Thursday, April 29, 2010

O “autocarro” de Mourinho…

José Mourinho ficou ontem muito perto de vencer a sua segunda Champions League da carreira ao perder apenas por um a zero em Barcelona, quando tinha ganho por 3-1 na primeira mão em Milão. Contudo, a estratégia para o ter alcançado não foi, na minha modesta opinião, a mais brilhante ou abonatória para o futebol. Podem os “mestres da táctica” dizer que o “special one” deu uma “lição” a Guardiola e que foi eficaz, mas o que o excelente técnico português fez foi jogar unicamente para não sofrer golos, abdicando pura e simplesmente de atacar.

O Inter demonstrou uma grande organização defensiva, mas nada para quem gosta de futebol atacante e de espectáculo. Recorrendo a uma expressão que lhe é atribuída é caso para dizer que o campeão italiano estacionou um autocarro, de dois pisos, em frente à sua área. Agora, na final de Madrid, Mourinho vai reencontrar o seu antigo “mestre” Louis Van Gaal, de quem foi adjunto… em Barcelona.

3 comments :

portuguesesnoestrangeiro said...

Foi um autocarro é verdade, mas não deixa de ser uma amostra de uma grande inteligiência e rigor táctico, que exige muita estampa física e psicológica dos jogadores. E com um jogador expulso a jogar contra um dos ataques mais criativos do mundo, foi a melhor forma de segurar a vantagem da primeira mão.

Bom post, continuação de bom trabalho,
http://portuguesesnoestrangeiro.wordpress.com/

Paulo said...

Esta menorização do feito de José Mourinho é lamentável. O 'special one'- que o começou a ser ao serviço do melhor clube português - tem de conviver com esta insatisfação dos adeptos dos clubes de lx que nunca digeriram o facto de ele ter ganho as coisas certas no clube errado. Paciência...

Edgar said...

Pode não ser bonito de ver, mas em termos de estratégia foi uma lição. Para defender como o Inter defendeu é preciso saber muito de futebol. O Barcelona teve sempre a bola mas poucas foram as vezes que esteve perto de marcar. Com a expulsão, o ambiente no estádio e a vontade do Barça em marcar, não é qualquer um que aguentava a vantagem da primeira mão.