


O paraguaio Carlos Paredes já não é jogador do Sporting. Chegado no início da época passada com o rótulo de contratação mais sonante, o trinco nunca revelou em Alvalade as mesmas qualidades que o fizeram brilhar no FC Porto: garra, determinação, um pulmão enorme e boa capacidade de marcação. Na temporada anterior, esteve tapado primeiro por Custódio e depois por Miguel Veloso. Nesta, por Miguel Veloso e mais recentemente até o “puto” Adrien o relegou para terceira opção. Em época e meia, disputou apenas 1.013 minutos, repartidos por 18 jogos. Muito pouco para quem brilhou no Porto entre 2000 e 2002 durante duas épocas, na selecção paraguaia e nos italianos do Reggina, durante quatro temporadas. Quais as razões que terão levado a este fracasso, uma vez que acredito que o jogador não desaprendeu de jogar em Itália: O “look” de professor de Filosofia com que regressou a Portugal? O despontar de Miguel Veloso? A falta de adaptação ao Sporting? As lesões inoportunas que teve no clube? A pouca vontade de correr, uma vez que tinha garantido um ordenado bem chorudo? De facto, com a rescisão amigável, o Sporting deixa de pagar 54 mil euros por mês ao paraguaio que tinha contrato válido até ao final da próxima época. Aguardo com curiosidade o próximo clube e o rendimento deste médio de 31 anos com nome de músico. Aqui ficam três fotos do jogador: uma no Porto e duas no Sporting, uma com o tal “look” de professor.