Friday, November 14, 2014

Índia junta parada de estrelas “na reforma”

Há muito que a Índia anseia por fazer com que o futebol se torne um desporto popular num país que é o segundo país mais populoso do mundo, o sétimo maior em área geográfica e onde o críquete é que dita leis e tem maior número de praticantes e de seguidores. A estratégia para conseguir dar ao futebol um maior destaque foi a de, à semelhança do que sucedeu em tempos com os Estados Unidos e o Japão, contratar “craques” de renome mundial para jogarem no país, de modo a suscitar interesse à sua volta. É neste contexto que surgiu a Indian Super League 2014, uma “mini-liga” composta apenas por apenas oito equipas recheada de “estrelas” que já tiveram grande destaque a nível mundial mas que hoje em dia estão no ocaso da carreira ou que, noutros casos, se encontram já inativos há algum tempo.
A competição tem a duração apenas de dois meses e divide-se em duas fases. A primeira arrancou a 15 de outubro e termina a 10 de dezembro. Terminada a fase regular, os quatro primeiros classificados disputarão as meias-finais, onde se definirão os finalistas que vão discutir o título de vencedor da primeira edição da ISL. Outra curiosidade é que nunca há mais de um jogo por dia e há partidas todos os dias para manter o público entretido. Notório também é que não há uma equipa que se destaque das demais e está tudo ainda muito “embrulhado” na tabela quando já se disputaram sete/oito jornadas. Outra curiosidade é que alguns dos melhores jogadores da Índia não estão a disputar a ILS, como é o caso do ex-sportinguista Sunil Chhetri, um dos melhores marcadores da última edição da I-League, onde se sagrou campeão ao serviço do Bengaluru, por quem atualmente se encontra a disputar a Durand cup, uma competição local, enquanto a inovadora prova não termina. A regra para a composição dos plantéis das equipas, que tentam cobrir a maioria das regiões do país, são bastante curiosas. Cada uma tem de ter 14 jogadores indianos (quatro deles naturais da cidade onde jogam), sete estrangeiros e um jogador “estrela”.
Luis García, hoje com 36 anos e que chegou a ser campeão europeu pelo Liverpool, tendo ainda representado Barcelona e Atlético de Madrid – é o jogador “estrela” do Atlético de Koltaka, treinado pelo também espanhol Antonio López Habas. É o líder da competição, em igualdade pontual com o Chennaiyin, onde a “estrela da companhia” é o brasileiro Elano que, aos 33 anos, é dos jogadores em melhor forma, sendo o melhor marcador da competição com oito golos. É treinado pelo irascível Marco Materazzi, que acumula as funções de jogador/treinador, numa formação que conta ainda com o francês Mikaël Silvestre e o camaronês Eric Djemba-Djemba que chegou ao Manchester United na mesma época de Cristiano Ronaldo, mas o percurso dos dois atletas foi bastante diferente...
No Northeast United, a estrela é o ex-benfiquista Joan Capdevila, numa equipa treinada pelo neozelandês Ricki Herbert e onde jogam ainda os ex-sportinguistas Miguel Garcia, que assume as funções de capitão, e Koke. Quanto ao Pune City, tem como “estrela” David Trezeguet, é treinado pelo italiano Franco Colomba e tem uma cara bem conhecida dos portugueses, o ex-benfiquista Katsouranis. Outro jogador com ligações ao futebol português é o ex-leiriense Saïdou Panandétiguiri. Integra ainda o clube o inglês Jermaine Pennant, em tempos jogador do Arsenal e do Liverpool, mas que nos últimos tempos tem sido mais falado pela “exibição” da sua mulher.
No FC Goa, o jogador “estrela” é Robert Pires, sendo treinado por Zico e tem como companheiros de equipa os portugueses Edgar Marcelino (formado no Sporting), Bruno Pinheiro (formado no Boavista) e Miguel Herlein (formado no Benfica). Tem ainda o lateral esquerdo brasileiro André Santos e o central Gregóry, bem conhecido dos portugueses e que iniciou a época no Atlético. Com 44 anos, o inglês David James é a “estrela” dos Kerala Blasters, acumulando as funções de treinador/jogador.
O sueco Fredrik Ljungberg é a “estrela” do Mumbay City, treinado pelo inglês Peter Reid, que trabalha ainda com os portugueses: André Preto (formado no Vitória de Guimarães) e Tiago Ribeiro (formado no Benfica e que surge na foto em cima) e com o francês Nicolas Anelka, que não terá gostado de não ser a estrela da companhia. Depois de jogar na Austrália, Alessandro Del Piero aceitou o “desafio” de ser a estrela do Delhi Dynamos, treinado pelo holandês Harm van Veldhoven e onde joga o português Henrique Dinis, ex-Vitória de Guimarães B, e o belga Kristof van Hout, guarda-redes mais alto em atividade no mundo, com 2,08 metros de altura. É o atual “lanterna vermelha” da prova.

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1 comment :

Ricardo Oliveira said...

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