
Confesso que ontem dei por mim a rir por diversas vezes perante a patética exibição da selecção portuguesa contra a Arménia. Scolari diz que nunca viu uma equipa correr tanto, mas eu pergunto: Terão sido os arménios a correr muito ou os portugueses a correr muito POUCO? De facto, a jogar devagar e quase parado era difícil fazer melhor. Passes errados, os adversários a driblarem os portugueses como bem queriam, Deco a cair num canto, Quaresma a não acertar uma... Enfim,... Depois, qual o risco corrido nas substituições? ZERO. Extremo por extremo, avançado por avançado – Quantas vezes tocou Nuno Gomes na Bola? , e, a mais surpreendente de todas, central por central a um quarto-de-hora do fim. Lá dirão os mais crentes que se aquela bola nos últimos minutos tem entrado que Bruno Alves era o herói salvador. Mas não seria de colocar mais alguém para jogar na frente ou o pontinho fora era muito positivo ou queria um golo caído do céu? E João Tomás foi convocado para quê, se nem para o banco foi? Um conjunto de factos que leva a que lá estejamos outra vez de calculadora na mão e a sorte é que a Bélgica lá ganhou à Sérvia. As declarações de Ronaldo, que marcou um grande golo, também me deram vontade de rir. A estrela considerou que Portugal «jogou bem» e que as «melhores oportunidades foram nossas». Nova pergunta, para além do golo e do lance no último minuto, que outras oportunidades criámos?