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Tuesday, July 14, 2015

Sporting quer juntar Milagres a Jesus e Deus

Após ter garantido a contratação de Jorge Jesus para treinador da equipa principal e a continuidade de João de Deus à frente da equipa B, Bruno de Carvalho poderá ter agora um jogador com um nome bastante religioso debaixo de mira. Trata-se de Milagres Gonsalves, avançado indiano de 28 anos, que neste momento se encontra sem clube. O ponta-de-lança foi vice-campeão da primeira edição da Indian Super League disputada no final do ano passado ao serviço do Kerala Blasters e, após essa competição ter terminado em dezembro, assinou pelo Mumbai FC, que terminou a última edição do campeonato indiano na sétima posição. O pecúlio de Milagres nestes dois clubes não foi muito profícuo, pois não conseguiu mais do que um golo em cada um deles, mas este facto não retira confiança ao líder leonino.

O jogador passou grande parte da carreira no Salgaocar de Goa, região de onde é natural, e está entusiasmado com a possibilidade de rumar a Alvalade, onde o seu ídolo Cristiano Ronaldo foi formado, e até já conversou com o seu compatriota Sunil Chhetri que lhe deu as melhores das referências sobre o tempo que passou no Sporting.

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Friday, November 14, 2014

Índia junta parada de estrelas “na reforma”

Há muito que a Índia anseia por fazer com que o futebol se torne um desporto popular num país que é o segundo país mais populoso do mundo, o sétimo maior em área geográfica e onde o críquete é que dita leis e tem maior número de praticantes e de seguidores. A estratégia para conseguir dar ao futebol um maior destaque foi a de, à semelhança do que sucedeu em tempos com os Estados Unidos e o Japão, contratar “craques” de renome mundial para jogarem no país, de modo a suscitar interesse à sua volta. É neste contexto que surgiu a Indian Super League 2014, uma “mini-liga” composta apenas por apenas oito equipas recheada de “estrelas” que já tiveram grande destaque a nível mundial mas que hoje em dia estão no ocaso da carreira ou que, noutros casos, se encontram já inativos há algum tempo.
A competição tem a duração apenas de dois meses e divide-se em duas fases. A primeira arrancou a 15 de outubro e termina a 10 de dezembro. Terminada a fase regular, os quatro primeiros classificados disputarão as meias-finais, onde se definirão os finalistas que vão discutir o título de vencedor da primeira edição da ISL. Outra curiosidade é que nunca há mais de um jogo por dia e há partidas todos os dias para manter o público entretido. Notório também é que não há uma equipa que se destaque das demais e está tudo ainda muito “embrulhado” na tabela quando já se disputaram sete/oito jornadas. Outra curiosidade é que alguns dos melhores jogadores da Índia não estão a disputar a ILS, como é o caso do ex-sportinguista Sunil Chhetri, um dos melhores marcadores da última edição da I-League, onde se sagrou campeão ao serviço do Bengaluru, por quem atualmente se encontra a disputar a Durand cup, uma competição local, enquanto a inovadora prova não termina. A regra para a composição dos plantéis das equipas, que tentam cobrir a maioria das regiões do país, são bastante curiosas. Cada uma tem de ter 14 jogadores indianos (quatro deles naturais da cidade onde jogam), sete estrangeiros e um jogador “estrela”.
Luis García, hoje com 36 anos e que chegou a ser campeão europeu pelo Liverpool, tendo ainda representado Barcelona e Atlético de Madrid – é o jogador “estrela” do Atlético de Koltaka, treinado pelo também espanhol Antonio López Habas. É o líder da competição, em igualdade pontual com o Chennaiyin, onde a “estrela da companhia” é o brasileiro Elano que, aos 33 anos, é dos jogadores em melhor forma, sendo o melhor marcador da competição com oito golos. É treinado pelo irascível Marco Materazzi, que acumula as funções de jogador/treinador, numa formação que conta ainda com o francês Mikaël Silvestre e o camaronês Eric Djemba-Djemba que chegou ao Manchester United na mesma época de Cristiano Ronaldo, mas o percurso dos dois atletas foi bastante diferente...
No Northeast United, a estrela é o ex-benfiquista Joan Capdevila, numa equipa treinada pelo neozelandês Ricki Herbert e onde jogam ainda os ex-sportinguistas Miguel Garcia, que assume as funções de capitão, e Koke. Quanto ao Pune City, tem como “estrela” David Trezeguet, é treinado pelo italiano Franco Colomba e tem uma cara bem conhecida dos portugueses, o ex-benfiquista Katsouranis. Outro jogador com ligações ao futebol português é o ex-leiriense Saïdou Panandétiguiri. Integra ainda o clube o inglês Jermaine Pennant, em tempos jogador do Arsenal e do Liverpool, mas que nos últimos tempos tem sido mais falado pela “exibição” da sua mulher.
No FC Goa, o jogador “estrela” é Robert Pires, sendo treinado por Zico e tem como companheiros de equipa os portugueses Edgar Marcelino (formado no Sporting), Bruno Pinheiro (formado no Boavista) e Miguel Herlein (formado no Benfica). Tem ainda o lateral esquerdo brasileiro André Santos e o central Gregóry, bem conhecido dos portugueses e que iniciou a época no Atlético. Com 44 anos, o inglês David James é a “estrela” dos Kerala Blasters, acumulando as funções de treinador/jogador.
O sueco Fredrik Ljungberg é a “estrela” do Mumbay City, treinado pelo inglês Peter Reid, que trabalha ainda com os portugueses: André Preto (formado no Vitória de Guimarães) e Tiago Ribeiro (formado no Benfica e que surge na foto em cima) e com o francês Nicolas Anelka, que não terá gostado de não ser a estrela da companhia. Depois de jogar na Austrália, Alessandro Del Piero aceitou o “desafio” de ser a estrela do Delhi Dynamos, treinado pelo holandês Harm van Veldhoven e onde joga o português Henrique Dinis, ex-Vitória de Guimarães B, e o belga Kristof van Hout, guarda-redes mais alto em atividade no mundo, com 2,08 metros de altura. É o atual “lanterna vermelha” da prova.

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Monday, December 17, 2012

James Moga, o ídolo da nação mais nova do mundo

Pode alguém jogar no quarto classificado da Liga indiana e ser o grande ídolo do seu país? A resposta é positiva se estivermos a falar de uma nação com uma muito reduzida expressão no futebol mundial, ou não estivesse a falar do Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo, admitido como a 54ª Federação nacional filiada na Confederação Africana de Futebol e o 209º membro da FIFA. Apesar de só poder disputar as eliminatórias para a CAN de 2015 e para o Mundial de 2018, o Sudão do Sul já ocupa o 200º lugar do ranking da FIFA, em parceria com o Quirguistão, isto apesar de somar um empate e três derrotas nos quatro confrontos contabilizados pela Federação Internacional.

Num país bastante pobre e fustigado por muitos anos de conflito, onde o futebol surge como um verdadeiro “bálsamo” para o povo, James Joseph Saeed Moga é visto como um “herói” e grande ídolo nacional, um estatuto que foi ainda mais reforçado quando pagou do seu próprio bolso as viagens da Índia para o seu país no primeiro jogo da sua selecção e, nessa mesma partida com o Tusker FC (campeão do Quénia) , marcou o primeiro golo da história do jovem país. James Moga tem 29 anos, joga no Pune FC, e chegou a representar o Sudão nas eliminatórias para o Mundial de 2002.

O possante ponta-de-lança voltou a marcar no primeiro jogo oficial da sua pátria que ocorreu a 10 de julho deste ano, um dia após o primeiro aniversário da autonomia, frente ao Uganda, campeão da Copa da CECAFA (disputada por países da África Central e Oriental). O jogo terminou com um empate a duas bolas para grande alegria dos adeptos do Sudão do Sul. Antes de chegar ao Pune FC, James Moga jogou no Al-Hilal e Al-Merreikh (ambos do Sudão), Baniyas (Emirados Árabes Unidos), Muscat Club (Omã), Muktijoddha Sangsad KC (Bangladesh) e Sporting Clube de Goa (também da Índia), pelo qual marcou 16 golos em 19 jogos. Com 1,85cm tem a curiosidade de ser o atleta mais alto que alguma vez jogou no Pune FC, mas no clube as coisas não lhe estão a correr da melhor forma, com quatro golos (um deles marcado aos 14 segundos) em oito jogos. O sérvio Zoran Dordevic é o seleccionador do Sudão do Sul e já trabalhou em selecções como o Iémen, Bangladesh, Filipinas (sub-23), além do próprio Sudão, em 2000.

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Monday, July 23, 2012

Sunil Chhetri já tinha jogado em Portugal

Sunil Chhetri já conhecia o nosso país antes de ser recentemente contratado para a equipa B do Sporting. Estávamos em Julho de 2008 quando o mais mediático reforço da equipa secundária dos “leões” foi um dos atletas que participou num estágio que a selecção indiana efectuou na cidade de Gouveia. Na altura, a formação indiana realizou um jogo-treino com uma equipa de jogadores do concelho de Gouveia e Sunil Chhetri, tal como a foto documenta (é o número 11), ainda não ostentava o estatuto de capitão.
Foto gentilmente cedida pelo “Notícias de Gouveia”.
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