan, PSG, Chelsea ou Mónaco. O norte-irlandês George Best, o finlandês Jari Litmanen, o ganês Abedi Pelé - o Gana só se estreou em Mundiais em 2006 - ou o galês Ian Rush são outros casos de craques que nunca competiram num Mundial.

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Wednesday, April 15, 2015

Depois de Malta, Fábio Paim vai jogar na Lituânia

Fábio Paim é um dos reforços do desconhecido FK Neveziz, da Lituânia, atual líder da 1 Lyga, a segunda divisão daquele país de Leste. Para trás fica mais uma experiência mal sucedida em Malta, onde o talentoso extremo formado no Sporting não conseguiu melhor que alinhar apenas em três jogos pelo Mosta FC, todos eles saído do banco de suplentes e nos quais viu três cartões amarelos. O novo clube do atleta, que em tempos foi apontado como uma das principais promessas do futebol nacional, aposta forte na subida de escalão e, para já, soma três vitórias nos três jogos já disputados. Fábio Paim vai envergar a camisola número sete, como é possível verificar no site do clube lituano, onde surge bem sorridente nas fotos aí disponibilizadas.

A sua página de Facebook também não esconde que já está no país de Edgaras Jankauskas, antigo jogador de Benfica e FC Porto. O talentoso mas errático jogador que um dia viu Cristiano Ronaldo admitir que seria melhor do que ele está transformado num autêntico "globetrotter" do futebol mundial e vai colecionando experiências mal sucedidas, todas elas bem distantes do estrelato que nas camadas jovens se previa que viesse a alcançar.

Apontado desde cedo como uma das "coqueluches" da formação leonina, muitos não compreendiam a razão de Paulo Bento não conceder uma oportunidade ao jovem craque para realizar, pelo menos, uma pré-época, com o plantel principal dos leões. Contudo, o tempo acabou por dar razão ao ex-selecionador nacional, pois aos 27 anos o jogador nunca conseguiu impor-se no futebol profissional. Ainda com idade de júnior, Fábio Paim teve a primeira experiência no futebol sénior no Olivais Moscavide, na Segunda Liga, onde surpreendentemente não se conseguiu impor. Esteve depois perto de ser emprestado aos belgas do Roeselare, mas acabou por rodar no Trofense e Paços de Ferreira, sempre sem conseguir a "explosão" que muitos esperavam.

Em 2008/2009, chegou a Stamford Bridge para representar a equipa de reservas do Chelsea, embora com a ambição de poder vingar para convencer José Mourinho a pedir a sua contratação. Voltou a não dar certo. Desde aí que vem alternando de clube e de país. Da China à Grécia, passando por Angola e pelos escalões secundários portugueses, Fábio Paim já procurou a sorte em vários continentes e divisões. Sempre sem sucesso. Resta esperar para ver o que vai acontecer agora na Lituânia.

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Friday, April 10, 2015

Um campeão europeu a jogar nos Distritais

Aos 16 anos, Tiago Costa era titular indiscutível dos juvenis do FC Porto e sagrava-se campeão europeu de sub-17 ao lado de atuais craques do futebol internacional como João Moutinho, Miguel Veloso, Vieirinha ou Paulo Machado. Hoje, 12 anos depois, representa o Merelinense, do Pro-Nacional da Associação de Futebol de Braga, e tem a mágoa de nunca ter tido uma oportunidade no principal escalão do futebol nacional.

No campeonato europeu disputado em Viseu, o defesa central estava tapado no onze titular por Miguel Veloso e Paulo Ricardo, formado no Vitória de Guimarães e que também nunca chegou à Primeira Liga. Tiago Costa foi apenas utilizado no jogo com a Hungria, tendo atuado os 90 minutos, numa partida em que Portugal já tinha assegurado a qualificação para a fase seguinte. O então jovem nascido em Vila Nova de Gaia foi ainda convocado para o Mundial do mesmo escalão disputado na Finlândia. Foi titular na partida com os Camarões e fez um auto-golo nesse jogo que terminou com um vibrante empate a cinco bolas, naquela que foi a última ocasião em que envergou a camisola das quinas. De acordo com o site da Federação Portuguesa de Futebol, Tiago Miguel Fernandes Costa representou Portugal por 24 vezes, 10 nos sub-16 e 14 nos sub-17. A ligação ao FC Porto não terminou da forma desejada. Uma rotura de ligamentos cruzados num joelho fê-lo não renovar com o emblema azul e branco, ainda com idade de júnior.

Esteve perto de assinar com a Naval 1º de Maio, mas acabou no Valenciano, onde não permaneceu muito tempo. Seguiu-se o Moreirense, então nos escalões secundários, o Vilaverdense, onde se viu a braços com mais uma lesão grave no joelho, e o Esmoriz. Mais recentemente esteve no Amares e no Santa Maria, onde permaneceu três temporadas antes de assinar, no início da presente temporada, pelo Merelinense Futebol Clube, atual sexto classificado da Pro-Nacional da Associação de Futebol de Braga. Em 2013, o defesa deu uma entrevista onde ainda acalentava esperanças de chegar à principal divisão do futebol nacional, culpando as lesões por ainda não o ter conseguido. Mas como o futebol não é tudo na vida, não descurou os estudos e aposta numa carreira na área do Direito quando pendurar as chuteiras. Para além de Tiago Costa, há outros três campeões europeus de Viseu que nunca chegaram à Primeira Liga. Márcio Sousa, principal "estrela" dessa equipa e que marcou os dois golos na final, está no Tondela, atualmente em posição de subida ao escalão principal. Paulo Ricardo, titular indiscutível no centro da defesa, está no Vianense, do Campeonato Nacional de Seniores, e Pedro Freitas, suplente de Mário Felgueiras na altura do Europeu, representa os açorianos do Santa Clara, na Segunda Liga.

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Tuesday, April 07, 2015

Nove irmãos que jogam por países diferentes

No futebol não são raros os casos de irmãos que jogam em clubes diferentes. O mesmo não sucede quando se fala de seleções. À partida, quem partilha o mesmo sangue deveria defender o mesmo país, mas nem sempre assim sucede. Os "manos" Boateng, Pobga, Matic e Alcântara são disso um bom exemplo.

O caso mais mediático é o dos irmãos Boateng. Jérôme, defesa do Bayern de Munique, joga pela Alemanha, enquanto que Kevin-Prince, médio do Schalke 04, pelo Gana. Filhos de pai ganês e de mães alemãs, os dois meio-irmãos nasceram ambos na Alemanha, nos arredores de Berlim e poderiam representar o mesmo país, tanto que Kevin representou as seleções jovens germânicas até aos sub-21. Contudo, em 2010, nunca tendo sido chamado para defender a "Mannschaft", o médio ofensivo de 28 anos acabou por aceitar o convite do país do seu pai para representar o Gana no Mundial da África do Sul. Curiosamente, o sorteio ditou que Gana e Alemanha ficassem no mesmo grupo, daí que os Boateng tenham protagonizado o primeiro caso de dois irmãos a defrontarem-se num Campeonato do Mundo. Na altura, levou a melhor o mano mais novo, hoje com 26 anos, que venceu por 1-0. O destino é mesmo tramado e em 2014 os dois irmãos voltaram a calhar no mesmo grupo. Dessa vez, registou-se um empate a duas bolas.

O segundo caso aqui apresentado é o de dois irmãos que já jogaram em Portugal. Um com muito mais sucesso do que o outro. Nemanja Matic destacou-se pelo Benfica e é hoje uma das principais figuras do Chelsea de José Mourinho. O possante trinco esquerdino, de 26 anos, é internacional pela Sérvia e ainda recentemente marcou um grande golo a Portugal num jogo de qualificação para o Euro 2016. Já o seu irmão mais novo, Uros, teve uma passagem muito mais efémera pelo futebol nacional. Não passou do Benfica B e atualmente representa os holandeses do NAC Breda. Apesar de já ter jogado pelos sub-19 da Sérvia, país onde nasceu, o médio ofensivo de 24 anos já declarou o seu amor à Macedónia, terra-natal da sua avó paterna. Ainda não se estreou, mas já integrou a última convocatória.

Os três Pogba são outro caso de irmãos que defendem países diferentes. O mais conhecido é, indiscutivelmente, o mais novo dos três. Paul Pogba é, aos 22 anos, um dos médios mais disputados da atualidade. É titular indiscutível da Juventus e da seleção francesa. Nascido em França, representou as seleções jovens gaulesas e não foi devidamente valorizado no Manchester United. Menos conhecidos são os seus dois irmãos. Os gémeos Florentin e Mathias, nascidos na Guiné Conakri há 24 anos. Florentin é defesa central do Saint-Étienne e internacional pelo país onde nasceu, apesar de ter crescido em França. O mesmo se passa com Mathias, ponta-de-lança que representa atualmente o Crawley Town, do terceiro escalão inglês, após ter começado a época nos italianos do Pescara.
O brasileiro Mazinho foi campeão do mundo em 1994 e nessa altura estaria longe de imaginar que um dia poderia ver dois filhos a jogar por países diferentes. É o que mais tarde ou mais cedo deverá acontecer. Thiago Alcântara, de 23 anos, até nasceu em Itália, na altura em que o pai jogou no país, mas foi em Espanha que cresceu e desde muito novo representou o Barcelona, até há duas épocas se transferir para o Bayern de Munique. Um ano mais novo, Rafinha também foi formado no Barcelona, onde vem sendo utilizado regularmente por Luis Enrique, técnico que trabalhou consigo no Celta de Vigo na época anterior, onde esteve emprestado. Apesar de ter dupla nacionalidade já afirmou que optou pelo Brasil e, depois de já ter representado os dois países nas seleções jovens, anseia por uma chamada de Dunga para representar a equipa principal canarinha.

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Monday, March 30, 2015

Distrital da Guarda é o campeonato mais equilibrado do país

Dificilmente haverá um campeonato com mais emoção do que o Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol da Guarda. Quando faltam disputar apenas três jornadas para o final da prova, há três equipas que partilham a liderança da competição. Todas com os mesmos 52 pontos. Apontado como um "outsider" no início do campeonato, o Vilanovenses esteve isolado no comando durante muitas jornadas, chegou a ter sete pontos de vantagem, mas perdeu fulgor nas últimas rondas e arrisca-se a "morrer na praia".

A equipa de Vila Nova de Tazem não ganhou nas últimas três jornadas e no domingo não conseguiu melhor que um empate a zero em casa do "lanterna vermelha" Guarda Unida Desportiva. Quem aproveitou para se "colar" ao ainda líder foram os dois grandes candidatos no início da época: Manteigas, despromovido do Campeonato Nacional de Seniores, e o Sporting do Sabugal, que apostou numa nova equipa técnica e se reforçou com alguns dos melhores jogadores da prova. Olhando para o calendário, perspetiva-se um "escaldante" Sporting do Sabugal-Vilanovenses na penúltima jornada. Até lá, na antepenúltima ronda, agendada para 12 de abril, o Vilanovenses recebe o Ginásio Figueirense, 10.º classificado, enquanto que os seus adversários diretos jogam fora de portas. O Manteigas desloca-se a Vila Cortês do Mondego, no concelho da Guarda, enquanto que o Sporting do Sabugal tem uma viagem teoricamente mais complicada ao reduto do Sporting da Mêda, que ocupa a quinta posição. Na penúltima jornada, o Manteigas recebe o Soito, atual quarto classificado, e, em caso de vitória, sabe que ganhará pontos a, pelo menos um, dos seus rivais.

Ao contrário do que sucedeu nas últimas temporadas, em que o campeão distrital foi conhecido muito cedo, só na derradeira jornada, agendada para 3 de maio, é que se vai saber quem sucederá ao Desportivo de Gouveia na lista de detentores do título. Partindo do pressuposto de que as três equipas chegarão àquela data em condições de lutar pelo primeiro lugar, vai ser um dia de emoções bastantes fortes para os aguerridos adeptos das três equipas. Mais uma vez, o Vilanovenses joga perante o seu público frente ao Figueirense, enquanto que o Manteigas enfrenta uma deslocação, que se antevê complicada, a Aguiar da Beira. Já o Sabugal visita o "vizinho" Vilar Formoso, que nesta altura ainda não tem a manutenção assegurada. O equilíbrio entre as três equipas não podia ser maior e, nesta fase, têm todas 16 vitórias, quatro empates e três derrotas. O Manteigas detém o melhor ataque com 63 golos marcados e o Sabugal a melhor defesa com 14 tentos encaixados, enquanto que o melhor "goal-average" também pertence à equipa da Serra da Estrela. Olhando para os confrontos diretos, se fizermos um "mini-campeonato", Manteigas e Vilanovenses somam seis pontos e o Sabugal três, mas ainda pode fazer os mesmos seis, em caso de triunfo na receção ao Vilanovenses…

Nos jogos entre si, o Manteigas ganhou em casa pela margem mínima ao Sabugal, que devolveu a derrota pelo mesmo resultado e perdeu em casa com o Vilanovenses por 2-1, conseguindo "vingar-se" há duas jornadas ao ganhar por 3-2 quando estava a perder por 2-0 ao intervalo. Portanto, está tudo em aberto e qualquer uma das três ainda pode sonhar com a conquista do título de campeão distrital.

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Friday, March 27, 2015

Se Portugal defrontasse a Jugoslávia em vez da Sérvia seria assim

Samir Handanovic, Branislav Ivanovic, Vedran Corluka, Nemanja Matic, Darijo Srna, Ivan Rakitic, Miralem Pjanic, Luka Modric, Mario Mandzukic, Edin Dzeko e Stevan Jovetic. Este seria provavelmente o onze que Portugal defrontaria no próximo domingo, caso a "guerra dos Balcãs" não tivesse existido na década de 90 do século passado e a Jugoslávia não tivesse sido desintegrada. Apelidada de "Brasil da Europa", devido ao virtuosismo e técnica dos seus atletas, a Jugoslávia sagrou-se campeã mundial de sub-20 em 1987. Treinada por Mirko Jozic, antigo técnico do Sporting, essa seleção tinha como grande estrela Robert Prosinecki, considerado "bola de ouro" da competição, mas incluía outros craques como Davor Suker, segundo melhor marcador da prova, Predrag Mijatovic, Zvonimir Boban ou Robert Jarni, que passaram por grandes clubes europeus. Mais velhos e que representaram a Jugoslávia no Itália 90, Dragan Stojkovic, Srecko Katanec, Alen Boksic e Dejan Savicevic davam ainda mais classe a esta seleção. Em 1991, o Estrela Vermelha de Belgrado ganhou a Taça dos Campeões Europeus com uma formação composta maioritariamente por jogadores jugoslavos, numa demonstração clara da "força" futebolística daquela zona. Contudo, a "guerra dos Balcãs" não demorou muito a rebentar e, razões políticas à parte, foi uma pena que esta equipa fortíssima tivesse sido desmembrada, dando origem a seis novas repúblicas: Eslovénia, Sérvia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Macedónia.

Este era um cenário hipotético que, à partida, colocaria muito maiores dificuldades à seleção nacional portuguesa comandada por Cristiano Ronaldo que sabe que, em caso de vitória no próximo domingo, ficará com o caminho livre para assegurar a presença no Europeu de 2016. Já a formação balcânica vai surgir no Estádio da Luz a fazer tudo para tentar garantir um triunfo que lhes possa manter acesa a esperança de se conseguirem intrometer na luta pelo apuramento. Uma tarefa que parece muito complicada após a derrota aplicada na secretaria após os tumultos verificados na receção à Albânia e um desaire caseiro com a Dinamarca. Matic e Ivanovic são por hoje as principais referências da Sérvia, cuja convocatória inclui, para além do trinco do Chelsea, outros três atletas que já alinharam em Portugal. São eles: o guarda-redes Vladimir Stojkovic, atualmente nos israelitas do Maccabi Haifa e que teve uma passagem conturbada pelo Sporting; o extremo Lazar Markovic, hoje no Liverpool após ter deixado o Benfica no final da época passada; e Filip Djuricic, que evolui no Southampton FC, emprestado pelos "encarnados".

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Friday, March 20, 2015

Equipa dos Distritais entrou em campo com 10 jogadores… (e suplentes no banco)

O futebol distrital é pródigo em situações insólitas e em Amares, no distrito de Braga, presenciou-se mais um caso digno de registo no último domingo. Em jogo referente à 26ª jornada da Pro-Nacional da Associação de Futebol de Braga, o FC Amares recebeu o Desportivo de Ronfe, que iniciou a partida apenas com 10 elementos, embora se tenha apresentado com vários suplentes. Tudo porque houve uma troca de cartões de dois atletas com o apelido Martins. Como os diretores só trouxeram o cartão do Martins júnior, o Martins sénior, escalado como titular, não pôde entrar em campo até que o seu cartão chegasse de Ronfe, no concelho de Guimarães, cerca de dois minutos depois do apito inicial do árbitro. Esta é uma situação perfeitamente legal, já que no limite, qualquer equipa se pode apresentar para jogar apenas com sete elementos, mas não deixa de ser caricata. Porém, o esforço dos diretores acabou por ser inglório, uma vez que o FC Amares acabou por vencer por 3-2 com um golo apontado nos descontos após ter estado a ganhar por 2-0. Cunha Antunes, presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Braga, já considerou que se trata de uma situação insólita mas que está prevista nos regulamentos e desde que o ou os atletas estejam previamente inscritos na ficha de jogo, e o árbitro esteja avisado, não há problema.

De referir que esta tem sido uma época bastante atribulada no Ronfe, já que em fevereiro, quando se encontrava em excelente posição para atacar a subida ao Campeonato Nacional de Seniores, o Ronfe ficou sem treinador e 13 atletas que saíram em protesto contra a posição da direção do clube de prescindir dos serviços de três jogadores por motivos financeiros. Para contrariar esta autêntica sangria, a direção teve de ir procurar reforços a outras paragens e curiosamente o Martins que esteve no cerne desta questão foi um dos atletas que foi contratado, no caso ao Ninense, depois de na época anterior se ter sagrado campeão distrital pelo Santa Eulália e de já ter representado o Ronfe há várias temporadas.

Na época anterior passou-se uma situação ainda mais caricata em Pinhel, em jogo da 1ª Divisão Distrital da Guarda, quando os dirigentes do Paços da Serra se esqueceram dos cartões dos seus jogadores e o jogo não se realizou. Um erro que custou bem caro à equipa do concelho de Gouveia que acabou por descer de divisão. No mesmo campeonato, mas na temporada 2005/2006, os Alverquenses entraram em campo também com 10 jogadores numa partida em Aguiar da Beira mas nesse caso porque não tinham mesmo mais atletas para fazer figurar na ficha de jogo.

Artigo colocado originalmente em http://pt.blastingnews.com/desporto/2015/03/equipa-dos-distritais-entrou-em-campo-com-10-jogadores-e-suplentes-no-banco-00313857.html

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Monday, March 16, 2015

Sporting da Covilhã tem razões para sonhar com subida à Primeira Liga

Apesar de ter um dos orçamentos mais baixos da Segunda Liga Portuguesa, o Sporting da Covilhã vai abordar o último terço do exigente campeonato com legítimas aspirações de se intrometer na luta pela subida ao escalão principal do futebol nacional. A equipa treinada pelo competente Francisco Chaló, o único técnico que já trabalhou em todas as divisões do futebol português, partilha atualmente o quarto posto da Segunda Liga com as equipas secundárias de Sporting e Benfica a apenas cinco pontos do Tondela, onde foi empatar a semana passada, e a seis do Desportivo de Chaves, que ocupam os lugares de subida.

O Sporting da Covilhã tem feito do Estádio José Santos Pinto, onde o clube viveu alguns dos melhores momentos da sua história, uma autêntica fortaleza, mostrando que os seus associados estavam certos quando votaram favoravelmente a possibilidade de voltarem a jogar na zona mais alta da cidade em detrimento do Complexo Desportivo. O notável desempenho da formação serrana surge alicerçado numa estratégia que tem vindo a dar os seus frutos ao longo dos tempos e que passa por se reforçar com atletas vindos de escalões inferiores e de estrangeiros desconhecidos que encontram no clube da Serra da Estrela uma porta de entrada nos campeonatos profissionais. A par de uma solidez defensiva assinalável, onde se destaca a solidez do veterano Taborda na baliza, outros dos segredos da equipa são os seus extremos bastantes talentosos como são os casos de Traquina, vindo do Sertanense, ou de Bilel Aouacheria, de apenas 20 anos. O jovem francês vindo da equipa B do Saint-Étienne (na foto) cumpriu um período de experiência na pré-época e tem vindo a demonstrar valor para outros voos como atestam os seus nove golos, quatro dos quais apontados nos últimos três jogos. Outros jogadores em foco têm sido o ugandês Kizito, com 10 golos, ou o ponta-de-lança brasileiro Erivelto, melhor marcador da equipa com 13 golos. Outra situação digna de realce tem sido a maior paciência demonstrada pelo presidente José Mendes quando a equipa atravessa momentos menos positivos. No clube há mais de uma década, o dirigente nunca manteve um técnico durante tanto tempo como tem sucedido com Francisco Chaló, o seu 15º treinador.

Com uma situação financeira estável e controlada, o clube faz do rigor orçamental uma das suas bandeiras e tem conseguido atrair alguns atletas que hoje brilham em equipas do futebol nacional e até internacional. Só na última década passaram pelo clube jogadores como João Real (Académica), Rui Miguel (Rapid de Bucareste), Nuno Coelho (Arouca), Tarantini (Rio Ave) Bura (Penafiel), Jorge Monteiro (AEK Larnaca), Steven Vitória (Philadelphia Union), Fábio Ervões (Boavista), Pizzi (Benfica), Josué (Bursaspor), Ivo Pinto (Dinamo Zagreb), Jason Davidson (West Bromwich Albion), Abdoulaye Ba (Rayo Vallecano), Gegé (Marítimo), Gui (Vitória de Guimarães), Fofana (Omonia Nicósia), Dani Coelho (Penafiel), Aníbal Capela (Académica), Idris (Boavista), Alireza Haghighi (Penafiel) e Alex Kakuba (Estoril). Um lote que, caso continuasse no clube, chegaria certamente para o clube fazer campanhas tranquilas na Primeira Liga e até, quem sabe, sonhar com as competições europeias.

Foto: Filipe Pinto/Foto Académica

Artigo colocado originalmente em http://pt.blastingnews.com/desporto/2015/03/sporting-da-covilha-tem-razoes-para-sonhar-com-subida-a-primeira-liga-00307855.html

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Friday, March 13, 2015

Velho amigo do Benfica é rei dos marcadores em França

Alexandre Lacazette marcou apenas dois golos em jogos oficiais na época 2010/2011. Muito pouco para um avançado mas um desses tentos foi muito apreciado em Portugal, pois permitiu ao Benfica apurar-se para a Liga Europa, competição em que viria a atingir as meias-finais até ser eliminado pelo Sporting de Braga. Porém, caso não fosse o golo apontado pelo então jovem de 19 anos na receção do Lyon ao Hapoel Telavive, o Benfica teria sido eliminado prematuramente das competições europeias. Foi ao minuto 88 que o avançado proveniente das camadas jovens do clube gaulês restabeleceu a igualdade com a formação israelita, o que lhe granjeou grande popularidade entre os adeptos benfiquistas. Na altura, muitos fizeram questão de agradecer ao avançado francês a continuidade do Benfica na Europa do futebol na sua página de facebook.

Desde aí muita coisa mudou, a começar pelo visual do jogador que passou a usar cabelo mais curto. Também a sua importância no seio do plantel foi subindo de época para época e hoje é a figura principal do clube que lidera a Ligue 1 e sonha voltar a conquistar um campeonato que lhe foge desde a temporada 2007/2008. Começou a surgir com frequência entre a equipa titular em 2012/2013 e na época passada já esteve em destaque ao chegar à marca de 15 golos no campeonato. Até explodir verdadeiramente esta época. Os seus 23 golos dão-lhe a liderança isoladíssima da lista de melhores marcadores da Ligue 1 com mais sete que Gignac e 11 que Zlatan Ibrahimovic. A melhoria na performance e na veia goleadora de Lacazette está relacionada com a mudança do seu posicionamento, passando de extremo para uma posição mais central no ataque, onde se destaca pelo poderio físico, grande poder de finalização e capacidade técnica.

Internacional pelas seleções jovens francesas, o jogador nascido em Lyon já disputou cinco partidas pela seleção principal mas ainda não se estreou a marcar pela equipa treinada por Didier Deschamps. A excelente temporada que Lacazette está a protagonizar está naturalmente a despertar a cobiça de outros emblemas, especialmente ingleses, e muito dificilmente continuará no Lyon. Fala-se em Manchester City, Arsenal e Tottenham mas não será fácil aos interessados convencerem o presidente do Olympique que já fez saber que o ponta-de-lança não tem preço e que é melhor que Gareth Bale… Alexandre Lacazette atravessa um momento de forma verdadeiramente espetacular. Marcou por duas vezes em seis jogos, fez um hat-trick e tem praticamente uma média de um golo por jogo, tendo marcado por seis vezes de penálti. Já bateu inclusive as melhores marcas de Bafetimbi Gomis e Karim Benzema, com quem poderá vir a formar uma dupla temível na seleção gaulesa. 

Artigo colocado originalmente em http://pt.blastingnews.com/desporto/2015/03/velho-amigo-do-benfica-e-rei-dos-marcadores-em-franca-00304741.html

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Friday, February 27, 2015

A “penaltidependência” do Vitória de Guimarães

André André arrisca-se a ser um dos melhores marcadores da liga portuguesa. À passagem da 22ª jornada, o médio de 25 anos soma 11 golos, pulverizando todos os números das épocas anteriores, sendo que apenas três desses tentos não resultaram de pontapés da marca de grande penalidade. O Vitória de Guimarães é, de longe, a equipa que mais marcou de pénalti na presente edição da liga portuguesa. De resto, a equipa treinada por Rui Vitória soma 35 golos marcados, dos quais nove foram de pénalti (praticamente um quarto dos golos). Bernard iniciou a época como marcador dos castigos máximos mas depois de falhar um na visita ao Marítimo passou a ser André André a assumir essa responsabilidade e com excelentes resultados. Desperdiçou um na receção ao Belenenses, mas manteve a confiança do técnico e voltou a marcar na última jornada em Paços de Ferreira. A dependência dos vimaranenses dos castigos máximos é evidente e nos últimos seis jogos beneficiaram de cinco pénaltis e, mesmo assim, estão há cinco partidas sem ganhar.
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Thursday, February 19, 2015

Dupla Bonito & Feio bem lançada para regressar aos Nacionais

Um é Feio, o outro Bonito. Um é avançado, o outro defesa. Têm nomes antagónicos e ocupam posições bem diferentes dentro do campo mas estas duas referências do Vasco da Gama da Vidigueira parece que não sabem viver um sem o outro. Esta não é a primeira vez que este espaço dá protagonismo a esta dupla. A primeira vez foi em outubro de 2012 e desde aí muita coisa mudou. Zé Feio entretanto representou outros clubes alentejanos - Aljustrelense e Sporting de Viana -, regressando esta época ao clube que lidera isolado o Distrital de Beja. Já Diogo Bonito manteve-se fiel ao clube da terra de onde é natural e até já ostenta o estatuto de capitão. Para além do bom futebol que pratica, o CF Vasco da Gama é conhecido por juntar uma verdadeira "parada" de atletas com nomes singulares. Ao Feio e ao Bonito juntam-se, por exemplo, o Ivan Ferro, o Nelson Prego, o Ruben Borracha ou o Pedro Calhau.

Foto: Facebook do CF Vasco da Gama

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Thursday, February 12, 2015

Os maiores “flops” da última década em Portugal

Muitos têm sido os casos de futebolistas que chegam a Portugal rotulados de craques ou de grandes promessas que nunca chegam a mostrar os atributos que levaram às suas contratações. Muitos deles contratados por verbas bem avultadas, das quais os clubes nunca obtiveram o respectivo e desejado retorno. Decidi elaborar uma lista (por ordem cronológica) daqueles que considero os maiores 15 “flops” contratados pelos três grandes do futebol nacional durante a última década.

Diego Souza chegou ao Benfica em 2006/2007, após ter dado nas vistas no Brasileirão ao serviço do Fluminense. O médio brasileiro parece ser um daqueles casos de atletas que não se dão bem a jogar fora da sua pátria. Nunca se conseguiu impor no clube “encarnado” e mais recentemente não teve melhor sorte nos ucranianos do Metalist Kharkiv . Não obstante este facto já representou alguns dos melhores clubes brasileiros como Fluminense, Flamengo, Grêmio de Porto Alegre, Palmeiras, Vasco da Gama ou Cruzeiro. Aos 29 anos está no Sport Recife, por empréstimo do Metalist Kharkiv.

Um ano depois, foi a vez de chegar Kikin Fonseca, avançado mexicano que tinha marcado a Portugal no Mundial da Alemanha. Não durou mais que seis meses a “aventura” do ponta-de- lança que só marcou um golo em jogos do campeonato pelo Benfica. Muito pouco para quem custou dois milhões de euros. Não teve outra experiência europeia e o último clube onde jogou foi o Santos de Guapilés, da Costa Rica.

Nesta lista de craques que poderiam ter tido carreiras brilhantes o senhor que se segue é Freddy Adu, que chegou ao Benfica na temporada 2007/08 pelo preço de 1,4 milhões. Rotulado de grande esperança do futebol mundial, o jovem norte-americano, nascido no Gana, tornou-se aos 14 anos no mais novo profissional a actuar num clube da Major League Soccer norte-americana e chegou a ser apelidado de “novo Pelé”. Participou em três Campeonatos do Mundo sub-20 e em janeiro de 2006 tornou-se o mais novo internacional de sempre (16 anos e 234 dias) da equipa nacional norte-americana. Ainda dispôs de bastantes oportunidades no clube encarnado e marcou vários golos. Prestações que não chegaram para convencer, tendo sido posteriormente emprestado a Mónaco, Belenenses e Aris de Salonica. Quebrada a ligação contratual com o Benfica, a “aura” de “eterna promessa” desapareceu e tem acumulado diversas experiências mal sucedidas. Apenas com 25 anos está sem clube após ter passado pelos sérvios do FK Jagodina.

Uma época depois chegou Javier Balboa, que ainda continua a jogar em Portugal, mas nunca justificou os quatro milhões que o Benfica pagou ao Real Madrid para o contratar. Depois de sucessivos empréstimos a clubes secundários de Espanha foi parar ao Beira-Mar. Aos 29 anos, o extremo internacional pela Guiné-Equatorial representa o Estoril.
Um dos piores negócios da história do Sporting foi feito na temporada 2009/2010 quando o clube leonino pagou 6,5 milhões de euros ao Atlético de Madrid por Florent Sinama-Pongolle, avançado francês que, em tempos, chegou a ser apontado como uma das promessas do Liverpool. Marcou apenas um golo em Alvalade, de onde saiu a custo xero, e tem acumulado experiências frustrantes. Assinou há pouco tempo pelos suíços do Lausanne, da IIª Divisão helvética.

No mesmo ano, mas para o outro lado da segunda Circular, chegou Keirrison, emprestado pelo Barcelona que pagou 15 milhões de euros por ele ao Palmeiras. Não deixou saudades na Luz e menos ainda em Camp Nou, onde nunca chegou a jogar. Aos 26 anos, está no Coritiba, onde se deu a conhecer, mas longe do fulgor outrora demonstrado.

Uma época mais tarde chegou o argentino Marco Torsiglieri, por quem o Sporting pagou 3,4 milhões aos leões ao Veléz Sarsfield, num montante bastante levado para um central. O argentino não conseguiu convencer em Alvalade e acabou por ser emprestado e posteriormente vendido (abaixo do preço de custo) ao Metalist Kharkiv. Aos 27 anos, está emprestado ao Boca Juniors.

O FC Porto é o clube que nos últimos anos menos razões de queixa tem em relação a “flops”, com excepção de Ádrian López que apenas esta época chegou ao “Dragão”. Juan Manuel Iturbe, contratado na época 2011/12, rotulado de “novo Messi”, será o caso mais flagrante de um atleta que não confirmou todas as qualidades que lhe eram apontadas. Não se pode dizer que o clube perdeu dinheiro com o talentoso argentino mas , de certo, que os responsáveis portistas esperariam muito mais do extremo que hoje, aos 21 anos, representa a AS Roma, após ter dado nas vistas no Hellas Verona.
Em 2011/2012, o Sporting cometeu mais uma loucura, para grande contentamento do Atlético de Madrid, ao pagar 8,85 milhões de euros por Elias. O internacional brasileiro começou por se assumir como peça importante do meio-campo leonino mas com o passar do tempo foi perdendo protagonismo e transformou-se num elemento dispensável e conflituoso. Após um demorado “braço-de-ferro”, acabou transferido para o Corinthians, por quatro milhões de euros.

Na mesma época, e também vindo de Espanha chegou Jeffrén Suárez. O Sporting pagou ao Barcelona pelo talentoso e promissor extremo 3,750 milhões de euros. Contudo, o jogador, afectado por inúmeras lesões, nunca confirmou as elevadas expectativas e acabou por sair a custo zero, assinando pelo Valladolid. Ainda na mesma época, chegou a Alvalade outro “craque” que não deixou saudades. Valeri Bojinov, que custou 2,6 milhões de euros, marcou apenas dois golos na Liga, e, após ser emprestado a Lecce, Hellas Verona e Vicenza, acabou por ver o clube rescindir, alegando abandono do trabalho. Aos 28 anos, está no Ternana, da serie B italiana.

Na mesma época, chegou ao Benfica um campeão europeu e mundial que toda a gente pensava que iria ser titular indiscutível. Toda a gente menos Jorge Jesus que nunca “foi à bola” com Capdevilla. Vindo do Villareal, o lateral esquerdo foi relegado para suplente de Emerson e no final da temporada acabou por sair para o Espanhol de Barcelona. Aos 37 anos, assinou recentemento pelos belgas do Lierse, após uma breve passagem pelo futebol indiano.

Em 2012/2013 chegou a Alvalade Khalid Boulahrouz, que trazia no currículo uma passagem pelo Chelsea e o facto de ser internacional pela Holanda. Foi titular na maior parte da época mas o seu desempenho nunca convenceu. O Sporting e o futebolista holandês chegaram assim a acordo para a rescisão de contrato, acabando o defesa-central por abandonar Alvalade apenas um ano depois de ter assinado pelo clube português. Hoje com 33 anos, joga no Feyenoord.

Na época transacta foi a vez de Miralem Sulejmani chegar ao Benfica. Rotulado de craque, o extremo sérvio veio a custo zero do Ajax que quatro anos antes pagou 16 milhões pelo seu passe ao Heerenveen. Aos 26 anos, e assolado por algumas lesões, o esquerdino tarda em mostrar todo o potencial que já lhe foi encontrado.

Um caso semelhante é o do seu compatriota Filip Djuricic, médio que custou seis milhões de euros que chegou na mesma altura. Foi pouco utilizado, raramente titular, e na primeira metade da presente época foi emprestado aos alemães do Mainz onde também não se impôs. Agora, foi emprestado ao Southampton até ao final da temporada, onde se espera que possa voltar a mostrar todo o seu talento, ajudado por Ronald Koeman, que o conhece bem da Holanda.

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Tuesday, February 10, 2015

Tsubasa de pólvora seca

Qual o adepto de futebol nascido nas décadas de 80 ou de 90 que nunca ouviu falar de Tsubasa e do seu remate praticamente indefensável? Muito poucos certamente. Tsubasa era a personagem principal de uma série japonesa de desenhos animados, conhecidos em Portugal como "Campeões: Oliver e Benji", que captaram a atenção de milhões de fãs espalhados um pouco pelo mundo inteiro. A história contava a ascensão no mundo do futebol do prodígio Oliver Tsubasa e da sua luta para fazer do Japão a melhor equipa do Mundo. "Campeões: Oliver e Benji" surgiu pela primeira vez em 1981 em versão manga (uma espécie de banda desenhada) e o seu sucesso foi tanto que rapidamente ganhou um lugar na televisão. O seu criador, Yoichi Takahashi decidiu desenhá-la após ter visto o Mundial de 1978 que o fez apaixonar-se pelo futebol. A versão televisiva foi vendida para mais de 100 países, incluindo a maioria da Ásia e o manga é lido nos países que lideram o futebol na Europa. A série influenciou o desporto no Japão e, por causa de Tsubasa, o futebol passou a ser mais popular nas escolas do que o basebol, nos anos 1980.
Por isso não é de estranhar que alguns pais mais fanáticos pela série tenham dado o nome de Tsubasa aos seus filhos, na esperança de, um dia, os verem a seguir as pisadas do “verdadeiro” Tsubasa. Contudo, até hoje, ainda está para nascer algum Tsubasa capaz de se aproximar minimamente do estatuto que o desenho animado granjeou. Tsubasa Yokotake será, de entre os diversos Tsubasas futebolistas, aquele que mais sucesso tem tido, apesar de actualmente representar um clube da terceira divisão nipónica. Natural de Hiroshima, este Tsubasa foi formado no principal clube da cidade, o Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês em 2012 e 2013. Não se conseguiu impor no clube e acabou por ser emprestado ao secundário Gainare Tottorii. Anda assim, chegou a jogar na Liga dos Campeões Asiáticos (como se pode ver nas fotos que ilustram este post). Aos 24 anos, ainda aspirará a mais altos voos, mas certamente que nunca chegará perto do patamar que o seu homónimo e ídolo de infância atingiu.

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Monday, February 02, 2015

Adrián López eleito “rei dos flops”!

Comprado pelo FC Porto ao Atlético de Madrid por 11 milhões de euros (e apenas 60 por cento), Adrián López foi, sem surpresa, eleito o maior flop dos reforços que chegaram esta época ao campeonato português. O avançado espanhol chegou a Portugal rotulado de craque, e com o peso acrescido de ser a contratação mais cara do clube portista na presente época, e ainda não conseguiu mostrar os dotes de goleador que vinha mostrando no campeão espanhol. Actualmente lesionado, o avançado de 27 anos ainda só marcou um golo em jogos oficiais pelo FC Porto e raramente mereceu a preferência do compatriota Julen Lopetegui para assumir a titularidade.

Adrián López foi o escolhido de 79 dos 113 leitores que participaram na votação. Em segundo lugar ficou o sportinguista Simeon Slavchev, com 11 votos, e o benfiquista Bryan Cristante (10). Fora do “top 3” ficaram o alemão Lukas Raeder (7), do Vitória de Setúbal, a “arma secreta” leonina Junya Tanaka e o lateral benfiquista Loris Benito, ambos com três. Entretanto, está aberta nova votação sobre o melhor reforço de inverno. Votem!

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Wednesday, January 28, 2015

Haruna Babangida na mesma equipa de Fábio Paim

O Mosta FC parece estar apostado em reforçar-se com “eternas promessas” do futebol que nunca chegaram a singrar ao mais alto nível. Depois de em agosto do ano passado ter contratado Fábio Paim, o clube de Malta anunciou recentemente a contratação do nigeriano Haruna Babangida, outrora grande esperança da “cantera” do Barcelona, que estava sem clube desde que no final da época 2012/2013 deixou os austríacos do Kapfenberger SV. Podem recordar mais pormenores do extremo de 32 anos neste post que em tempos lhe dediquei.

Para além da eventual visibilidade que este tipo de contratações lhe poderá trazer, de certo que os responsáveis pelo clube que actualmente ocupa o sexto lugar, o último que dá acesso à disputa do play-off de campeão, esperam que o rendimento de Babangida seja bem superior ao do jogador português formado no Sporting. De acordo com o site oficial da BOV Premier League, Fábio Paim apenas alinhou em três jogos – todos como suplente - nos quais conseguiu... ver três cartões amarelos. De resto, não é liquído que o jogador de 26 anos, que tem tentado várias experiências sem sucesso em campeonatos mais ou menos exóticos, ainda continue integrado no plantel do clube da paradisíaca ilha mediterrânica.

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Friday, January 23, 2015

Gladstone: da Juventus a dispensado do “lanterna vermelha” da Liga Portuguesa

Há 10 anos atrás, Gladstone era apontado como uma das grandes esperanças do futebol brasileiro. Formado no Cruzeiro, o defesa central chegou à principal equipa do clube de Belo Horizonte, onde foi campeão e ganhou a Taça do Brasil, e deu nas vistas no Mundial sub-20 de 2005, tendo despertado a cobiça da Juventus, então, tal como hoje, campeã italiana. Foi então emprestado à Vecchia Signora. Porém, não passou de um erro de casting, tendo jogado apenas três minutos num jogo da Taça de Itália. Obviamente que o clube de Turimo não exerceu o direito de compra e em janeiro o possante “zagueirão” acabou por ir parar ao Verona, na altura a disputar a serie B. Mais uma vez, Gladstone não se conseguiu impor e regressou ao Cruzeiro, onde permaneceu duas épocas até ser contratado pelo Sporting. Em Alvalade não esteve mais que uma época e não deixou saudades aos adeptos leoninos. Nas poucas vezes em que jogou mostrou ter rins mais duros que as pedras da calçada e os erros foram mais que muitos, embora ainda tenha sido chamado por Dunga para a seleção principal.

Deste modo, o regresso ao Brasil acabou por ser mais que natural com sucessivos empréstimos a Palmeiras, Náutico e Portuguesa. Em 2009/2010, conseguiu “enganar” mais um clube europeu, tendo estado três anos nos romenos do Vaslui. Regressou ao Brasil e a clubes de escalões inferiores como Duque de Caxias, ABC, CRB e Cabofriense. No verão passado chegou novamente a Portugal para ser apresentado como um dos principais reforços do Gil Vicente. Contudo, mais uma vez, Gladstone não convenceu – alinhou apenas em sete jogos - e recebeu “guia de marcha” do clube de Barcelos que, há muito, ocupa a última posição da Liga portuguesa. Como muitas vezes sucede no futebol, jovens atletas nunca chegam a confirmar as boas indicações que dão nos escalões de formação. Veja-se o que o comentador Luís Freitas Lobo escreveu em 2007 sobre o central: “ Quando, em 2005, surgiu, no comando da defesa da selecção brasileira no Mundial Sub-20, Gladstone ganhou um lugar no onze ideal do torneio devido à sua personalidade, muitas vezes invulgar para um garoto tão jovem, capacidade de marcação e poder no jogo aéreo. Para além da pujança física, Gladstone revelou classe e qualidade técnica, claro, foi isso que a Juventus também viu para o contratar de imediato”. Ora, classe e qualidade técnica foi algo que nunca se descortinou em Gladstone enquanto jogou em Portugal…

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