Tuesday, March 03, 2009

“Riade” foi há 20 anos...

Faz precisamente hoje duas décadas que Portugal conquistou o primeiro dos dois títulos de campeão mundial de sub-20. A 3 de Março de 1989, a selecção nacional bateu a Nigéria por duas bolas a zero na final com golos de Abel e Jorge Couto. Os 18 “heróis” de Riade são: Bizarro, Brassard, Abel Silva, Morgado, Paulo Madeira, Valido, Fernando Couto, Tozé, Paulo Sousa, Hélio, Filipe, Xavier, Resende, Amaral, Folha, Jorge Couto, João Vieira Pinto e Paulo Alves. De todos apenas Fernando Couto, Paulo Sousa e João Vieira Pinto conseguiram verdadeiramente singrar e muitos acabaram perdidos em divisões secundárias. Foto: Record.
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5 comments :

Anonymous said...

Parece que foi ontem! As aulas foram canceladas e o conselho directivo porporcionou aos alunos ver um dos momentos de glória do futebol português.
No entanto, escrevo estas linhas a pensar na carreira desportiva de vários jogadores.
os guarda-redes, Bizarro e Brassard, ambos ligados ao SL Benfica, nunca passaram da condição de cedidos a outros clubes. Brassard teve o privilégio de ser e apenas, o suplente de Preud`homme. Nem um, nem outro, tapados por Baía, na selecção, Everton no marítimo, ou o gigante, e muitas vezes santo, Michel, no Benfica.
Hélio foi herói em Setúbal e não conheceu outro clube como jogador; Paulo Madeira, crucificado depois de Vigo, foi lançado na principal equipa, por Erikson. Anos mais tarde, o poeta Jorge Artur considerou-o jogador de praia e dispensou-o. Regressou à Luz, para fazer dupla com Ronaldo e os dois ficaram ligados a uma das maiores derrotas do Benfica em solo espanhol.
Valido foi uma esperança adiada. épocas no marítimo de Paulo Autoori que via nele um defesa direito de recurso.
Folha, muitas vezes mais rápido que a própria sombra. Era suplente de Resende, mas fez melhor, enquanto sénior. Chegou á selecção principal e conquistou títulos no fc porto.
Abel Silva, tinha pouco mais de metro e meio. Tal como Valido, correu o país a jogar futebol. Ficam dúvidas se o país se lembra dele.
O mais esquecido é sem dúvida Xavier. Formado no Benfica, nunca representou o clube da Luz, enquanto sénior. Ficou a promessa.
Tozé tem uma vida ligada ao leixões. Era o capitão de equipa. Nunca deu o salto.
Filipe ainda deu um ar da sua graça no Sporting, oriundo do Torriense.
Joaõ Pinto, Paulo Sousa e Fernando Couto foram e são os nomes mais conhecidos do futebol europeu.
Fenando Couto, central por vezes duro, travou duelos com Mozer e rumou a italia. Sousa trocou o Benfica pelo Sporting, perdeu a oportunidade de vencer 6-3 e rumou a juventus e mais tarde a Dortmund, onde venceu títulos de campeão europeu.
João Pinto foi o herói dos 6-3 ao velho rival, acabou por sair para o clube que lhe desejou mal e acabou em braga.
falta falar de Paulo Alves. Muitas vezes mal amado no clube do campo grande, resolveu alguns jogos, ainda que de uma forma atabalhoada. Fez sucesso no marítimo, apresentou-se na luz e no dia seguinte estava no sporting.
Jorge Couto foi bom jogador mas faltaram-lhe centimetros para ser indicutivel.
Morgado faltou-lhe ambição, segundo o próprio afirma.
Amaral, mais rápido que o vento andou perdido. Do campo grande para o Benfica mas sem efeitos práticos.
Sobre Resende, ganhou amor a Quarteira e por lá ficou, depois de aparições em vários clubes.
Conclusão: Joao Pinto, Fernando Couto e Paulo Sousa tiveram sucesso. Outros oscilaram entre o banco, a bancada e os sucessivos empréstimos, outros juraram amor eterno ao clube que os viu nascer.
Porque razão, alguns titulares desta selecção não deram o salto.
Resende, Morgado, hélio, tozé, bizarro, amaral, valido, xavier.
ass: historiador

Paulo said...

Bom trabalho este de disponibilizar no blog as imagens que recordam o êxito de há 20 anos. No entanto, discordo que tenham sido apenas três os jogadores de sucesso daquela equipa. Nesse sentido, desafio o mentor e os frequentadores deste blog a pesquisarem o palmarés do Jorge Couto e a compararam-no com outras pseudoestrelas que, por norma, jogam nos clubes com milhões de adeptos... frustrados

gerson said...

é sempre assim. a maioria dos futuros craques desaparece no meio do caminho...

Marcel Jabbour said...

Era muito pequeno, mas lembro da derrota do meu país para Portugal, na semi.

Do Brasil, poucos ganharam destaque. Sonny Anderson, Carlos Germano, Marcelinho Carioca, Roberto Assis (irmão do Ronaldinho Gaúcho) foram alguns deles.

Bismarck, a revelação do torneio, foi à Copa de 90 e depois desapareceu.

Abraços

diletra.blogspot.com

ARO GERALDES said...

Cómo pasa el tiempo... Recuerdo ese Mundial Juvenil por la aparición de un jovencito prometedor: Diego Simeone, quien terminó siendo capitán´y símbolo de Argentina con 106 presencias en la Selección.
Y también recuerdo que allí estuvieron a Joao Pinto, Fernando Couto y Paulo Sousa, más conocidos en los años que siguieron.
Saludos desde Buenos Aires