
À semelhança do que já havia feito com Ronaldinho Gaúcho, na altura em que o agora jogador do Barcelona ainda era um garoto, o Estrela da Amadora, actual antepenúltimo classificado da Superliga portuguesa, entendeu que o angolano Manucho, entretanto contratado pelo Manchester United, não tinha qualidade suficiente para integrar o seu plantel. A justificação para não ficar com Ronaldinho terá sido a de que o clube não queria pagar as deslocações do craque de Lisboa para a Reboleira quando o seu irmão Roberto Assis jogava no Sporting. Já a rejeição de Manucho terá sido porque não conseguiu convencer os responsáveis técnicos. O que é certo é que os responsáveis do MU não tiveram dúvidas em assinar, um contrato de três épocas com o angolano depois de um período de três semanas à experiência, após ter sido chumbado nos testes no Estrela. Depois de ter marcado quatro golos na Taça das Nações Africanas, o avançado de 24 anos foi emprestado ao Panathinaikos, de José Peseiro. Com três técnicos portugueses em Angola - Manuel Fernandes, Bernardino Pedroto e Vítor Manuel - e ainda o brasileiro Mozer, antigo central do Benfica, como foi possível que nenhum “grande” nacional tenha reparado no melhor marcador do campeonato angolano nas últimas duas épocas? E mais caricato ainda, como o Estrela deixou fugir esta estrela, preferindo ir buscar o brasileiro Giancarlo, ex-Náutico?. Arrisco-me a prever que vai ser mais um a passar sem grande glória por Portugal. Aqui fica o vídeo dos quatro golos de Manucho na Taça das Nações Africanas. Apreciem bem o quarto e último apontado ao Egipto que viria a sagrar-se campeão. Adiram ao blog no facebook em