Samir Handanovic, Branislav Ivanovic, Vedran Corluka, Nemanja Matic, Darijo Srna, Ivan Rakitic, Miralem Pjanic, Luka Modric, Mario Mandzukic, Edin Dzeko e Stevan Jovetic. Este seria provavelmente o onze que Portugal defrontaria no próximo domingo, caso a "guerra dos Balcãs" não tivesse existido na década de 90 do século passado e a Jugoslávia não tivesse sido desintegrada.
Apelidada de "Brasil da Europa", devido ao virtuosismo e técnica dos seus atletas, a Jugoslávia sagrou-se campeã mundial de sub-20 em 1987. Treinada por Mirko Jozic, antigo técnico do Sporting, essa seleção tinha como grande estrela Robert Prosinecki, considerado "bola de ouro" da competição, mas incluía outros craques como Davor Suker, segundo melhor marcador da prova, Predrag Mijatovic, Zvonimir Boban ou Robert Jarni, que passaram por grandes clubes europeus. Mais velhos e que representaram a Jugoslávia no Itália 90, Dragan Stojkovic, Srecko Katanec, Alen Boksic e Dejan Savicevic davam ainda mais classe a esta seleção.
Em 1991, o Estrela Vermelha de Belgrado ganhou a Taça dos Campeões Europeus com uma formação composta maioritariamente por jogadores jugoslavos, numa demonstração clara da "força" futebolística daquela zona. Contudo, a "guerra dos Balcãs" não demorou muito a rebentar e, razões políticas à parte, foi uma pena que esta equipa fortíssima tivesse sido desmembrada, dando origem a seis novas repúblicas: Eslovénia, Sérvia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Macedónia.
Este era um cenário hipotético que, à partida, colocaria muito maiores dificuldades à seleção nacional portuguesa comandada por Cristiano Ronaldo que sabe que, em caso de vitória no próximo domingo, ficará com o caminho livre para assegurar a presença no Europeu de 2016. Já a formação balcânica vai surgir no Estádio da Luz a fazer tudo para tentar garantir um triunfo que lhes possa manter acesa a esperança de se conseguirem intrometer na luta pelo apuramento. Uma tarefa que parece muito complicada após a derrota aplicada na secretaria após os tumultos verificados na receção à Albânia e um desaire caseiro com a Dinamarca.
Matic e Ivanovic são por hoje as principais referências da Sérvia, cuja convocatória inclui, para além do trinco do Chelsea, outros três atletas que já alinharam em Portugal. São eles: o guarda-redes Vladimir Stojkovic, atualmente nos israelitas do Maccabi Haifa e que teve uma passagem conturbada pelo Sporting; o extremo Lazar Markovic, hoje no Liverpool após ter deixado o Benfica no final da época passada; e Filip Djuricic, que evolui no Southampton FC, emprestado pelos "encarnados".
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Friday, March 27, 2015
Monday, October 07, 2013
Se ainda houvesse Jugoslávia...
Em 1987, a Jugoslávia sagrou-se campeã mundial de sub-20 com um grupo treinado por Mirko Jozic onde pontificavam atletas como Robert Prosinecki, “bola de ouro” do torneio, Davor Suker, segundo melhor marcador da competição, Zvonimir Boban, Predrag Mijatovic e Robert Jarni. Um pouco mais velhos ainda havia Srecko Katanec, Dragan Stojkovic, Dejan Savicevic e Alen Boksic, que representaram a Jugoslávia no Itália 90. Pouco tempo depois, rebentou a “guerra dos Balcãs” e, sem querer abordar as razões políticas em causa, aquela que tinha tudo para ser uma das selecções mais fortes da Europa foi “esquartejada”, dando origem a várias novas nações... Avançando 23 anos no tempo e extrapolando que a Jugoslávia ainda existia, podíamos ter um onze constituído por estes craques:
GR - Samir Handanovic, Eslovénia/Inter de Milão
DD - Darijo Srna, Croácia/Shakhtar Donetsk
DC - Branislav Ivanovic, Sérvia/Chelsea
DC - Neven Subotic, Sérvia/Borussia Dortmund
DE - Aleksandar Kolarov, Sérvia/Manchester City
MC - Goran Pandev Macedónia/Nápoles
MC - Miralem Pjanic, Bósnia e Herzegovina/Roma
MC - Luka Modric, Croácia/Real Madrid
AV - Mario Mandzukic, Croácia/Bayern de Munique
AV - Edin Dzeko, Bósnia e Herzegovina/Manchester City
AV - Stevan Jovetic, Montenegro/Manchester City
Digam lá que que não seria uma selecção fortíssima?!
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Thursday, March 15, 2012
Sporting sofre derrota com sabor a petrodólares...
Contra (quase) todas as expectativas, o Sporting carimbou esta noite a passagem aos quartos-de-final da Liga Europa após ter perdido por 3-2 em casa do todo-poderoso Manchester City por 3-2. Matías Fernandez e Van Wolfswinkel fizeram os golos dos “leões” que foram obrigados a sofrer até ao apito final, valendo uma defesa milagrosa de Rui Patrício a evitar o 4-2 que daria a passagem aos ingleses no último lance do encontro. Foi a vitória do querer e da garra perante as vedetas pagas a peso de ouro do clube treinado por Roberto Mancini. E Sá Pinto continua a demonstrar aos mais cépticos que foi a escolha acertada para substituir Domingos Paciência. Depois de eliminar um dos favoritos à conquista do troféu, a partir de agora tudo é possível, pois “sonhar não custa”. PS: Edin Dzeko, you already know any player from Sporting? Ahahah...
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Monday, October 19, 2009
Dzeko ameaça ser pesadelo para Queiroz
Com nove golos em 10 jogos, Edin Dzeko é a maior figura da selecção da Bósnia-Herzegovina que vai defrontar Portugal no "play-off" de apuramento para o Mundial'2010. O avançado do Wolfsburgo, segundo melhor marcador do campeonato germânico da temporada passada, apenas falhou 10 minutos no apuramento.Com 23 anos, Dzeko começou no seu país natal no Željezničar, transferindo-se depois para o Teplice, na República Checa, até chegar à Alemanha, onde foi um dos “culpados” pela conquista do título. Pepe e Ricardo Carvalho que se cuidem para o que aí vem a 14 e 18 de Novembro. E ainda há Ibisevic, Pjanic, Misimovic e Muslimovic...
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Monday, May 25, 2009
Grafite e Dzeko, a base de um campeão surpreendente
O Wolfsburgo conquistou o primeiro título da sua história em grande parte devido ao fabuloso rendimento dos seus dois avançados: o brasileiro Grafite e o bósnio Edin Dzeko. Só à sua conta marcaram 54 golos, 28 para o primeiro e 26 para o segundo, uma marca que faz deles a melhor dupla de pontas-de-lança na história da Bundesliga, ultrapassando até Gerd Müller e Uli Hoeneß. De resto, nunca antes dois pontas-de-lança do mesmo clube tinham marcado mais de 20 golos numa temporada. O brasileiro de 30 anos, que parece não ser lá muito amado no seu país, fez 28 golos em apenas 25 partidas, o que dá uma média excelente. Antes de chegar à Alemanha, Edinaldo Batista Libânio representou o Le Mans, São Paulo, Goiás, Anyang, Grêmio, Santa Cruz e Matonense. Já o seu companheiro de ataque, é muito mais jovem e parece ter “meia Europa” atrás dele. Com 23 anos, Dzeko começou no seu país natal no Željezničar, transferindo-se depois para o Teplice, na República Checa. O feito da equipa treinada por Felix Magath é fenomenal, atendendo aos milhões gastos pelo Bayern e pelo facto de só em 1997 ter chegado à Bundesliga. Aqui fica o vídeo de um dos melhores golos de Grafite desta época em que “brinca” literalmente com a defesa do Bayern.
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