A arbitragem portuguesa continua em grande... Deixando a polémica do atraso/corte para o guarda-redes de lado vou falar da arbitragem de Paulo Pereira no Estrela da Amadora-Sporting. Em concreto do lance em que Abel foi autenticamente atropelado por Maurício na grande área. Parece que toda a gente viu a falta menos a equipa de arbitragem, mas o melhor de tudo é que o juiz de Viana do Castelo ainda deu cartão amarelo ao lateral do Sporting. E ainda melhor, com o jogador estatelado no chão cheio de dores do “chega para lá” de Maurício. Um segundo lance polémico foi a falta do mesmo Maurício sobre Vukcevic dentro da área que o árbitro transformou em livre e que daria o segundo amarelo ao central brasileiro. Outro episódio na triste actuação de Paulo Pereira verificou-se perto do final da partida. Cardoso, lateral esquerdo do Estrela, vê amarelo por simular uma falta no ataque da sua equipa. Pouco depois, faz nova simulação. Mas o árbitro em vez de lhe mostrar outro cartão, marca falta a favor da sua equipa, quando na repetição é nitidamente visível que João Moutinho não lhe toca. A ter em conta casos semelhantes vividos no passado, quantos querem apostar que a nota do observador vai ser bem positiva?
Carlos Miguel da Silva Júnior faz parte da lista de autênticos flops que o Sporting foi buscar ao mercado sul-americano a preços extremamente caros para a realidade do futebol português na senda de Hanuch e Kmet, por exemplo. Chegou a Alvalade no início da época 1997/98, a primeira dos “leões” no actual modelo da Liga dos Campeões, por uma verba que rondou os 800 mil contos. Vindo do Grêmio de Porto Alegre chegou referenciado como um dos principais reforços da equipa então treinada por Octávio Machado, mas o seu aparente ar pesado depressa me fez duvidar do seu valor. Temores que, infelizmente, se vieram a confirmar e em Dezembro voltou ao Brasil para actuar no São Paulo, onde pegou de estaca, chegando a representar a selecção brasileira por cinco vezes em 2001, tendo marcado um golo contra os Camarões. Nunca mais voltou a jogar na Europa, passando ainda pelo Internacional, de novo pelo Grêmio, para acabar a carreira aos 34 anos em 2006 no tão conhecido dos portugueses Corinthians Alagoano. Famoso pelo seu pé esquerdo, venceu vários títulos importantes como a Taça dos Libertadores (1995), Taça do Brasil (1994 e 1997), Campeonato Mineiro (1993, 1995 e 1996), Campeonato Paulista (1998 e 2000) e Torneio Rio - São Paulo (2001). Pela carreira que construiu no seu Brasil sou forçado a concluir que foi apenas um dos muitos jogadores brasileiros que não se conseguiram adaptar ao futebol português.
Pior que errar é não admitir o erro. A agressão de Scolari a Dragutinovic no final do empate de Portugal com a Sérvia tem tanto de lamentável, quanto de inaceitável. Mas o pior de tudo é que quando podia ter tentado remediar a sua triste atitude, pedindo desculpa ao jogador sérvio e, sobretudo, aos portugueses, voltou a surpreender, mostrando muita arrogância. Dizer que não tocou no jogador do Sevilha quando as imagens mostram o contrário é querer fazer de todos quantos viram a cena “parvinhos”. Em vez de reconhecer que teve uma atitude irreflectida em virtude de estar de cabeça quente com um golo sofrido em fora-de-jogo e mais uma má exibição de Portugal, optou por “malhar” forte e feio no árbitro. Agora, se houvesse coragem, a Federação Portuguesa de Futebol devia tomar a atitude que Scolari deveria ter tomado logo após o jogo: a demissão. O mais curioso é que Dragutinovic, que não é nenhum “menino de coro”, foi expulso no final da partida. Mais uma vez, infelizmente, Portugal é notícia em todo o mundo pelas piores razões. É que as imagens do gesto “carinhoso” de Socolari, defendendo o “minino” Quaresma, estão a ser difundidas um pouco por todo o planeta. Juntei ainda outra imagem que ilustra como Scolari gosta de mostrar a força do seu punho esquerdo, o mesmo que atingiu Dragutinovic.
O Chipre é, de longe, o país que mais futebolistas portugueses tem a actuar na sua Iª Divisão. São 26 os jogadores lusos que actuam naquele pequeno país que há cerca de dois anos começou a apostar forte no mercado nacional. Na sua maioria, são jogadores de segunda linha que não olham para atrás quando lhe acenam com convites bem tentadores, descurando a menor visibilidade que irão ter em detrimento de uma conta bancária “mais gorda”. E são 26 os que jogam na Iª Divisão, porque também há mais alguns na IIª. A lista inclui desconhecidos como Jorge Lopes (AEK Larnaca), Filipe Duarte (Apollon) e Tiago Carneiro (Olympiakos Nicósia), mas também integra jogadores que já fizeram parte dos plantéis dos três grandes portugueses como Andrade (AEP Paphos), Ricardo Fernandes (Apoel), Hélio Pinto (Apoel), Luís Loureiro (Anarthosis Famagusta) e Hélio Roque (AEL Limassol), que chegou a ser uma grande esperança da “cantera” benfiquista (na foto). Completam a lista João Paiva (Apollon), Nuno Morais (Apoel), Bernardo Vasconcelos (APOP), Vargas (APOP), Carlos Marques (APOP), Nelson Veiga (Omonia), Torrão (Omonia), Ricardo Sousa (Omonia), Edgar Marcelino (Omonia), Medeiros (Omonia), Rui Lima (Omonia), Hugo Machado (Olympiakos Nicósia), Braima (Olympiakos Nicósia), Rui Dolores (Neo Salanis), Paulo Costa (Aris Limassol), Puma (Aris Limassol), Nandinho (Alki) e Mário Carlos (Alki). Ao todo, já são mais de 120 os portugueses que jogam nos principais campeonatos de futebol em todos o Mundo, mais 40 que há um ano, um número que não deixa de ser preocupante, pois sou apologista que mais vale apostar em jovens portugueses do que em estrangeiros de duvidosa qualidade.
Adiram ao blog no facebook em
Carlos Dunga acaba de convocar Gladstone, que esta época só disputou alguns minutos em jogos oficiais pelo Sporting na vitória da final da Supertaça sobre o Porto. O central que está em Alvalade por empréstimo do Cruzeiro beneficiou das lesões de Alex Silva (irmão de Luisão que actua no São Paulo) e Alex (do Chelsea) para voltar a integrar os trabalhos da “canarinha”. Gladstone pode assim voltar a representar o seu país nos jogos de carácter particular com os Estados Unidos (dia 9, em Chicago) e o México (dia 12, em Boston). Ora, esta é uma decisão que não deixa de causar espanto, pois no Sporting há outro central brasileiro que, só por acaso, tem sido sempre titular e que até acalentava esperança de voltar ao “escrete”. Pois é, mais uma vez Polga ficou de fora das opções de Dunga. Tal como Scolari, que embirra em convocar jogadores que não estão a actuar com regularidade nos seus clubes - como Hélder Postiga, Costinha, Bruno Vale... - Dunga faz o mesmo.
Abro aqui mais uma rara excepção nos posts sobre futebol para falar de mais outro português que brilhou no estrangeiro em representação do país. David Gorgulho, do Clube de Natação do Litoral Alentejano (CNLA), esteve em grande no 11º Campeonato da Europa de Masters (Natação Pura, Natação Sincronizada, Saltos para a Água) que terminou domingo na Eslovénia. O antigo bom aluno de Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior [e quase tão bom caloiro :-)] conquistou duas medalhas de bronze nas provas de 100 e 200 metros livres, estabelecendo ainda quatro recordes nacionais, nos 100 e 200 livres e 100 e 200 costas. Com 25 anos, o jovem de Santo André ainda teve forças para ficar em quarto lugar na prova de águas abertas no escalão entre 25 e 29 anos, nadando os cinco quilómetros no Lago Bled em 1:04:30.54. Estes resultados ganham ainda mais importância, se atendermos ao facto desta ter sido a primeira experiência internacional do David na categoria de Masters. O próximo desafio é a participação nos Campeonatos do Mundo em Perth, na Austrália, a disputar em Abril de 2008. Ian Thorpe já tem substituto à altura... Força e parabéns puto!
Selim Benachour foi uma das várias figuras do Vitória de Guimarães na época 2005/06 que, inacreditavelmente, culminou com a descida do clube da “cidade-berço” à Liga de Honra. O internacional tunisino, apesar de ter nascido em Paris, chegou a Portugal vindo do PSG, onde não conseguiu vingar depois de vários empréstimos. Contudo, chegou rotulado de “craque” e não tardou em confirmar todas as boas referências que trazia. No final dessa temporada inglória, este “número 10” suscitou a cobiça de vários emblemas, entre os quais o Sporting. Contudo, os dois clubes não chegaram a acordo e, infelizmente para quem gosta de futebol, o atleta foi jogar para a Rússia ao serviço do Rubin Kazan, onde tem passado despercebido. Será que prestes a completar 26 anos, este internacional francês até aos sub-20 ficará na longínqua Rússia por muito mais tempo? Aqui fica um vídeo do golão que “Bena” marcou ao Wisla Cracóvia para a Taça UEFA para recordarem o talento deste excelente jogador.
De acordo com a conceituada “Tribuna Desportiva”, jornal dedicado ao desporto do distrito de Castelo Branco, o Grupo Desportivo Teixosense, que vai disputar o Distrital albicastrense, acaba de assegurar o concurso de Piricona, jovem atleta proveniente da Associação Desportiva da Estação, da Covilhã. Desconhecemos o valor futebolístico do atleta, mas a confirmar-se o seu “nome de guerra” é mais um “artista” com um nome um tanto ou quanto pornográfico que se insere na mesma "escola" de nomes como Franco Foda ou do Fodé Mansare, já aqui referido neste blog.
Aos 22 anos, com muito para dar ao futebol, Antonio Puerta perdeu o mais decisivo jogo da sua vida. É nesta altura que todas as estúpidas discussões sobre quem ganha ou quem perde, se foi atraso ou não, perdem todo o sentido. O futebol é para ser uma festa, com rivalidades, mas tudo dentro de certos limites. De certo, que era deste modo que Puerta vivia o “desporto-rei”. Paz à sua alma!
Já se sabe dos dotes linguísticos do sub-capitão do Benfica, mas ontem o “pitbull” conseguiu fazer mais um brilharete neste campo. Instado a comentar o feito de Nelson Évora que tinha acabado de conquistar a medalha de ouro no triplo salto dos Campeonatos do Mundo de atletismo, o médio benfiquista disse, aos microfones da Rádio Renascença: «É bastante orgulhoso para os portugueses...» ( Palavras para quê? É uma estrela portuguesa a falar. Ao mesmo nível, estiveram Record e O Jogo que optaram apenas por fazer uma pequena chamada à primeira página do feito do jovem saltador, colocando o reforço Edcarlos como a grande manchete. Escapou-se a capa de A Bola que até me deixou surpreendido por não optar por aquilo que mais vende: o futebol do Benfica.
Kalusha Bwalya, nascido em 1963, é um dos grandes jogadores africanos que espalhou magia pelos relvados europeus. Tal como Madjer, Abedi Pelé e muitos outros, a sua excelente técnica fazia delirar os adeptos. É o futebolista mais internacional e o melhor marcador de sempre da sua selecção – 100 jogos e 50 golos -, da qual chegou a ser treinador-jogador. Foi nomeado futebolista africano do ano em 1988 pela consagrada France Football e em 1996 foi um dos nomeado pela FIFA como candidato ao galardão de melhor jogador do ano, tendo sido votado como o 14º melhor. No seu país, representou os dois clubes da cidade onde nasceu: Mufulira Blackpool (1979/1980), onde no jogo de estreia com apenas 16 golos começou logo a “facturar”, e Mufulira Wanderers (1980/1985), o clube mais conhecido da Zâmbia. As suas exibições não passaram despercebidas aos olheiros europeus, ganhando o passaporte para os belgas do Cercle Brugge, que representou de 1985 a 1988. Época em que foi contratado pelo PSV Eindhoven, onde brilhou durante seis anos. Foi depois para o México, para o Club América (1994/1997), seguindo-se o Necaxa (1997). Após uma experiência na Arábia, pelo Al Wahda (1998), regressou ao México. Jogou então no Club Léon (1998), Club Irapuato (1999), Veracruz (1999) e SD Correcaminos (2000). Kalusha Bwalya foi a maior estrela do seu país nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, quando apontou um “hat-trick” contra a Itália. Estreou-se pela sua selecção em 1983 contra o Uganda e participou em seis edições da Taça Africana. Em 1993, foi salvo pela “estrelinha da sorte” ao não apanhar o avião que se viria a incendiar, num desastre em que morreriam quase todos os atletas desta selecção que foi das mais promissoras de sempre no seu país. Mesmo assim, no ano seguinte capitaneou a Zâmbia no excelente segundo lugar na Taça Africana, a que se seguiu o terceiro lugar em 1996, quando Kalusha se sagrou melhor marcador da competição. Nos jogos de qualificação para o Mundial de 2006, foi treinador-jogador da sua selecção e, apesar dos seus 41 anos, numa partida contra a Libéria saiu do banco para marcar um livre directo na perfeição, um golo que não chegou para assegurar a qualificação. Um fracasso que a juntar à eliminação logo na primeira fase da Taça Africana de 2006 fez com que abandonasse o cargo de seleccionador. Actualmente, integra o Grupo de Estudo Técnico da FIFA e é um dos embaixadores do Mundial de 2010 a realizar na África do Sul. É ainda vice-presidente da Federação Zambiana de Futebol. No seu país, é conhecido como “King Kalu”. Aqui fica o vídeo dessa partida em 1988 quando a Zâmbia destroçou a Itália de Ciro Ferrara e Tassoti, entre outros.
Confesso que ontem dei por mim a rir por diversas vezes perante a patética exibição da selecção portuguesa contra a Arménia. Scolari diz que nunca viu uma equipa correr tanto, mas eu pergunto: Terão sido os arménios a correr muito ou os portugueses a correr muito POUCO? De facto, a jogar devagar e quase parado era difícil fazer melhor. Passes errados, os adversários a driblarem os portugueses como bem queriam, Deco a cair num canto, Quaresma a não acertar uma... Enfim,... Depois, qual o risco corrido nas substituições? ZERO. Extremo por extremo, avançado por avançado – Quantas vezes tocou Nuno Gomes na Bola? , e, a mais surpreendente de todas, central por central a um quarto-de-hora do fim. Lá dirão os mais crentes que se aquela bola nos últimos minutos tem entrado que Bruno Alves era o herói salvador. Mas não seria de colocar mais alguém para jogar na frente ou o pontinho fora era muito positivo ou queria um golo caído do céu? E João Tomás foi convocado para quê, se nem para o banco foi? Um conjunto de factos que leva a que lá estejamos outra vez de calculadora na mão e a sorte é que a Bélgica lá ganhou à Sérvia. As declarações de Ronaldo, que marcou um grande golo, também me deram vontade de rir. A estrela considerou que Portugal «jogou bem» e que as «melhores oportunidades foram nossas». Nova pergunta, para além do golo e do lance no último minuto, que outras oportunidades criámos?
Udochukwo Nwoko é o responsável por a margem de erro de Fernando Santos ter ficado ainda mais curta depois do empate verificado ontem no Estádio do Bessa na visita do Benfica ao Leixões. O jovem nigeriano, que só na terça-feira teve a certeza de poder vir a ser utilizado pois o seu certificado internacional demorou a chegar, entrou aos 72' e aos 94', beneficiou de toda a passividade da defesa benfiquista para, à segunda, atirar a contar, para delírio da massa adepta leixonense e desespero do Engenheiro, cuja expressão facial chega a dar pena. Udochukwo Nwoko, nasceu em Lagos, capital nigeriana há 22 anos, e chegou ao Leixões esta temporada vindo do fortíssimo campeonato de Malta, onde fez toda a sua carreira como sénior: primeiro no Hibernian, depois no Xewkija Tigers, Mosta e, por último, Marsaxlokk. Aqui fica o vídeo do golo para quem quiser recordar ou esquecer...
De uma assentada chegam ao campeonato português dois brasileiros com a mesma alcunha: Mossoró. Um para o Marítimo, outro para o Estrela da Amadora, os dois brasileiros devem fazer a sua estreia este fim-de-semana – ambos estão convocados. Depois de muitos “baianos” ou “paulistas”ou mesmo “cearense”, é a vez dos Mossorós atacarem em força, transportando assim o nome da cidade onde nasceram. O primeiro chama-se José Márcio da Costa, mas o seu nome de “guerra” é Márcio Mossoró (na foto) e aos 24 anos aterra na Madeira, vindo do Internacional de Porto Alegre, rotulado de “estrela”, depois de em épocas anteriores ter estado na agenda de Sporting e Porto. Espera-se que o médio ofensivo possa mostrar as credenciais com que chega a Portugal. O segundo chama-se João Batista Lima Gomes, é simplesmente chamado de Mossoró, tem 22 anos, é avançado e é proveniente do Friburguense. É mais um dos muitos brasileiros que chega a Portugal todos os anos para tentar a sua sorte.
Já diz o povo que “não se deve cuspir no prato em que se comeu”. Parece ser esta a situação de Dady, segundo melhor marcador da SuperLiga da época passada. O internacional cabo-verdiano que parecia não passar de um jogador banal e bastante trapalhão transformou-se num avançado temível com a ajuda de Jorge Jesus. Agora, parte para Espanha rotulado de “estrela”, saíndo pela porta pequena do Belenenses, o clube que o projectou para a alta roda do futebol. Contudo, é certo que se havia uma cláusula de 3,5 milhões de euros para o libertar, o clube do Restelo devia-a ter respeitado, mas mesmo assim faz um encaixe bastante significativo. Resta saber o que conseguirá fazer Dady num campeonato onde os defesas parecem “carraças” em cima dos avançados. Regressará à mediocridade ou continuará em alta, ao que tudo indica, no Osasuna? A resposta será dada durante esta época. Portillo, Pandiani e Vela não deixam antever facilidades.
Sabe-se hoje que com um pé lesionado, o pequeno russo atirou um “missíl” a 30 metros da baliza que não deu quaisquer hipóteses a Hélton. Marat Izmailov, que nos primeiros 10 minutos quase não tocou na bola, deu assim o primeiro triunfo da época ao Sporting que conquistou a SuperTaça frente ao FC Porto.
Drenthe é como o algodão, “não engana”. Após ter aqui confessado que tinha ficado maravilhado com o potencial deste jovem holandês depois de o ter visto actuar na primeira partida do Euro de sub-21, o craque demonstrou todo o seu potencial, sendo considerado o melhor jogador da prova, despertando a cobiça de alguns dos maiores clubes europeus. Royston Drenthe tanto pode jogar a defesa, como a extremo do flanco esquerdo. Com um visual semelhante ao do seu compatriota Edgar Davids, o jovem de apenas 20 anos tem força para “dar e vender”, para além de boa técnica e remate forte com os dois pés. Espera-se é que agora seja bem aproveitado no Real e que não o metam no banco. Drenthe é daqueles jogadores que levam público aos estádios e os 14 milhões que deverá ter custado parecem uma insignificância quando comparado com certos jogadores que custaram quase o dobro deste montante. Segue-se um vídeo onde se pode admirar um “cheirinho” desta vedeta.
Sebastião Lazaroni acaba de dispensar pela segunda vez na sua carreira, o avançado Marcelo Lipatin que na época passada, apesar de raramente ter sido titular, fez sete golos na sua temporada de estreia em Portugal. Um registo bem razoável, mas que voltou a não convencer o experiente técnico brasileiro que já tinha dispensado o uruguaio em 2001 quando ambos representaram os japoneses do Yokohama. Lipatin, que nasceu em Montevideo a 28 de Janeiro de 1977, é um autêntico “Globettroter” do futebol, falando fluentemente “brasileiro” devido à passagem por três clubes daquele país: Paraná (96), Coritiba (2000) e Grémio (2005/06). Em 97, teve a sua primeira experiência na Europa ao serviço do PSG. Não se conseguiu adaptar, daí ter voltado para o seu país, onde representou o Wanderers e Defensor. Jogou ainda na Grécia pelo PAS Giannina, na IIª Divisão Helénica, em Itália, pelo Bari, e no México, pelo América. Ao todo, já jogou em oito países. Será que, com 30 anos, se seguirá outra “aventura” noutro campeonato? Veremos. Igualmente dispensado do Marítimo, foi o holandês Arvid que chegou a meio da época passada do PSV rotulado de “vedeta”.
O futebol é bastante fértil em nomes e alcunhas engraçadas que provocam risadas nos adeptos das outras equipas. Paulo Musse e Rodrigo Café são dois nomes que se inserem nesta categoria de nomes um tanto ou quanto bizarros. Os dois são guarda-redes e se o primeiro passou sem grande sucesso pelo Desportivo das Aves nos primeiros meses da época passada, o segundo chega agora à Naval 1º de Maio. Espera-se que com mais sucesso que o seu compatriota, que nos poucos jogos que fez “ajudou” o Sporting a vencer na Vila das Aves, ficando pregado ao chão enquanto Alecsandro marcava. Paulo Marques Musse, de 29 anos, nasceu em Salvador da Bahia e apesar dua sua impressionante estampa física não passou de mais um fiasco que passou pelos relvados lusos. Depois de ter jogado no Vitória, passou pelo Paysandu e Juventus de S. Paulo, jogando actualmente no Bahia. Curiosamente do mesmo clube que chega, Rodrigo Peters Marques, vulgo “Café”, onde esteve emprestado pelo clube da sua cidade natal, Coritiba. Com apenas 22 anos, não se afigura fácil a tarefa do guardião brasileiro que tentará roubar a titularidade a Taborda e ainda há o espanhol Dani à espreita.
O grande George Jardel que conseguiu jogar, ou pelo menos ser contratado, por Porto e Benfica, muito por culpa de ser irmão do “Super-Mário” está de volta aos campeonatos nacionais ao serviço do Macedo de Cavaleiros, sendo a sua contratação mais sonante. Depois de uma época nos distritais de Braga, onde representou o Esposende, este “famoso” ponta-de-lança que rapidamente chegou às primeiras páginas dos jornais e que quase da mesma forma caiu no esquecimento, aos 28 anos, tenta relançar a carreira em Trás-os-Montes. Esta vedeta começou aos 17 anos no Vasco da Gama onde ainda com idade de júnior chegou a alinhar pelos séniores. Veio então para Portugal, para o FCP, onde foi campeão de juniores. Nunca conseguiu vingar, sendo emprestado a Leça e Penafiel. Em 2002, em mais uma grande “operação-resgate” foi contratado pelo clube da Luz, onde ainda chegou a fazer uma pré-época. Mostrando todo o seu valor, foi novamente emprestado ao Alverca, onde passou muito tempo... no banco de suplentes. Assinou depois pelo Amora. Foi obrigado depois a regressar ao Brasil devido a problemas familiares, até que na época passada chegou a Esposende. George Henrique Almeida Ribeiro, que até herdou a alcunha do irmão, nasceu a 10 de Março de 1979.
Adiram ao blog no facebook em